Nascemos sem Pedir e Morremos sem Querer Entao

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Às vezes a gente quer muito uma coisa e então acha que vai querer a vida toda. Mas aí o tempo passa. E o tempo é o tipo do sujeito que adora mudar tudo.

Lygia Bojunga
A bolsa amarela. Rio de Janeiro: Agir, 1993.

Estou inunda de mim mesma a ponto de transbordar, então por gentileza não venha querer me encaixar em padrões.

E que hoje seja como Deus quiser. Nunca vi um bom Pai querer o mal pros seus próprios filhos. Então aproveite seu dia, pois vai ser bom demais. Muita benção, muita paz, muito amor. Pois tudo é lindo para àqueles que amam ao Senhor!

É como se todos nós, no fundo sentíssemos que nascemos apenas para obedecer a um chamado, e obedecer docilmente, a obedecer a qualquer um que nos convoque para vitória, mesmo que na verdade, nos convide para morte.
A conclusão humilhante é que, todos, homens e carneiros, sentimos que nascemos para fazer parte de um rebanho.

Na vida, já nascemos com todos nossos irmãos, é apenas questão de tempo reconhecê-los como tal.

nascemos em poemas diversos
destino quis que a gente se achasse
na mesma estrofe e na mesma classe
no mesmo verso e na mesma frase
rima à primeira vista nos vimos
trocamos nossos sinônimos
olhares não mais anônimos
nesta altura da leitura
nas mesmas pistas
mistas a minha a tua a nossa linha

Paulo Leminski
Caprichos & Relaxos

Nós fizemos o que fomos treinados para fazer, o que fomos criados para fazer, o que nascemos para fazer.

Nascemos para amar; a Humanidade

Vai, tarde ou cedo, aos laços da ternura.

Tu és doce atractivo, oh fermosura,

Que encanta, que seduz, que persuade.

Quantas vezes, Amor, me tens ferido!

Quantas vezes, Razão, me tens curado!

Quão fácil é de um estado a outro estado!

O mortal sem querer é conduzido!

Nos torpes laços de beleza impura

Jazem meu coração, meu pensamento...
Bocage

SOBERANO

Quando nascemos, a vida abre aspas
Para o nosso bem mais precioso... o tempo.

E então o tempo dispara
O tempo não pára
O tempo acelera
O tempo não espera
O tempo inspira
O tempo conspira
O tempo escraviza
O tempo liberta...
Faz esquecer
Faz relembrar
Faz amadurecer
Faz envelhecer
Faz apodrecer...

Mas o tempo endurece
O tempo amolece
O tempo padece
O tempo clareia
O tempo escurece
O tempo acolhe
O tempo não escolhe
O tempo precede
O tempo impede
O tempo socorre
O tempo consola
O tempo permite
O tempo decide
O tempo amanhece
O tempo entardece
O tempo anoitece
O tempo revolta
O tempo conforma
O tempo não volta
O tempo é passado
O tempo é futuro
O tempo é presente (sempre)
O tempo é bondoso
O tempo é maldoso
O tempo acompanha
O tempo abandona
O tempo aprisiona
O tempo é uma zona
O tempo nos passa...

E a vida então... fecha aspas.

Nascemos anônimos, para construir nosso legado.
Devemos fazer de nossas vidas uma bela história. Fazer nosso tempo valer a pena. Para que mesmo na morte sejamos lembrados. Lembrados por ações memoráveis e atitudes épicas. Lembrados por construir um legado inesquecível.
Nascemos anônimos para morrer como uma lenda.

Todos nascemos filhos de mil pais e de mais mil mães, e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e se gere um cuidado mútuo. Como se os nossos mil pais e mais as nossas mil mães coincidissem em parte, como se fôssemos por aí irmãos, irmãos uns dos outros. Somos o resultado de tanta gente, de tanta história, tão grandes sonhos que vão passando de pessoa a pessoa, que nunca estaremos sós.

Nós somos manipulados, enganados, desde que nascemos!

Começamos a morrer no momento em que nascemos, e o fim é o desfecho do início

Ganhamos e perdemos amores, mas nunca deixaremos de amar! Pois nascemos para amar ao próximo!

⁠Assim que nascemos, somos livres. Por mais fortes que sejam aqueles que nos privam dessa liberdade... Água flamejante... Terra congelada... Não importa o que seja! Quem puder ver essas coisas é a pessoa mais livre do mundo! Lute... Estou disposto a dar minha vida por isso! Por mais assustador que o mundo seja. Por mais cruel que ele seja! Lute... Lute!

Não nascemos humanos, nos tornamos humanos."
Não pedimos para nascer e não sabemos quando iremos morrer, então, aproveite o intervalo."
Minha alma é morada muito estreita para te receber, Senhor, será alargada por ti." ( Santo Agostinho)
" Sempre as personalidade dinâmicas serão instintivamente suspeitas para as pessoas medíocres." (Stefen Zweig)
A descoberta de Deus segundo Santo Agostinho, é a descoberta de si em um movimento de ultrapassagem de si, assim diz ele: " Deus está mais interior em mim do que meu próprio íntimo, porque não se poderia procurar por Deus, se deus já não estivesse presente." ( Santo Agostinho)
" Projetando seu desejo insaciável sobre as criaturas, o homem aprisiona sua liberdade no restrito mundo do criado. Perdido pelos apelos deste mundo, torna-se incapaz de reconhecer sua verdadeira natureza." ( Santo Agostinho)
" Tornamo-nos deuses na tecnologia, mas permanecemos macacos na vida." ( Arnold Toynbee)
" Que pretendo dizer, Senhor meu Deus, senão que não sei de onde vim para cá, para esta vida mortal, ou antes, para esta morte vital? ( Santo Agostinho)
"Multiplicamos nosso bens, mas reduzimos nossos valores; Fizemos muitas coisas maiores, mas poquíssimas melhores; Dominamos o átomo, mas não o preconceito; Limpamos o ar, mas poluímos a alma; Esta é efetivamente a era dos homens grandes de caráter pequeno.( Carlin)
" A deficiência do homem está no coração, não nos membros." ( Santo Agostinho)

Não nascemos para o sofrimento mas para a felicidade .

Erro da vida

"Nascemos com os olhos fechados e a boca aberta e passamos a vida inteira a tentar inverter esse erro da natureza."

"As grandes oportunidades de ajudar os outros raramente acontecem,
mas as pequenas surgem todos os dias."

"Não se pode conter uma gargalhada, tal como não se pode deter a maré.
Ambas são forças na natureza."

"Enquanto as pessoas inteligentes conseguem freqüentemente simplificar o que é complexo, um tolo tem mais tendência a complicar aquilo que é simples."

"A tradição mantém-se porque a juventude capta o seu romance e lhe junta novas glórias."

"Qual a diferença entre a realidade e a ficção? A ficção tem de fazer sentido."

"Ser grande não significa necessariamente ser melhor. Os girassóis não são melhores que as violetas."

"Mais vale ser decidido e arriscar estar errado, que passar a vida angustiado e ter razão tarde demais."

"A televisão pode dar-nos muita coisa, exceto tempo para pensar."

"O que está para trás e diante de nós são pequenos detalhes se comparados
com o que se passa dentro de nós."

"Se a janela da oportunidade se abrir, não baixe a persiana."

"O respeito é como um sorriso: não custa nada e todos gostam."

"O amor é como um violino. A música pode parar de vez em quando,
mas as cordas estão sempre lá."

"Um lugar passa a ser nosso quando sabemos aonde vão dar todas as estradas."

Desde o momento em que nascemos somos levados a formar uma união com os outros, uma motivação constante para se conectar, para amar e para pertencer. Em uma união perfeita achamos a forma que não podemos encontrar sozinhos, mas a força da união pode não ser conhecida até ser testada.

(Emily Thorne)

Em verdade temos medo.
Nascemos escuro.
As existências são poucas:
Carteiro, ditador, soldado.
Nosso destino, incompleto.

E fomos educados para o medo.
Cheiramos flores de medo.
Vestimos panos de medo.
De medo, vermelhos rios
vadeamos.

Somos apenas uns homens
e a natureza traiu-nos.
Há as árvores, as fábricas,
Doenças galopantes, fomes.

Refugiamo-nos no amor,
este célebre sentimento,
e o amor faltou: chovia,
ventava, fazia frio em São Paulo.

Fazia frio em São Paulo…
Nevava.
O medo, com sua capa,
nos dissimula e nos berça.

Fiquei com medo de ti,
meu companheiro moreno,
De nós, de vós: e de tudo.
Estou com medo da honra.

Assim nos criam burgueses,
Nosso caminho: traçado.
Por que morrer em conjunto?
E se todos nós vivêssemos?

Vem, harmonia do medo,
vem, ó terror das estradas,
susto na noite, receio
de águas poluídas. Muletas

do homem só. Ajudai-nos,
lentos poderes do láudano.
Até a canção medrosa
se parte, se transe e cala-se.

Faremos casas de medo,
duros tijolos de medo,
medrosos caules, repuxos,
ruas só de medo e calma.

E com asas de prudência,
com resplendores covardes,
atingiremos o cimo
de nossa cauta subida.

O medo, com sua física,
tanto produz: carcereiros,
edifícios, escritores,
este poema; outras vidas.

Tenhamos o maior pavor,
Os mais velhos compreendem.
O medo cristalizou-os.
Estátuas sábias, adeus.

Adeus: vamos para a frente,
recuando de olhos acesos.
Nossos filhos tão felizes…
Fiéis herdeiros do medo,

eles povoam a cidade.
Depois da cidade, o mundo.
Depois do mundo, as estrelas,
dançando o baile do medo.