Nem tudo que parece é
O ar que me falta,
A chama que se esvai.
Tudo parece o fim,
Tudo que era pra ser um começo.
Não quero,
Mas desejo ardentemente.
Não fico,
Mas vou aflita.
Queria a certeza,
A certeza de contentar-me com a incerteza
E aceitar que dói,
Dói profundamente.
"Parece que quando nossa mãe estava entre nós tudo se resolvia.
Os joelhos no chão de uma mãe por um filho é muito importante. E as vezes sinto que em minha vida ficou essa lacuna."
*AS ESTRELAS NO CHÃO*. (Victor de Oliveira Antunes Nt)
O mundo de hoje parece um pesadelo. Tudo reflete dinheiro; tudo é volúpia e marketing sempre; pra fazer mais dinheiro. Nessa ciranda louca e desenfreada estamos nos metamorfoseando; viramos coisas e já se diz que somos CPFs. Cada vez mais nos desconstruímos como entes; seres criados imagem suposta de Deus. Hoje o império dos sentidos submete a vida de cada um de nós às regras da grana. Nas mídias, pulsa a cultura da juventude consumista e insaciável: todo dia se quer algo novo e descartável. Os automóveis, por exemplo, já nascem um ano antes do ano. Essa loucura exige submissão: a do poder aquisitivo... Você sempre precisará ganhar mais... Tudo é vivido e feito com um único fim: ganhar dinheiro pra poder comprar... Nós, como entes vivos, perdemos, portanto, nossa dignidade. E a propósito, nossa própria capacidade de ficarmos assombrados.
Somos marionetes e nos transformamos nas mercadorias anunciadas que compramos. E agora perplexos, verificamos que esse estamento de coisas se aprofunda, a cada dia. Hoje, cada um de nós vale o que produz ou o que pode comprar. Nós somos CPFs. E é esse tratamento que damos, uns aos outros. Não poderia ser diferente, portanto, o tratamento dado às famílias dos que morreram em Brumadinho; às famílias dos meninos incendiados do Flamengo, às vitimas das tragédias de Teresópolis, de Petrópolis, e também da Ucrânia.
Se por um lado os valores comprometidos com a segurança da barragem foram abaixo da linha do mínimo, tanto quanto a segurança dos meninos, das famílias dos municípios ditos que viviam nas encostas cujos deslizamentos se anunciavam nos vales ribeiros, sobranceiramente das vitimas da invasão da Ucrânia, é porque embaixo disso tudo só tinham CPFs... Simples números... Entes pífios e sem qualquer significado se observarmos a dimensão das tragédias em relação às falas dos “políticos” e “gestores”; amiúde o tratamento social, humano e financeiro dispendido. É sempre mais do mesmo e da mesma forma. Passado o susto publico do primeiro momento, eis que começam as ponderações sobre o valor destes “entes CPFs”, números...
Pois é: tratar essas situações com falácias e barganhas é francamente acima do "terrivelmente vergonhoso”. Nenhuma grana será suficiente para minimizar a absoluta destruição de tantas vidas. Nada poderá remediar tamanhas dores e perdas; e é certo que ficarão centenas de lesões de alma. Mas daí a um pouquinho, ninguém mais liga... E a coisa que nos vem a cabeça é isso: e o dinheiro?... Quanto deram, quanto se gastou... Será que tem gente doando?... Tudo já está girando em torno dele: o dinheiro... Hora de dar “preço” na dor e na perda. Vamos começar a medir a importância dos CPFs, mas não a importância da “pessoa”, que foi explodida na calçada. Vai rolar valor por baixo, mas, ainda assim, vai ficar bem abaixo do que vale a vida; vida de cada um de nós. Talvez por isso não tenhamos famílias seguras, boas escolas e bons atendimentos na saúde e segurança nas ruas. A gente não é mais humano... é numero, coisa, produto, lixo... É que a nós vale mais "uma joia”, um “carro zero”, do que centenas de mortes; não foi ao meu lado, então que se dane... É “vida que segue”... Aliás, que dignidade que nada; vamos salvar o dinheiro e indenizar por baixo, abaixo da dignidade de cada um... Aos meninos do Flamengo, às vitimas das Serras, aos explodidos na Ucrânia... Vale mais guardar pra gastar com a Copa do Mundo que está chegando; vamos viver a vida... a expectativa de vida; e quiçá da nossa alegria e sucesso; esqueçamos, foram só CPF’s... Vamos ao shopping comprar coisas que brilhem aos nossos olhos...
Para os que discutem dinheiro seguem as avaliações dos CPFs...
Para os comuns, apenas entes...
Para os que se importam, morreram pessoas tanto em Brumadinho, quanto no Ninho do Urubu, em Teresópolis, em Petrópolis e na Ucrânia; morreram e continuam morrendo sonhos de vida e esperanças; o que morreu e continua morrendo assim, todo dia, portanto, é gente, não são números...
Acho, portanto que passarei a me lembrar desses lugares, como lugares das Estrelas no Chão. É o mínimo de reverência e respeito que me ocorre. A cada anoitecer há que lembrar cada uma, daquelas significativas vidas; lembrar e vê-las como estrelas que brilham no chão. Até porque, não existe e nunca se fez retrato de um CPF. (Victor de Oliveira Antunes Nt).
PRECISO ACREDITAR MAIS EM MIM.
As vezes passamos por situações ou épocas da vida que tudo parece não fazer sentido.
Tudo vira de ponta cabeça. O que era certo vira errado e vice versa.
São nestes momentos que em muitos casos perdemos até mesmo nossa própria identidade,
nossa maneira de pensar e até mesmo de agir. Tudo parece confuso e sem solução. Não conseguimos sequer tomar uma decisão.
Tudo passa por uma insegurança tão grande que falta argumentos para explicar o que ocorre no mais íntimo da gente. Parece que o mundo está acabando, sem solução sem ideias, sem pessoas ao lado, sem nada.
Recorremos a tudo e a todos, mas muitas vezes falamos ao vento. Ninguém na verdade se importa com o que está havendo ou se compadece pelo sofrimento alheio.
Vivemos em mundo de insegurança e de um egoísmo absurdo. Onde as pessoas estão
preocupadas com si mesma. Cada um no seu” quadrado”. Os problemas de cada uma passa ou tem, nada significam para quem está perto.
Muitas vezes precisamos de uma palavra, de um aceno, de atenção, coisas básicas que se tornam praticamente impossíveis quando não temos. Somos dependentes uns dos outros.
Acreditar muitas vezes se torna uma tarefa difícil e muito complicada. Falta acreditar na gente mesmo. Insegurança, medo. A confiança diminui, as dúvidas aparecem, tudo parece enorme e insolúvel, tudo passa pela cabeça num momento de crise ou problemas.
Não há quem não precise de alguém, nunca seremos auto suficientes em nossos sentimentos e em nossas vidas. Jamais será possível viver isolado e não depender da ajuda de outros.
Mas a confiança em nós mesmos, jamais deverá estar ausente. Acreditar sempre que mesmo tendo ajuda, a maior atitude terá de partir de nós mesmos.
Acreditar sempre e manter a confiança que posso e que vou conseguir.
Marcelo Martins
Há uma hora em que, realmente, tudo parece se movimentar ou meu redor de forma desfavorável.
As ações das pessoas e os acontecimentos parecem estar carregados de maldade contra mim, num horizonte sempre negro.
No fundo do meu coração estou pedindo socorro, uma mão forte que me dê força e me sustente, uma palavra vigorosa que traga o alívio, mas nem sempre encontro.
E nesse momento de dor e aflição, que para um pouco, me concentro firmemente na esperança e na força do pensamento positivo e acredito que tudo, no final sairá bem.
Olho para dentro e confio ainda mais em Deus Pai amoroso que ali esteve e estará sempre para me socorrer.
Ele é a força, é a proteção, é o meu único porto realmente cem por cento seguro ao meu alcance.
Pois sou um bom filho que buscando e se comunicando com um Pai tão amoroso e bom, e alcançarei o alívio protetor tão esperado...
Pois só ele sabe que não sou o que me julgam ser não sou prefeito sou falho como todos são mas esses defeito tanto eu como nosso Pai sabemos que não tenho.
Deus está comigo.
Um grande beijo em seu coração.
R&F Perazza.'.
Alma de boiadeiro.
Viola faceira companheira.
Até parece que sente tudo que sinto.
Ardente são as tuas feridas.
Mas não se rende á qualquer humilhação.
Homem do campo,
De pé ou sentado no seu alazão
Chaveado é o teu pensamento.
Tuas cordas soltam faíscas.
E a galope se afinam.
Faz canção da alma e do coração.
Vai desbravando poeiras.
Deixando seus rastros,
Nesse paraíso sem porteiras.....
O olhar, o cheiro, o cabelo, o abraço, o beijo, parece tão simples, mas quando ela me olha, à!
Tudo isso se torna tão especial, tão único!
Porque ela é única, ela é especial!
Ela é linda, ela me desmonta!
Chegou chegando...
Ela é minha Aurora Boreal!
W&G
Às vezes no escuro me sinto:
é frio, vazio, tão tenebroso!
Tudo parece sem chão
Não há paredes.
Às vezes me sinto no escuro:
carente de algo, ou alguém
Talvez até uma palavra
que traga Paz à minha alma.
Às vezes me sinto no escuro:
não há nem um lampejo de luz
Tudo é muito triste e estranho
Ao meditar sobre isso, tenho medo.
Às vezes me sinto no escuro
Mas elevo os olhos ao Alto
Vejo do Alto uma esperança
Aí me sinto confortado e seguro.
Já não me sinto no escuro:
vejo um lampejo de luz
Brota força e coragem
Então continuo olhando para o Alto.
(CÓRIA, Mali. No escuro. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 81).
Às vezes parece que Deus tirou tudo de você
Se você refletir com carinho
Vai perceber que Deus guardou em um lugar seguro
Para você não destruir ou perder
Ele vai lhe devolver
Assim que você estiver preparado para usufruir
Sem riscos de perder ou destruir
Sydney
Um fantasma de Esparta
A visão, o ato sequencível
Tudo parece como moldes
O aquisicional se torna interposto
Palavras, visões, talvez um recheio ocidental
É isso, o perímetro desnorteável
Tudo parece, tão confuso
Não é velha abundante
Júpiter dá as caras
O visível soterga, o ponto austral
O viverdar aprisiona o mormeio sedento
O transparecível, o apetrecho coligário
O molde sazonal do tempo interposto
Tudo se coliga, não é irmão (Yes or No?)
Fábulas pequenas, núcleos do tamanho de uma selva
O coligário, o vertejar insólito
Carreira interposta, permissível
Claro, contragulando suas gotas
O vendaval se torna imaginável
Talvez, irresolvível
Claro, apreendendo os de Sydney
Meu momento '' Você disse alguma coisa sobre os soviéticos? ''
O medo nossa posição
O ato I, o ato da ''lms''
Sim, os taberneiros de plantão
Sussurre sua voz, não é altivo
O mundo pertence os sádicos
A carrocinha dá seus pulos
O que quero é solavancar suas ideias
Discípulos de Judá, ordem e progresso
Ou diria, perda e chantagem
Assinado por ele, o monstro da dúvida
Nem sempre quando tudo parece acabado é o fim, só é necessário ter um pouco de coragem e acreditar, que o melhor virá quando menos se espera. Crê...
A parte ruim de ser uma pessoa intensa, é que tudo parece grande demais. As coisas boas explodem meu peito, mas as ruins me quebram de forma violenta e cruel.
Quando tudo parece totalmente perdido, não desanime pois, no fundo do poço pode ter uma grandeza que o topo não tem…
... E tudo isso parece tão PEQUENO diante do “Não!” que a Senhora Morte sussurra, quando minha Alma grita “Sim!”.
É ela que há de me ensinar a diferença entre a acolhida e a despedida, entre aquilo que “possuo” e aquilo que sou - desse aprendizado, depende a felicidade ou a dor que hão de conduzir minha mão, enquanto escrevo minha história.
A Senhora Morte tudo pode sobre aquilo que “possuo”, e nada pode sobre aquilo que sou. Talvez porque só na minha imaginação, as coisas e pessoas são minhas; talvez porque minha real natureza pertença à dimensão da Vida que sussurra “Não!”, quando a Senhora Morte grita “Sim!”
O Futuro parece cada vez mais sombrio e solitário, porém nunca devemos pensar que é o fim de tudo...
Porquê que no início tudo parece fazer sentido,
estamos cheios de coisas para dar, oferecer e receber.
Sentimos que andamos à procura uma vida inteira e finalmente encontramos o que queríamos, e com o passar do tempo sentimos que já demos tudo e não há mais para dar e aos poucos a chama vai-se apagar?
Nunca se engane porque nem tudo é o que parece ser.
Por trás dessa garota aparentemente serena,
há uma delicada moleca sapeca, sedenta
de amor, de carinho e de atenção.
Esconde-se uma mulher plenamente intensa, edaz.
Há um vulcão em ebulição.
Nem tudo é sobre você
Parece duro de compreender, pois nada sabemos do caos alheio, mas deixar de ser chato às vezes pode ser terapêutico.
