Navios
CONCEITO
Teu corpo:
um porto
que eterniza
meus navios
um parto
que traduz
o meu avesso
a parte
que arremata
meu desejo.
FICAR A VER NAVIOS
Significado: Não obter o que se deseja; sofrer uma decepção.
Origem: Dom Sebastião, Rei de Portugal, morreu na batalha de Alcácer-Quibir, mas o seu corpo nunca foi encontrado.
Por esse motivo, o povo recusava-se a acreditar na morte do monarca. Era comum o povo ficar a ver os navios chegarem a Lisboa no alto de Santa Catarina, na esperança que fosse o rei a regressar.
Eu afundaria todos os navios nesta noite. Incendiaria o porto. Só para ver o brilho das chamas refletido nos seus olhos escuros.
Som da liberdade
O som ainda pode ser dos navios de sangue,
As páginas ainda podem guardar tristezas,
A sociedade ainda respira desigualdade,
E nem todos entenderam as mazelas da alma.
Mas existem, em cada rosto negro,
Um passado que não viveram,
Mas que trazem como marcas para o futuro.
Não, o som é da vingança e das divisões?
Não; é a mais nova das antigas
Formas de gritar às nações:
O som agora é de liberdade!
Livro: Negros 2025
Eu só navego se for pra mergulhar lá no fundo!
Se for pra ficar na beira
Vagando a ver navios ...
Prefiro calar minh'Alma !
o sol vai ao longe se apagando
o mar vai engolindo o sol
e os navios na praia chegando
as luzes vão ascedendo
e o meu amor morrendo
na trilha sonora dos desesperados
a lua lacrimeja a noite
serenando em terno açoite
os corações apaixonados.
Os navios não afundam por causa da água ao redor deles, eles afundam por causa da água dentro deles.
No final da jornada, os ônibus param e os navios ancoram, mas o impacto das vidas que curamos e das conexões que geramos torna-se um legado imune ao tempo.
Saudosa Itália
Vieram no balanço das ondas, em navios que fugiam do estrondo da guerra. A Itália ficou para trás, guardada na memória, enquanto o Brasil se abria em abraço, feito abrigo e nova morada.
Aqui, entre o cheiro da terra e o suor da roça, a família se reconstruiu. No trabalho duro sob o sol paulistano, servindo a outrem com a dignidade de quem sabe o valor do pão, encontraram seu porto seguro.
Em meio à simplicidade e às lutas, brotaram seis filhos — sementes de honestidade e força. Embora a cidade grande trouxesse o espanto de sua imensidão, a gratidão era o alicerce que nunca cedia.
Ao entardecer da existência, a missão se fez cumprida: filhos encaminhados, vidas honradas. Mas o tempo é um senhor severo, e o descanso enfim chamou quando o corpo, cansado pelo sacrifício, pediu paz.
Partiram, mas deixaram o rastro doce da alegria, o tempero que confortava a alma, o sorriso sereno e aquela calma que só os fortes possuem.
Homenagem aos meus avós
Ass: Roseli Ribeiro
Na floresta negra tem flores atraentes navios navegantes num mundo ao longe...
Luas separte os ceus a luz atravessa os ceus num estante o momento ganha o irônico do puro silêncio ate doi ver nebulosa...
As nuvens destilam a energia vinda outros mundos...
Meteoros vivem numa harmonia do caos que predomina...
Mesmo o frio na barriga no meio do abismo comença ser dilatado pela gravidade. A luz caminham sobre nossos pés cristais de gelo se forma.
O medo da uma passagem para curiosidade... sendo matou o gato...
Quem seria esse gato?
Sereias das cordas da vida seres flamejantes, cantam a vitória da vida,
Vemos micro cosmo como a semente da vida e as estrelas trazem vida aos mundos mais longes que imaginamos...
No silêncio cruel a vida prospera as virtudes caem e mundos que ainda não conhecemos.
Somos navios sem rumo.
Nossas fronteiras são traiçoeiras...
As sopa primordial ser tornou ser humano que transcendeu para ser uma parte máquina.
Porque me chamas para o paraiso...me faz navegar milhas é depois me deixa a ver navios... Perdeu, o navio era lindo!
