Nascer e Longevidade
“Vencer, para mim, significa superar-me todos os dias. Não nasci para competir com ninguém, mas apenas comigo mesmo.”
É impressionante como o amor do nada nasce, se mantém vivo mesmo sem ser alimentado, às vezes, por anos e do nada também, um belo dia morre.
A Jornada da Existência: Um Círculo de Coragem e Renovação.
Por: Alexandre Aniz!
A existência é, desde seu princípio, um mistério intrincado e um desafio constante. Antes de sermos plenamente, já enfrentamos nossa primeira prova: a disputa silenciosa, mas feroz, pela oportunidade de existir. Nesse instante primordial, não éramos mais do que potencial. Contudo, é justamente nesse potencial que reside a centelha do que nos tornamos — uma essência que, ao vencer o caos inicial, comprova sua vocação para o desafio.
No ventre, somos uma ideia em formação. Isolados e vulneráveis, somos protegidos por um ambiente que nos prepara para o mundo, mesmo sem jamais nos dar garantias. Esse período de gestação não é apenas biológico, mas simbólico: uma metáfora para todas as vezes na vida em que precisamos nos recolher, nos fortalecer e nos moldar, antes de encarar o desconhecido.
O nascimento marca o primeiro grande rompimento. Saímos de um espaço seguro para um mundo que desconhecemos, e a dor do primeiro respiro nos ensina uma verdade irrevogável: a vida exige esforço e, muitas vezes, dor para que possamos realmente vivê-la. É curioso como a própria existência celebra esse momento com uma ambiguidade única — o alívio do choro que confirma a vida e o desconforto do novo que nos acolhe.
Crescemos, e cada etapa da infância é uma lição disfarçada de instinto. Aprender a sustentar o próprio corpo, a engatinhar, a andar, a cair e a levantar — são atos que parecem simples, mas carregam um simbolismo profundo: a resiliência natural que nos impele a tentar, sem questionar o porquê, apenas movidos pela necessidade de continuar.
Mas, ao longo da jornada, o peso do conhecimento começa a nos moldar. Aquilo que nos impulsionava sem hesitação, a inocência do desconhecido, dá lugar à dúvida. Compreendemos a dimensão da queda, a dor do fracasso, e a consciência da opinião alheia começa a projetar sombras sobre nossas decisões. Tornamo-nos, aos poucos, reféns de nossos próprios medos, de nossas incertezas, e da ideia de que somos definidos por aquilo que os outros veem.
A grande lição da maturidade, então, é resgatar a pureza da coragem que nos fazia seguir adiante na infância. É aceitar que o mundo nunca será plenamente compreendido, que o desconhecido sempre estará presente, mas que a vida não acontece na certeza. Ela floresce, sim, na tensão entre o medo e a coragem.
Enfrentar a solidão da existência é um ato inevitável, mas não um fardo. É, na verdade, uma celebração da liberdade que nos é concedida: nascemos sozinhos, partiremos sozinhos, mas, entre esses dois extremos, temos a chance de construir conexões, legados e significados que transcendem nossa individualidade.
Se as palavras do mundo externo nos ferem, cabe a nós decidir como reagir. O julgamento pode ser uma lâmina ou uma ferramenta — e o poder de escolha está em nossas mãos. No entanto, mais do que isso, está em nossas mãos a decisão de viver plenamente, não como uma concessão ao que é esperado de nós, mas como um ato de afirmação do que realmente somos.
Ao final de tudo, a vida não é uma linha reta, mas um círculo. Retornamos à fragilidade do início, mas agora com o peso da experiência. E é nessa fragilidade que reconhecemos a essência do viver: não é o acúmulo de conquistas que nos define, mas a coragem de existir, de enfrentar o ciclo contínuo de desafios e renascimentos.
A vida, portanto, é um convite irrecusável à transformação. É o ato contínuo de nos tornarmos, não algo perfeito, mas algo pleno. E, no final, o que permanece não é o que conquistamos, mas a intensidade com que ousamos viver, amar, criar e transformar.
Nascer é sempre horrível. Deus fez o favor de nos deixar esquecer. A ciência não é tão clemente.
Que possamos nascer a cada amanhecer com a simplicidade e a imensidão da representação do amor divino, assim ampliar e multiplica -lo na terra com união, paz, verdade, calma,sabedoria e contribuição, fortalecendo a vida com hábitos mais saudáveis, que geramos quando cuidamos de nós e também do mundo que vivemos com respeito e alegria,nas trocas puras de amor e curas ,no físico e no espírito.
Sozinho é apenas uma percepção; a intimidade é um fragmento da história. Nascer é como mergulhar: a verdadeira diversão não está apenas no mergulho, mas nas companhias. Quanto maior a qualidade delas, mais leve será a saída da piscina. Nascemos e morremos cercados de histórias, energias e laços que dão sentido à nossa jornada.
Quem nasceu no inferno, cresceu e saiu, tem que ter cuidado para não ficar ressentido com quem nasceu no céu.
"O preguiçoso um dia vai se acordar cedo e vai ficar admirando com o nascer do sol que acontece diariamente.'
" NASCER DE NOVO "
Se eu não nascer de novo, resta a morte
e o fim de tudo o que foi prometido!
Melhor seria não ter, cá, vivido
do que viver entregue à própria sorte!
Que importa, as intempéries, ter vencido
e ver que me fizeram ser mais forte?
Talvez, para outro alguém, tudo isso importe
mas, para mim, há mais a ser vivido.
Morrer para nascer de novo! Em vida!
É o abraçar da graça recebida
por meio de quem já venceu a cruz…
Me resta a morte, sim, das pretensões
que tomam conta, aqui, dos corações
e o renascer nos braços de Jesus!
Se um ser humano não nascer de novo, no espiritual, jamais entrará no Reino de Deus, ou seja, no Céu.
Você nasce sozinho e morre sozinho, o importante é você não se perder de você mesmo. Porque existe outras pessoas na sua vida mas no final é só você!
você era água e eu era vinho
você era o mar e eu o caminho
o amor era lindo, mas haviam muitos espinhos
de um lugar inesperado uma botão floresceu
fizemos planos de um jardim cultivar
mas infelizmente o botão não nasceu
com o tempo, foi ficando diferente, o nosso jeito de amar
você não entendia, que livre eu queria ser
veja só, precisei me perder, para poder florecer.
Seja como a "Flor de Lótus" que independente do lugar onde nasça ou viva, não se contamina, preservando a qualidade da sua energia!
