Narrativa de Amor
"Na análise, encontramos um lugar prioritário em nossa narrativa e a oportunidade de uma nova perspectiva na ausculta dela."
Lamentavelmente,
Não sei contar histórias,
Nunca aprendi.
A narrativa que me perdoe,
Mas foi na rima que me perdi.
Distrito de Betúnia
Declarada e inafiançável,
É a obsessiva descrição
Desta narrativa, poética prosa
Em versos libertos.
No Distrito de Betúnia,
Onde o pseudo-herói jaz,
Em tua peleja épica, clama,
Por suas veneráveis donzelas divinais.
Nas confissões literárias,
Pautadas por papel e pena,
Um sinônimo distintamente
Mais poético para esferográfica,
Que foram subtraídas
De teu último refúgio
E adicionadas a um efêmero
Inquérito instaurado,
Pormenorizado e já concluído,
Com fins desinteressantes
E absolutamente dispensáveis
Para a ocasião,
O protagonista descreve
Suas memórias colossais,
Ocorridas com o mesmo
Neste simplório volume.
O autor desta obra quase lírica
E por conseguinte, próxima
De se definir como romance,
Chega à seguinte conclusão:
No Distrito de Betúnia,
Onde o pseudo-herói jaz,
Em tua peleja épica, clama,
Por suas veneráveis donzelas divinais.
Declarada e inafiançável,
É a obsessiva descrição
Desta narrativa, poética prosa
Em versos libertos.
Gerônimo
(Nos Estados Banidos da América
a Narrativa de um Nativo Americano)
Poderia ser um índio anônimo,
Impetuoso em seu frenesi,
Mas consagrou-se como São Gerônimo,
Salvador dos Apaches, protetor dos colibris.
Cravejou bravamente tua adaga,
Nos que violaram teu brio.
Ele não foi um índio anônimo,
Ele tinha um nome, Gerônimo !
Presentearam-no com usura,
Na fúria que se sucedeu,
Vinte anos de clausura,
Por um crime que não cometeu.
Colonizador ávido em louros,
Gerônimo perdido em apuros.
Nas Planícies erigiriam condomínios,
Ceifaram os espíritos de sua linhagem,
No deserto levantaram um cassino,
As Doutrinas escoaram pela margem.
Porventura não tornou-se um engano,
A narrativa de um nativo americano.
Toda vastidão de uma peleja épica,
Ocorrida nos Estados Banidos da América.
Ele não foi um Índio anônimo,
Ele tinha um nome, Gerônimo !
Desjejum Virginal da Poesia
A metodologia de braços abertos
anota a edição narrativa do silêncio
pautando-se pelo som das ideias.
O desjejum virginal da poesia
alimenta-se dos meus dedos
e do prurido dos meus pensamentos.
O estrume das amórficas palavras
arranha o suor ébrio da memória
e aconchega-se ao sintético sonho.
A urgência de transbordar o Sol
ultrapassar os limites do Amor
para sentir o peso da inexistência.
OPINIÃO PÚBLICA
Numa época em que domina o interesse por narrativa e propaganda encontra-se perdido quem procura argumentos.
Se porventura Deus não for o criador da vida, a existência se reduz a uma narrativa desprovida de sentido, propósito e valor.
(ver Gênesis 1:1; Salmos 4:6; 139:13-16; Eclesiastes 1:2-3 e Efésios 2:10)
"Branding é poder. E quem controla a narrativa, controla as escolhas. Ou você constrói sua verdade, ou será parte da mentira deles."
Quatro coisas tornam a religião um comércio profano:
1. Engano espiritual (narrativa)
2. Falsas promessas de salvação e poder (promessa)
3. Mercantilização da fé e das almas (produto)
4. Multidões seduzidas e manipuladas (público)
O historiador, através do pensamento crítico e da narrativa, não só preserva e interpreta o passado, mas também influencia diretamente a formação cultural e o desenvolvimento das regiões, ajudando a construir uma sociedade mais consciente e informada.
