Nascemos Chorando Mundo de Dementes William
Só somos autênticos quando nascemos e morremos. Nestes efemérides não enganamos ningém, enganamo-nos a nós próprios.
Nascemos para ser livres, como qualquer outro animal, mas a racionalidade humana é insana e escravizou sua raça. São tantas regras filosóficas e sociologicas que impede a sociedade de viver plenamente.
Não sei por onde começar há tanto por dizer
Mas sei o que dizer doa á quem doer
Nascemos para viver há quem vive para sofrer
Nascemos sem nada ter e morremos sem o obter
Moçambique independente relíquia portuguesa
Digo isso pelos imóveis e afirmo com certeza
Dizem que o estrangeiro veio para ajudar
Mais se fores a notar, alguns vêm nos usar
Não tenho receio em dizer a dura realidade
Os medias, que censure-me a vontade
Mas o povo necessita da verdade
E os governantes?
Uma mudança de mentalidade
O partido no poder pratica a cleptomania
E o Moçambicano só manifesta a miopia
Isso afecta a economia que resulta a atrofia
Políticos são iguais com visão de megalomania
Aliados fazem-nos passar por humilhação
Maltratando brutalmente a nossa população
Com seus cães policiais comandados por oficiais
Testam a sua raiva em imigrantes nacionais
Animais irracionais, cegos em rituais
Sucessos nas finanças fazem (pactos espirituais)
Seus filhos são sacrificados por meticais
Sua vida não anda pela obra dos seus ancestrais
Chegas a pensar que apodreceste os nerónios
A igreja que frequentas só aumentam-te demónios
Aquele que estudou tem um salário magro
Há quem caneta não pegou e tem um bom cargo
Colegas malquerentes cobiçam a tua cadeira
Vão a palhota e acabam com a sua careira
Até o auxiliar de limpeza quer chefiar a empresa
Disputa de cargos é frequente nesta relíquia portuguesa.
Uns dizem Moçambique é Maputo
Maputo é a zona industrial
Por isso que a energia sai do centro para a capital
Tal hidroelétrica parece ser sul-Africana, por quê?
Não é usufruída em toda tribo Moçambicana
«Chonga Maputo» boa iniciativa do governo
Mas é só para os prédios nunca chegam no nosso terreno
Tanta desordem súbita todos os dias
Emprego, trabalhos inacessíveis estão todas as vias
Indianos chegam ao país montam tabacarias
Lojas de quinquilharias, parques e mercearias
Vendem suas bijutarias e outras mercadorias
Nós na nossa terra servimo-los por quireras
País liberto das guerras não das garras das feras
Estrangeiros na Arquitetura e nós na Agricultura
Isto é uma loucura mentalmente uma tortura
A vida é dura e não dura diga-me, qual é a cura?
Não sei por onde começar, há tanto por dizer
Mas sei o que dizer, doa a quem doer
Nascemos para viver, há quem vive para sofrer
Nascemos sem nada ter e morremos sem o obter
Periferia é o lugar distante do centro urbano
Desprovido de quase tudo que é básico ao ser humano
Prometem-nos melhorias, de cinco em cinco anos
E na campanha o político profere os clássicos enganos
Ninguém olha por nós, ninguém ouve a nossa voz
Ninguém sente por nós quando nos falta pão e arroz
Vivemos ao «deus dará», jeová, buda ou alá
Mas enquanto nenhum dá, lutaremos a sós por cá
Com os meios que possuímos, com o pouco que temos
Até onde conseguirmos, enquanto ainda vivermos
A vontade não é pouca, motivação não nos falta
(Olha só para esta roupa, que já é de longa data)
Água entra quando chove, por baixo e por cima
À noite ninguém dorme, a casa fica uma piscina
As crianças deitam-se na mesa, não há como usar a esteira
Os adultos a espera do sol, é assim, não há maneira
E quando a chuva passa, chega a cólera e a malária
Enchem filas nos hospitais, cadáveres em mortuárias
Por simples falta de drenagem em uma rede viária
Já nem dá para reportagem, esta é a rotina diária.
Energia eléctrica oscila como piscadelas
Postes sem iluminação permitem crimes nas vielas
Aqui é mesmo assim, jantar à luz de velas
Não é romantismo, daí, fechamos as janelas
Água na torneira fecha antes da tarde
A pressão é baixa, levo horas num balde
Muitas vezes nem sai e chega factura do FIPAG
A qualidade é baixa e ainda querem que eu pague?
Já não bastam as taxas e os impostos?
Só se lembram daqui quando querem votos
No meu bairro nada muda, só aumenta o agregado
Nove cabeças na mesma casa com um mínimo ordenado
O que será do futuro desta nova geração?
Se salário não dá para pão, imagina para educação
Daí que muitos jovens se entregam a exploração
Lambendo botas de um patrão em troca do cifrão
A vida é bela só na tela, quando passa a telenovela
Na periferia é só mazela, cada casa é como cela
Mulheres se entregam a vida ou a pilotar panelas
Homens acabam em obras ou em biscates nas ruelas
A todos aqueles que sonham em sair daqui um dia
Lembrem-se que vossas raízes estão na periferia
Dêem um pedaço de vós, pratiquem a filantropia
Só ajudando a maioria, viverão em alegria.
Todos nós nascemos com um órgão que vem em estado bruto, com o mínimo de informação, informação essa necessária às funções básicas da vida.À medida que crescemos vamos adquirindo conhecimentos, quer através da exploração quer administrados por outros.
Passamos por uma idade onde tudo nos parece fazer confusão, tudo e todos estão contra nós, a adolescência.
Enfim chegados à maioridade, aí começamos a formar a nossa personalidade, aí cabe a nós fazer uma escolha seletiva de tudo o que nos foi ministrado, começar a fazer perguntas que nos levem a respostas lógicas, aí sim começamos a armazenar tudo aquilo que nos seja útil e descartar o lixo tóxico acumulado.
Saber distinguir o bem do mal, o que são atropelos e o que o não são, para que possamos viver bem com a nossa consciência e com a sociedade em geral!
Ec. 15/08/2018
Nascemos com um desejo de amar e ser amado, em nosso interior haverá sempre uma sede insaciável por Deus, sinta o pulsar do Espírito Santo, Ele habita em nós.
Desde que nascemos somos condicionados a reconhecer amor através de recompensas que nos são dadas. É a estrelinha dourada na tarefa correta, o 10 na prova, o "muito bem" depois de uma realização.
E quando a gente cresce continua correndo atrás das estrelinhas douradas em nossos relacionamentos, em nosso trabalho, esperando sermos amados por conta do que fazemos ao outro. E nessa busca, a gente copia e cola as expectativas dos outros na nossa vida, deixando de fazer aquilo que nos deixa felizes para garantir que a sociedade nos entregue a estrelinha no fim do dia.
Você já consegue ser quem é ou ainda busca uma estrelinha dourada de alguém?
...aí um belo dia lá atrás nascemos e somos o bebê mais lindo que produziu o Criador em nossas mães.
Crescemos, e uns tornam-se belos mancebos, elas belas gazelas.
E temos todos grandes ideias e ideais, sonhos, caímos em desenganos somos traídos por permissões próprias, nos revoltamos ou não, mas seguimos fazendo florescer vidas.
...e em um dia que julgo ser feio e doído desencarnarmos pra nascer sabe se lá onde.
Oque fica?Me dirão. Fica tudo o que produzirmos em nome do Amor!
Nós nascemos livres! Somos livres e não podemos permitir que esse país volte a nos aprisionar, não podemos permitir que esse sistema continue nos matando, não podemos nos abater diante das dificuldades que vemos enfrentando a cada dia, é difícil e triste ser livre em um país onde ainda nos tratam como escravos onde nos tratam como seres sem importância.
É triste e desesperador, é angustiante por que nunca vamos saber quem será o próximo, o coração dói a alma aperta e é justamente assim que eles querem que a gente se sinta, coagidos e com medo de lutar, querem que a gente se isole, que a gente se esconda em nossas próprias casas, querem nos fazer reféns através do medo, e realmente dá medo sair nas ruas, entrar no supermercado, passear no shopping, porque podemos ser o próximo a ser chicoteados nos pelorinhos que está exposto nas ruas, lojas,bancos entre outros departamentos que estão espalhados em vários lugar desse país. NÃO VAMOS PARAR DE LUTAR! NÃO VAMOS BAIXAR A GUARDA! Precisamos erguer a cabeça e continuar lutando contra esse sistema racista, facista, ridículo e podre que me dá nojo!
Se eu sei que nada sei, então saber é relativo
Enquanto estivermos sós, nada será conectivo
Nascemos e morremos, a questão de um instante
Referências subjetivas que mudam vários semblantes
A idéia de um porém, mas que nunca palpável
Dá idiotice amarga de uma sobrevivência amável
Luz que não se apaga, escuro que não dissipa
De um Deus onipotente, quem o mal habilita
Em uma esfera que não cai, enxergue o ar no céu
Numa concepção bonsai, estrelas são de papel
A Poeira de carbono, que julga e também é réu
Faça o que queres e a de ser tudo da lei
Se usassem a singularidade, talvez não existissem reis
Romântico e surreal de uma existência tão concreta
Possível vibrar emoções, se no peito bate uma pedra
É só química a sensação, treino igual de um atleta
Que por fora se faz monções, por dentro o caos deserda
A morte e a vida andam de mãos dadas. Quando nascemos somos entregues aos cuidados da vida, para nos criar e educar do modo que lhe convém. Mas a morte é muito ciumenta, fica o tempo todo ao nosso lado, esperando chegar a sua vez.
Nós nascemos ricos, nossa maior luta está virada na busca pela liberdade. O mal é que antes mesmo de descobrir que não somos livres, aprendemos a amar a falta de liberdade, temos medo da luz porque crescemos no escuro. É por isso que nossa ignorância parece normal para onde estamos, porque nunca saímos daqui nem em pensamentos, e aqui nossa ignorância tem resultados plausíveis, já que é assistida por ignorantes.
