Neve
Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
Assim como os picos cobertos de neve são bonitos, os cabelos brancos da velhice também tem sua beleza. Não apenas beleza, mas sabedoria também, de que nenhum jovem pode se vangloriar.
Se você puder chegar através da neve, da tempestade e da chuva, saberá que poderá chegar quando brilhar o sol e tudo estará bem.
Às vezes eu olho para fora e penso que um monte de outras pessoas viu essa neve antes. Assim como eu penso que um monte de outras pessoas leu aqueles livros antes. E ouviram aquelas canções.
Eu me pergunto como elas estão se sentindo esta noite. Não sei bem o que estou dizendo.
Marge: "Homer, como as crianças farão para voltarem pra casa com toda essa neve?"
Homer: "Eu sei lá, internet?"
Ele era o segundo boneco de neve a derreter diante de seus olhos, só que esse era diferente.
Era um paradoxo. Quanto mais frio ficava, mais derretia.
Oh meu menino do verão, o que você sabe sobre o medo, o medo é pro inverno quando a neve vai a 30 metros de profundidade, o medo é para noite longa quando o sol se esconde durante anos e as crianças nascem, vivem e morrem na escuridão. Essa é a hora do medo, meu pequeno lorde.
Eu parto com o ar – sacudo minha neve branca ao sol que foge
Desfaço minha carne em redemoinhos de espuma,
Entrego-me ao pó para crescer nas ervas que amo;
Se queres ver-me novamente, procura-me sob teus pés.
Dificilmente saberás quem sou ou o que significo;
Não obstante serei para ti boa saúde
E filtrarei e comporei teu sangue.
E se não conseguires encontrar-me, não desanimes;
O que não está numa parte está noutra
Em algum lugar estarei à tua espera.
Em algum lugar, em toda aquela neve, ela via seu coração partido em dois pedaços. Cada metade luzia e pulsava sob a imensa branquidão.
Escutem aqui, vermes. Vocês não são especiais. Vocês não são um belo ou único floco de neve. Vocês são feitos da mesma matéria orgânica em decomposição como tudo no mundo.
Pareço normal, mas entre a insípida e sonsa Branca de Neve e a Madrasta Malvada, prefiro a Madrasta. Ela pelo menos tem propósitos definidos e não ocupa todo seu tempo tentando despertar piedade.
A perfeição é horrível, ela não pode ter filhos.
Fria como o hálito da neve, ela tapa o útero
Onde os teixos inflam como hidras,
A árvore da vida e a árvore da vida.
Desprendendo suas luas, mês após mês,
sem nenhum objetivo.
O jorro de sangue é o jorro do amor,
O sacrifício absoluto.
Quer dizer: mais nenhum ídolo, só eu
Eu e você.
Assim, com sua beleza sulfúrica, com seus
sorrisos
Esses manequins se inclinam esta noite
Em Munique, necrotério entre Roma e Paris,
Nus e carecas em seus casacos de pele,
Pirulitos de laranja com hastes de prata
Insuportáveis, sem cérebro.
A neve pinga seus pedaços de escuridão.
Ninguém por perto. Nos hotéis
Mãos vão abrir portas e deixar
Sapatos no chão para uma mão de graxa
Onde dedos largos vão entrar amanhã.
Ah, essas domésticas janelas,
As rendinhas de bebê, as folhas verdes de confeito,
Os alemães dormindo, espessos, no seu insondável desprezo.
E nos ganchos, os telefones pretos
Cintilando
Cintilando e digerindo
A mudez. A neve não tem voz.
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