Narrativa de Amor
Eu pedi a Deus que me enviasse um anjo, e ele, com seu capricho, enviou-me você. Esqueci que anjos são intocáveis, mas mesmo longe dos olhos te trago no coração.
O amor platônico mais lindo, o sol e a dona lua!
Ele raia, pra ela luar...
Eles cintilam, eles se amam, sem se tocar!
"Não deixe que o entusiasmo seja o motivo de seu trabalho. Cultive o amor pelo que faz, pois o entusiasmo é da mente e o amor é do coração, do sentimento. O que é da mente, é passageiro, mas o amor é eterno. Procure envolver com amor tudo aquilo que fizer com entusiasmo.
O cultivo da harmonia e fraternidade é o antídoto dos nossos conflitos psíquicos e até de dores materiais, pois eles provêm dos conflitos psicológicos.
A felicidade verdadeira só existe quando estamos desapegados de qualquer interesse particular. Nossa personalidade tem a impressão de que nesse estado, isento de egoísmo, perdemos o interesse pela atividade; isto realmente acontece quando só temos como fim nossa satisfação ou nossos prazeres. Se procurarmos ver, amar e sentir Deus nas suas manifestações, somos inundados por um contentamento puro e de alegria não maculada pelo desejo de satisfação própria. Para mim, isto é a real felicidade.
Para a maioria dos encarnados, felicidade é sinônimo de poder, seja mental ou material, satisfação, ociosidade e prazer.
Entretanto todos esses estados são cultivos de futuras dores que não tardarão a florescer.
Observando tantos encantos que o Pai criou, vislumbrei, como que numa compreensão simultânea, um pouco das dificuldades da vida humana, até que o homem se volte para viver como parte integrante do Universo. Quando esta integração for realidade constante, o ser humano viverá o oposto de todo esse sofrimento."
RACONTO ...
Contam que o amor que o bem cava
Ao ver-se apaixonado num tal sentido
Beija o próprio sonho, assim, sonhava
Caído por um alguém desconhecido
Verdade. Assim meu coração andava
Perdido e enrabichado, e tão luzido
O pensamento, e por onde passava
Irradiava mais entusiasmo divertido
Roda o tempo. E o amor é mais belo
Maduro, importante e mais singelo
São sempre momentos especiais...
Ao se ter o cuidado de toda hora
Levando o sentimento vida afora
Vínculo, cumplicidade, nada mais! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/03/2021, 06’27” – Araguari, MG
É estranho começar a falar de mim em uma narrativa em que eu sou o centro, mas que quase não apareço. Ficarei encostada, no canto, cruzando os dedos para que as palavras escorreguem mais devagar, que possam aparecer somente em seu tempo certo. Evitar pequenas fugas de idéias é prioridade, não se pode adiantar o fim, assim como não se pode adiantar a morte. Opa! Viu aí? Já falei demais…
Comentário do Evangelho
Lucas e Mateus, começando seus evangelhos com a narrativa do nascimento de Jesus na cidade de Belém, vinculada à memória de Davi, têm a intenção de atribuir a Jesus uma origem davídica. Nos evangelhos de Marcos e de João não há referências ao nascimento em Belém. Lucas destaca as condições de despojamento e pobreza neste nascimento. Enquanto Mateus narra a visita dos magos do oriente trazendo ricos presentes, Lucas narra a visita dos humildes pastores em vigília dos rebanhos de seus patrões. Lucas é o evangelista dos pobres amados por Deus. Em um mundo marcado pelas injustiças dos poderosos, o povo oprimido vislumbra a libertação e a vida plena
Tramas e mais tramas dentro de uma narrativa é um baita enchimento de linguiça. É o que eu via em novelas e series. É legal enrolar e manter o leitor. Mas lê ou ver tanta embromação é uma chatice. Depois de ter aprendido tanto sobre narrativa.
Acredito no poder curativo e iluminador da narrativa, e acho que há algo a ser procurado ao olhar para o mal, tentando entendê-lo, imaginando se talvez sejamos todos um pouco responsáveis. Algo humano deveria ser estranho para nós? Essa pergunta é aterradora e bonita.
NARRATIVA DE UM BOÊMIO
A noite, com seu sorriso cintilante de estrelas, me recebeu dizendo:
- Achegue-se!... Sente-se!... Toque e cante até o sol raiar...!
"Acho q no fundo a gente gosta das pessoas, mas acho q gosta também da narrativa da gente q aparece quando a gente vivencia as relações."
Parece que saímos de um predomínio da narrativa linear para uma caleidoscópica, aleatória, sem compromisso com inicio, meio e fim.
A narrativa muda, as histórias mudam, mas a ignorância persiste enquanto não houver reflexão e consciência própria.
"Ao patologizar o indivíduo, o sistema cria uma narrativa que o autoprotege: o defeito está na pessoa, não na estrutura."
A memória não guarda fatos, mas cicatrizes; cada lembrança é uma ferida reorganizada em narrativa, e quanto mais a repetimos, mais nos afastamos da verdade e mais nos aproximamos do mito íntimo que nos sustenta.
É muito difícil para muitos homens pedirem ajuda, quando crescemos com a narrativa de que precisamos ser sempre fortes e auto suficientes, e se demonstrarmos inseguranças somos fracos. Sem contar com o fato de que quando nos desarmamos e criamos coragem de pedir algo, quase nunca somos atendidos, então é inevitável bloqueios futuros.
O Apocalipse no Livro do Apóstolo São João é a narrativa do que os homens no Poder fazem e não Deus.
A Ilusão do Esforço
A carreira emperrada é sempre uma questão de narrativa.
Alguns culpam a si mesmos, trabalham mais, estudam mais, se sacrificam mais.
Outros jogam a culpa para fora, azar, timing, política interna.
Ambos estão errados.
O ponto de inflexão não é esforço nem sorte.
É o momento em que você para de obedecer e começa a ver.
Quando você enxerga que aquela decisão não faz sentido.
Que o processo é redundante.
Que o ego está disfarçado de estratégia.
Tudo muda.
E não para melhor.
Organizações frágeis não toleram quem pensa.
Precisam de obediência rápida, concordância automática, silêncio.
Quanto mais claro você fica, mais invisível você se torna.
Os rótulos chegam sutis: "difícil", "arrogante", "fora do perfil".
Não é incompetência. É ameaça.
Aqui está o incômodo:
Você não pode desaprender o que viu.
Não há técnica de inteligência emocional que faça você fingir de novo.
A clareza não some. Ela afunda.
E ambientes construídos para quem não enxerga não têm lugar para quem já viu demais.
