Narrativa de Amor
Romance: narrativa de uma história que não aconteceu, poderia ter acontecido, não acontecerá e que, se for bem contada, será interpretada como mais acontecida do que muito acontecimento.
A rebeldia dos rappers/mc's de esquerda segue firme, desde que não atrapalhe a narrativa oficial dos comunistas.
A narrativa entrega respostas em forma de pão mastigado; a realidade oferece o trigo e exige dentes e cérebro.
A memória não guarda fatos, mas cicatrizes; cada lembrança é uma ferida reorganizada em narrativa, e quanto mais a repetimos, mais nos afastamos da verdade e mais nos aproximamos do mito íntimo que nos sustenta.
O poder raramente precisa controlar o resultado. Basta controlar a narrativa.
Quando milhões de pessoas acreditam que um jogador é o escolhido, uma seleção é a favorita ou um herói merece encerrar a carreira com um título, cria-se uma atmosfera emocional poderosa. Essa atmosfera influencia torcedores, imprensa e até atletas.
Mas uma narrativa não é uma garantia.
A história está cheia de roteiros perfeitos que fracassaram.
"Por que sentimos necessidade de acreditar que alguém escolheu o vencedor?"
Muitas vezes o ser humano prefere acreditar numa conspiração organizada do que aceitar a existência do propósito. O acaso nos dá insegurança. Uma conspiração, por mais assustadora que seja, pelo menos oferece uma explicação.
Como escritor, eu acredito no processo das escolhas e também não nego os imprevistos da vida...
"Quando o resultado parece grande demais para ser obra do foco, os homens inventam um mestre dos fios. É mais fácil acreditar num manipulador invisível do que aceitar que o destino não pede licença a ninguém."
O grande mal do homem é acreditar que o homem nasce mau por coser em sua vida a narrativa de um pecado cujo cozer de falsas prerrogativas levou-o a abandonar ser um cavalheiro. Tornou-se um cavaleiro perdido em tachar o outro como o verdadeiro culpado de suas próprias escolhas. Ele acredita que Deus, ao taxar seus filhos num eterno conserto, pensa que o mundo é um triunfo da maledicência. Deus é, na realidade, o grande regente do concerto do mundo. Um grande equívoco é cometido, pois o único trunfo que se tem é acreditar não ser discriminado, mas para sermos descriminados basta não infringir as leis, pois infligir é uma questão do soar do sino, ao passo que suar e retificar todos os nós faz de todos nós o ratificar em tentarmos ser pessoas melhores.
***Exercício de engenharia linguística***
(3)
O Medo é uma ótima estratégia para confundir e justificar a narrativa de políticos sem escrúpulos.
Distorcer a história para validar suas pautas.
Confundir e gerar controvérsia é a estratégia.
Amo a religião como narrativa mitológica: engraçada, caótica e impactante. Pena que ainda sirva como instrumento de poder e opressão.
Não peça permissão para existir. Quem controla o grafo controla a narrativa; quem constrói o próprio grafo controla a verdade.
Se a fé não te confronta,
ela não é viva.
Se o Reino não fere,
virou narrativa.
Deus não implora atenção,
fecha a porta à indecisão.
Graça não é anestesia,
é cirurgia sem aplauso.
Cura o que dói arrancando,
não negocia o caos.
Quem chama cruz de exagero
nunca morreu por dentro.
O chamado não pede plateia,
pede entrega e silêncio.
Ou tudo se rende ao fogo,
ou vira gesto encenado no tempo.
Não há meio-Reino,
nem trono dividido.
Quando a porta se fecha,
não é castigo, é verdade:
fé que adia obediência
já escolheu a metade.
E Deus segue sendo Deus,
mesmo quando você não entra.
Posse do relativismo na narrativa do universo do ser alienado pelas escolhas.
Pois quem deu as escolhas?
O caminho existe e conta como existência social ou apenas uma programação relativa do problema politico.
A narrativa do eu para o eu diante do meu ser a história do relativismo do eu infinito para eu no coletivo.
O eu coletivo para tendência da narrativa sois apenas olhares navegantes em ilusões no coletivo do eu.
"Quem vive alardeando o pouco que faz costuma usar essa narrativa para esconder o muito que prejudica."
