Nem sei quem sou

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Você sabe o que significa um balde de água fria? Eu sei. É mais ou menos quando a gente tem uma coisa bem quente no peito, nas mãos ou na cabeça. Um sonho, talvez. Muitos deles, quem sabe. E você dá Farinha Láctea Nestlé para todos eles, que vão crescendo fortes e sadios e, de repente, não mais que de repente, tudo muda. Aquilo que era quente recebe água gelada. Choque térmico. Em outras palavras, ou melhor, em outras metáforas: o amor (sempre ele) está saudável, com as vacinas em dia, tomando vitaminas e praticando exercícios físicos, ou seja, (em tese) nenhuma grave doença irá pegá-lo de surpresa, afinal, ele não bebe nem fuma, cuida a alimentação e ainda por cima se exercita. Pois um dia, atravessando a rua, o amor é atropelado por um caminhão gigante, que passou no sinal vermelho em alta velocidade, com raiva, ódio, feroz. O amor perde o equilíbrio, o controle, capota várias vezes, se machuca, bate a cabeça, desmaia. Transeuntes chamam ajuda. Ambulância, maca, oxigênio, respiração boca a boca. Uéin, uéin, uéin *barulho da ambulância*. Levam o amor direto para a UTI. E lá ele fica, inconsciente, imóvel, sem receber visitas, tomando morfina na veia: porque tem muita coisa que dói (demais).

E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você

Legião Urbana
Quase Sem Querer

Sei perdoar. Passo por cima dos erros pra ficar junto das pessoas que eu gosto. Tenho meus limites. O primeiro deles é meu amor-próprio. Perdoo uma vez, porque errar é humano. Perdoo duas porque o ser humano é estúpido às vezes. Mas não posso viver perdoando porque isso seria incompetência minha.

Espero por ti porque acho que podes ser o homem da minha vida. E espero por ti porque sei esperar, porque nos genes ou na aprendizagem da sabedoria mais íntima e preciosa, há uma voz firme e incessante que me pede para esperar por ti. E eu gosto de ouvir essa voz a embalar-me de noite antes de, tantas e tantas vezes, te encontrar nos meus sonhos, e a acalentar-me de manhã, quando um novo dia chega e me faz pensar o quão longa e inglória pode ser a minha espera.

Eu não sei se a vida é maior que a morte, mas o amor foi maior que ambas.

Querida melhor amiga, tenho que confessar que já faz dias que olho para esse papel e não sei exatamente o que escrever. Como descrever o que se passa em meu coração? Não leia como uma carta de despedida, pois não é. Mas escrevo porque estou indo embora… É, pequena, passei no vestibular, lembra? Estou indo estudar naquela Universidade que a gente tanto sonhou. Não havia dito nada antes porque não queria te deixar triste pelo simples fato de eu ter que partir. Estou feliz, muito feliz. Mesmo tendo deixado uma parte de mim aí com você, mas vou sorrindo. Ai, pequena, sinto tanto a sua falta. Queria ter dito isso olhando em seus olhos, mas não tive coragem. Nossa última briga foi horrível. Senti ódio no seu olhar, quando me jogou aquele peixinho de pelúcia que te dei de aniversário, e confesso que aquilo doeu. Só me recordo das últimas palavras que disse: “Suma da minha vida.” Como se fosse fácil. Estou enviando o peixinho de volta, porque quero que fique com ele. Quando sentir falta de um abraço, abrace-o e finja que estou aí, bem do seu lado. Cheirei ele para poder sentir meu cheiro e desapareceu. Agora ele tem o seu cheiro, né? Acho que alguém andou dormindo muito com ele. Lembra da promessa que fizemos? Que seríamos para sempre independente de qualquer coisa? E está sendo. Mesmo você me odiando, mesmo se ficarmos sem nos falar, mesmo quando pensarmos que tudo acabou. Ainda será para sempre. Pequena. Foi assim que te apelidei. Até porque você é 5 anos mais nova do que eu e ao mesmo tempo tão madura. Ou sou eu que esqueci de crescer? Nunca vou esquecer dos nossos momentos. Das madrugadas que eu ligava bêbada e não dizia coisa com coisa e você só ria de mim. Ou quando era você que me ligava chorando por causa dos idiotas que magoavam seu coração e eu, como sempre, dizia qualquer bobagem só para te fazer rir… E eu gostava. Gostava muito da sua gargalhada. Ainda gosto. Você nunca fez o tipo de garota que diz “Eu te amo” o tempo todo, mas eu fazia questão de perguntar se você ainda me amava. E, antes de responder, você sempre dava aquela risadinha boba dizendo que amava, amava muito. Foram momentos de altos até tocar na nuvem e baixos até o fundo do poço. Mas no final você sempre segurava meu rosto, olhava no fundo dos meus olhos e dizia: “Estamos juntas nessa”. E, por pior que era a situação, eu me tranquilizava. Lembra quando nos conhecemos? Estávamos brincando em um daqueles parquinhos perto de casa e acabamos caindo uma em cima da outra. Eu ralei o joelho e você a mãozinha. Só me recordo de você se aproximar do meu machucado, encostar a mão e dizer: “Agora somos irmãs de sangue.” Que ingênuas. Tínhamos acabado de nos conhecer e já éramos amigas. E somos. Até hoje. Perdão por todas as vezes que errei querendo acertar. Por ter me intrometido na sua vida no momento que mais queria ajudar. Por ter falado quando devia me calar. Por ter te deixado ir quando devia impedir. Mas aqui estou eu, escrevendo, quando o que mais queria era falar. E quando você vier para cá, me procure. Sua cama em meu quarto já está reservada. Estude muito, pequena, e, por favor, não apronte e não faça nada de ruim… Distante assim, não posso cuidar de você. Mas toma aí, metade do meu coração. Guarde-o como estou guardando o seu. Desculpe se a carta demorar um pouco a chegar em suas mãos, é que eu queria te mandar quando eu já me estabelecesse, para você se certificar de que estou em um lugar seguro. E lembre-se, pequena: “Não importa o que acontecer, sempre estarei ao seu lado. Amigas uma vez, amigas para sempre.” Se cuida, pequena, e cuida do peixinho. Eu te amo muito!

Com amor, melhor amiga.

É amor.
Eu sei que é amor, pois todos os dias eu penso em você. Eu sei que é amor, não porque digo que te amo, mas sim porque todas as vezes que vejo nossas fotos, eu planejo meu mundo com você. Eu sei que não é fácil, nunca foi e nunca será... o amor será complexo, tanto pela forma de demonstrar, quanto na forma de sentir. Não podemos esquecer da forma de viver e conviver com esse amor. Ele é um sentimento que machuca, machuca de uma forma boa e de uma forma ruim também... pois às vezes ele traz alegrias, mas também traz uma tristeza maldita, que consome a alma e maltrata o corpo.

Eu queria que o amor fosse brisa, assim, mesmo de longe, eu poderia sentir o seu amor tocar o meu rosto. Seu amor doce, leve e que me faz tão bem. Você é verso e poesia, calor e ternura, desejo e paixão. Poxa... como eu amaria estar sempre perto. Assim, mesmo de longe, eu sentiria seu perfume adentrar a minha alma e consumir o meu coração. Se você estivesse perto, eu poderia até sentir o toque do seu beijo, o sabor que alimenta o meu vazio, que empanturra o meu universo e satisfaz os meus mais variados e complexos desejos. Se for perto o bastante, eu posso até sentir o seu toque, toque este que me assegura e me faz sentir seguro... num mundo tão empenhado em se despedaçar, não me parece um mal eu querer poder me sentir protegido nos braços de alguém.

‘Seja para mim o que você quiser, contanto que seja o meu amor.’ Essa é o trecho de música que mais representa o amor entre nós dois. Pois eu não quero que você mude, quero que você seja quem você desejar ser, desde que nunca deixe de ser o meu amor. Eu te amo, e casar com você será o meu mais novo e próximo passo.

Amor? Não sei. É meio paranóico. Parece uma coisa para enlouquecer a gente devagar.

Eu sei que você está aí. Eu posso ouvir sua preocupação!

Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir.

Sinto um vazio dentro de mim já faz alguns dias, uma coisa que não sei como explicar, é tipo um vazio que "preenche" toda minha alma, uma coisa que parece que vai explodir a qualquer hora… uma sensação terrível, uma vontade de fazer não sei o que, uma sensação de que vou vomitar tudo que tenho dentro de mim a qualquer momento, um nojo imenso de algumas pessoas. Vontade de fazer alguém feliz ou fazer alguém sofrer, vontade de rir ou de chorar, ou os dois ao mesmo tempo, meu olho se enche de lágrimas do nada, assim como começo a rir sozinha sem saber o motivo. Pode ser sentimento acumulado, ou coisas que ainda não senti, mas preciso sentir.
Um sentimento de culpa sem saber o motivo, vontade de nunca mais dormir, ou ir dormir e nunca mais acordar, vontade de mudar de vida, sei lá, fazer algo que nunca fiz, sair sem dizer para onde vou e nunca mais voltar, deixar pra trás tudo e todos que eu conheço e conhecer novas pessoas, pessoas que não saibam de como eu sou assim poderei ser quem eu quiser.
Não sei o que está acontecendo comigo, só sei que é ruim e tenho vontade de acabar de vez com isso, e um fato muito estranho e que me deixa com mais ódio de mim mesma é o fato de eu ter expressado meu sentimento nesse texto e não ter demonstrado nada disso em meu rosto, nada disso fisicamente.
Às vezes penso que só estou vivendo um sonho e que na verdade tudo isso aqui é uma mentira que pode acabar a qualquer momento…

Não sei ao certo se acredito em destino. Mas posso dizer que às vezes aquilo que você mais deseja vai cruzar sua porta determinado a te evitar a qualquer custo. E, ainda assim, de algum jeito, você descobre que é suficiente para fazê-lo ficar.

(Maxon Schreave)

Kiera Cass
A Herdeira

Não sei, só sei que foi assim!
(Em: O Auto da Compadecida)

Ariano Suassuna
SUASSUNA, A. O Auto da Compadecida. Rio de Janeiro: Livraria AGIR Editora. 1975.

Adoro o jeito que ela faz eu me sentir, como se tudo fosse possível, como... sei lá! Como se a vida valesse a pena.

Eu sei como é, é como um soco no estômago porque parece que ninguém se importa com você

Não sei o que me fez assim. Mas o quer que tenha sido, deixou um vazio dentro de mim.

Hoje acordei com vontade de morrer
Não sei se isso é errado,
Mas vou desaparecer
Sumir de vez do mundo
Parar de me iludir
Dizer adeus a tudo
Enfim, vou desistir…

O que sinto por você não sei se é amor, paixão ou amizade
Mas sei que quando chego perto de ti
Meu coração acelera
E fico com medo de fazer ou falar algo que te magoe

Eu não sei qual é o motivo dessa supervalorização da racionalidade. Os pássaros só são livres porque podem voar. A liberdade é, justamente, a incapacidade de se perceber as limitações. Nós, humanos, aprisionamo-nos em caixas de ferro, casas de cimento e mil e uma desculpas. Tornamo-nos prisioneiros de nós mesmos porque podemos racionalizar os riscos, porque sabemos calcular velocidade média quando vamos atravessar as ruas, porque sabemos que se saltarmos de um precipício iremos encontrar a solidez do chão.

Saudade

Não tenho percebido cores;
Não tenho sentido mais o néctar das flores;
Não sei mais o que é real e nem abstrato.

Talvez neste exato momento, não sonhasse com o futuro,
Nem vivesse no passado;

Há dias tenho vagado na mente distante, incessante,
Mas exatamente neste instante, tenho sido incoerente e não só com opiniões diferentes,
Mas também com pouca e muita gente.
Sou assim...Naturalmente!
“O que fazer?”.

Tenho medo da dor, tenho medo de sofrer,
Tenho medo de brigar com meu amor, de matar, de morrer...
Será que todos são assim?
Não sei mais quem sou!
Não tenho estado mais aqui comigo.

A saudade, engrandece a tristeza,
Que mesmo sendo de nossa natureza,
Não consigo aceitar!

Sinto falta de tudo, sinto falta de você!
Na memória, a lembrança tardia de um sorriso e um olhar de uma triste alegria, que glorifico!
É o que me faz despertar!