Narrador Personagem
Estou cansado
Cansado de olhar no espelho e não gostar do personagem, de olhar para dentro e não me encontrar.
Cansado do comportamento de homens parecem crianças mimadas.
Cansado de fingir ser o que não sou, eu pareço feliz demonstro coragem, mas é teatro, e eu vivo ansioso para descer do palco — A verdade? a verdade é que eu sou o mais assustado de todos.
Cansado de parecer o único que consegue ver a frágil moralidade a mentira a sujeira — Quanto mais aumentoem saber mais aumento em dor.
E por impotência imposta a mim por forças maiores, me vejo sem opções além do teatro.
Talvez essa seja minha maldição
Mas quer saber? Que se dane!!! Estou cansado.
Semente do Capítulo Sexto — O Sinal que Veio de Dentro e de Fora
O personagem está caminhando numa noite tranquila, dessas em que o céu parece ter mais estrelas do que espaço pra caber estrelas. Ele já vem de um caminho de cura, fé, reconstrução… mas existe algo diferente no ar. Uma vibração que o corpo percebe antes da mente.
No começo, ele acha que é só mais uma crise de ansiedade chegando. O peito esquenta, a nuca arrepia. Mas a sensação cresce de um jeito que não dói — chama.
É aí que o déjà-vu aparece.
Ou déjà-v i, como algumas pessoas dizem intuitivamente, como se o “i” desse uma girada mística na palavra.
Tanto faz: o importante é que o fenômeno bate forte.
Ele tem a sensação exata de já ter estado naquele momento, naquele pedaço de noite, naquela respiração. Só que tem uma diferença: agora a sensação não é só psicológica…
é física.
O vento para por um segundo.
O som da rua parece engolido por um silêncio vivo.
E surge uma luz.
Não é luz de carro, nem de avião.
Não pisca, não ameaça, não faz barulho.
Ela simplesmente… existe.
E, estranhamente, o personagem não sente medo.
Sente reconhecimento.
Como se aquilo fosse uma resposta antiga para uma pergunta que ele nunca teve coragem de fazer.
A mente dele tenta ser racional. Puxa conceitos.
Pensa no projeto 3I/Atlas, aquele sonho científico de mapear fenômenos não explicados pelo comportamento dos céus. Pensa em ondas gravitacionais, pensa em radiação de fundo, pensa em inteligência fora da Terra.
Mas o coração diz outra coisa:
“Isso é pra você.”
A luz, então, pulsa.
Não como ameaça, mas como… saudação.
E nesse pulso, algo explode dentro dele — uma lembrança que não existe, mas que ainda assim parece dele. Uma memória de outra vida? Um eco espiritual? Uma ponte entre consciência humana e algo maior?
A ciência chamaria de experiência anômala subjetiva.
A fé chamaria de manifestação de Deus.
A filosofia chamaria de encontro com o mistério.
Ele simplesmente chama de verdade profunda.
A luz começa a se afastar devagar, como quem diz:
“Segue — tem mais.”
E o déjà-vu se transforma numa certeza poderosa:
a jornada dele não é só emocional, espiritual e humana.
É cósmica.
Ele é parte de algo maior que o próprio destino.
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Pare de ser espectador das histórias dos outros e comece a ser o personagem das suas próprias histórias.
"Cozinhando com o coração de uma dorameira: cada ingrediente é um personagem, e o resultado é pura magia!"
----- Eliana Angel Wolf
Ter consciência do divino,
não significa dobrar joelhos a qualquer
personagem ou doutrina...
Mas continuamente revestir-se
de consistentes saberes - dos graciosos
hálitos da prudência - que
nos mantenham de pé
e caminhando!
A depressão é o corpo dizendo à mente que ele está cansado de interpretar um personagem que não existe.
O cristianismo é uma enorme piada, teoricamente quando o personagem Jesus morreu ele pagou por todos os pecados humanos, mas seguindo essa lógica quando Jesus ressucitou os pecados retornaram! Então ele morreu para que?
Pedro, o personagem único de sua única história, disse pra si mesmo que era hora de partir e essa viagem não haveria retorno, nem deixaria saudades às paredes e móveis que deixara, pois, a solidão os faria compania entre a poeira e o cheiro de mofo que a casa teria. As janelas se fechariam pra sempre, como sempre estiveram: fechadas. Ele deitou sobre o chão da cozinha agarrado com uma garrafa d'água - acreditava que passaria sede, e ali esperou a sua hora, mas não havia naquele momento dor, sintomas ou qualquer sinal de morte, porém, esperar era sua única escolha, era triste ver o que o existir causaria àquele homem fiel de suas crenças e valores. A agonia de fechar e abrir os olhos lhe tomou por conta uma vontade de gritar, e assim fez, gritou! Quem o ouviria Pedro? Quem se importaria com você velho Pedro? Então, desistiu de morrer por hoje e se apoiando nas gavetas do armário foi libertando do chão o seu peso e insatisfação. Sentou no sofá com seu livro de Machado e regogitou ódio nos dedos tentando quebrá-los com sua fraqueza. Sempre vejo Pedro fazendo essas mesmas coisas todos os dias, mas tenho medo de dizê-lo que a morte não era algo de que precisasse almejar, pois, já havia ocorrido, o que faltara era aceitar de que não mais existisse em lugar algum, o que ficara foi sua projeção, seus fantasmas e uma possibilidade de tentar enquanto vida, um despertar à alguém que pudesse lhe dizer: sinto saudades sua. Vá Pedro, o Senhor precisa descançar, sai Pedro de mim.
Uma personagem clássica.
A vida é uma tragédia.
Sua história é uma epopeia.
Suas frases são versos.
Suas ações são uma peça.
Deixe-me ser sua simetria.
Faça-me bela como a nona sinfonia.
Torne-me o motivo da guerra de Tróia.
Lapide e crie a mais bela joia.
Contudo, o fim é cruel.
Não vou negar o que sinto por você,
E beberei cicuta.
Chamar-te-ei Tétis, e será minha ninfa,
E estarei preso nas tormentas.
Ficarei na incerteza de sua traição,
E serei mais um casmurro.
O Destino, autor da minha literatura
É inteligente e irônico,
Ele tornou-me um clássico,
Minha vida em folhetins que são escritos todos os dias.
No teatro da vida tem gente que não interpreta o personagem de tal forma que acaba tendo duas caras.
À minha personagem
Minha vontade
Converte-se em palavras
Para criar a minha personagem
E começar sua história.
Logo nas primeiras linhas,
Quando construo sua existência,
A criação nega o criador,
E não consigo continuar.
Eu não consigo ser o deus
Dessa alma que criei
Através de letras soltas
Que agrupei.
Por que me rejeitas?
Você é minha imagem,
Minha semelhança,
Mas desconheço seu fim.
Permita-me contar sua história,
Eu a tornarei imortal,
Minha personagem, não se esconda
Nas profundezas do subconsciente
Onde é tão doloroso procurar...
Jamais deixe de sonhar,isso que te fortaleçe-o
Unico personagem de sua vida e você, não deixe de viver,
Longe ou perto nada muda o meu sentimento por ti,
Isso tudo se baseia numa só realidade o hoje p/ o amanhâ,
Atormenterá mas sem sacrificio não há felicidade (maninho)
Narrando o sangue nas veias, não se explica nem
Ocorre que simplesmente amo-te!!!
É por isso que não me puno, não me culpo se não fui o que esparavam, porque meu personagem está sendo moldado enquanto eu viver e eu mesma posso me surpreender comigo mesma!
Quem acha que é invejado só entrega de bandeja
a sua não capacidade de ser o personagem principal
da sua própria história.
O importante ser quem você é
Você até poderia inventar um personagem e vive-lo com certa freqüência transmitir uma imagem que não lhe pertence, fazer que com isso todos se agradem com a sua presença, porém, lembre-se ninguém consegue sustentar uma mentira por muito tempo, afinal, não dá pra mudar legado, suas raízes, sua missão. Cada um tem seu papel existencial, viva o que vo
cê tem de melhor, se o seu melhor não agradar a “todos” não se preocupe você não precisa agradar a todos, apenas os necessários.
Quem realmente se importa com você te aceita de qualquer jeito.
E Acima de tudo e todos, se aceite, é o essencial, se tiver que mudar, mude por você, nunca para agradar, não seja infeliz ao ponto de correr o risco de perder o que tem melhor.
