Natureza
A desigualdade entre os seres humanos pode nascer da natureza, mas a desigualdade transformada em privilégio jurídico, econômico ou político é também uma construção social.
A natureza não se deixa transformar pela arrogância humana; para compreender seus mecanismos e utilizá-los, primeiro é necessário obedecer às leis que a estruturam.
A ciência avança quando a razão interroga a natureza com método suficiente para descobrir seus padrões e humildade suficiente para corrigir as próprias conclusões.
Enquanto os homens disputam interpretações sobre o mundo, a natureza continua produzindo seus efeitos indiferente às nossas narrativas.
A natureza não necessita de nossas crenças para obedecer às suas leis; nossa tarefa é descobri-las, não decretá-las.
A natureza não precisa justificar suas leis: compreendê-las é tarefa da inteligência, não alterá-las segundo nossos desejos.
A natureza não se submete à vontade humana; para compreendê-la, primeiro precisamos respeitar suas próprias regras.
A natureza deve ser julgada por suas próprias evidências, não pelas sentenças previamente proferidas pela tradição.
A natureza possui uma legislação própria, e compreender suas leis é mais fecundo do que tentar substituí-las por nossas preferências.
A natureza não possui departamentos: somos nós que inventamos fronteiras entre a física, o Direito, a medicina e a filosofia.
Aquele que interroga a natureza, o homem e a sociedade com a mesma curiosidade transforma o conhecimento em uma forma de descoberta.
Uma civilização verdadeiramente inteligente não é aquela que domina a natureza, mas aquela que compreende os limites de seu direito de dominá-la.
“Precisamos de um novo pensar pra ser feliz. Curtir a natureza junto com a pessoa amada e não ambicionar mais nada.”
... se não crês
em tua natureza imortal,
vive ao menos de maneira íntegra
e serena; e se, algum dia, fores tocado
por tão grata revelação, que seja por tua
nobre conduta - jamais como um
desapreço às tuas respeitáveis
convicções!
... culpar o outro
é uma espécie de mantra obrigatório
da natureza humana: um desavergonhado contorcionismo destinado a encobrir
nossos fartos deslizes e
caprichos!
São tantos questionamentos... É a minha natureza. Inúmeros conceitos humanos não fazem tanto sentido assim. O mundo é infinitamente mais do que a nossa vida passageira. Gostamos de definir, nomear acontecimentos, forças que já existe. Não estou menosprezando a humanidade, apenas cito o quanto somos frágeis e fugidios. E isso, de certa forma, é como uma poesia.
Acho que não fomos feitos para a compreensão mais vasta das coisas; fomos, ao contrário, moldados para algum fim que desconheço. E para ser sincero, nem teria capacidade de entender. Aí para evitar o desequilíbrio mental, acabo me satisfazendo com bem pouco, mas é o que suporto refletir.
Aqueles que rejeitam a discordância só compreenderão a verdadeira natureza do comunismo e do socialismo quando o peso da opressão lhes comprimir o rosto ao chão. Então, porém, já será tarde.
