Nascemos sem Pedir e Morremos sem Querer Entao
Nossa vida pode ser comparada a um livro: depois que morremos vai, aos poucos, sumindo da biblioteca.
Nós é que morremos, nós. Os que morreram, nossos, não! Esses vivem na nossa lembrança, perenemente, perenemente
Morremos por que precisamos, por que merecemos! Vivemos por que cada um tem sua vida. (E seu lugar também!)
É errado dizer: “temos uma alma”. Na verdade nós somos alma. Quando morremos ela se liberta e fica claro que a vida terrena acaba ali. Apenas a terrena! Nosso corpo humano não passa de uma matéria podre e corruptível que tem a missão de abrigar nosso espírito de vida.
Acontece que quando esta matéria está sobrecarregada de energias ruins deste mundo vil; a alma sofre, daí eu entendo a “depressão”.
Todos nós morremos quando dormimos, e nos sonhos encontramos o caminho de volta á vida. E aqueles que não sonham, acordam no dia seguinte mortos de espírito.
O certo
É que por vezes morremos magros até ao osso
Sem amparo e sem deus
Apenas um rosto muito belo surge etéreo
Na vasta insónia que nos isolou do mundo
E sorri
Dizendo que nos amou algumas vezes
Mas não é o rosto de deus
Nem o teu nem aquele outro
Que durante anos permaneceu ausente
E o tempo revelou não ser o meu
A ciência não está completamente certa. Em tese, morremos só uma vez. Mas na prática, morremos toda hora. De amor, de coragem, de medo, de ansiedade, de tristeza.
Morremos lentamente pelo sofrimento interno,que enfraquece a alma deixando-a escura e presa , somente a força da mente para poder se liberta , como um pássaro,que vivia preso e que agora voa livremente !
Nós morremos. Esse pode ser o sentido da vida. Mas nós fazemos a linguagem. Essa pode ser a medida das nossas vidas.
a cada trago dado você morre um pouco, mas quem não vai morrer um dia? Diariamente morremos um pouco e não percebemos, mas não somente por causa de um cigarro, mas também por feridas que outros lhe causam.
