Narcisista
Os indivíduos de natureza narcisista frequentemente demonstram uma predisposição à arrogância ao serem confrontados acerca de seu potencial, possivelmente devido à sua falta de compreensão de que nem sempre são detentores da superioridade absoluta.
Manifestam uma convicção inabalável de sua própria perfeição e excelência em todas as suas empreitadas. Adicionalmente, tendem a monopolizar as interações, tornando-se o epicentro de todas as discussões, onde os assuntos giram invariavelmente em torno de sua pessoa.
Buscam constantemente o posto de destaque, onde os holofotes se voltem exclusivamente para si.
Final de ciclo para o maior narcisista da história; idolatrado e cheio de glórias pessoais; visão grandiosa de si; ícone absoluto da cultura jurídica; homem de autoimagem inflada; poder implacável; verdadeiro deus vivo; um líder excepcional; um líder divino; homem no centro das atenções; líder infalível e intolerância de oposição. A estrela apagou; o martírio acabou. A alegoria ofuscou; pirotecnia acabou; cabotinismo expirou; o firmamento está em paz; o estrelismo apagou. A esperança venceu o escárnio. Esplêndida felicidade. E agora, rei do sol?
Não restando muitas escolhas, prefiro imensamente conviver com um cleptomaníaco narcisista a um serial killer genocida.
Todo narcísista é um idiota descrente da própria idiotice. O melhor a fazer, é fingir-se de idiota para não deixá-lo desperto.
Narcisista apaixonado é aquele que tem ciúmes de sua própria sombra; quando a sombra desaparece, imediatamente é deflagrada uma busca desvairada que somente é cessada com o aparecimento de um poderoso espelho.
O narcisista compulsivo é aquele que adora sua própria imagem; pensa ser o maioral, conta histórias fantasiosas de valorização da autoimagem, venera seu conhecimento cultural, tem ciúmes de tudo, inclusive, de sua própria sombra.
O narcisista não consegue ver ninguém ao seu redor, porque vive fixado no espelho admirando a si mesmo, a ponto de esquecer do que lhe é essencial - a vida.
O narcisista que sempre se vê no palco da existência sendo aplaudido, encerra-se como na lenda, morrendo de tanto se admirar.
Carta para uma narcisista
Foram quatro meses, mas o que eu vivi nesse tempo marcou como se fossem anos.
Entrei de coração aberto, mas saí com ele mais forte — e, pela primeira vez, voltado para mim mesmo.
Durante o tempo ao seu lado, fui colocado à prova emocionalmente de maneiras que ninguém deveria ser.
Convivi com comparações dolorosas, ausências inexplicadas, reações agressivas por motivos banais e uma instabilidade que me fez perder a noção de quem eu era.
Até o fim, o desequilíbrio se manteve: bastou eu dizer que queria ir pra casa, e você respondeu com desprezo e fúria — jogando no chão o que simbolizava nossa história.
Mas ali, junto dos cacos, nasceu minha lucidez.
E é por isso que hoje eu escrevo não com raiva, mas com consciência.
Porque o que me parecia amor, era teatro.
E quando percebi, eu apenas sorri — que sorte a minha ter sido o único verdadeiro nisso tudo.
A sua passagem pela minha vida teve um efeito inesperado:
Reencontrei amigos que o tempo e o seu controle haviam afastado.
Reaproximei-me da minha família, que me acolheu e me lembrou quem eu sou.
Todos me incentivaram a sair desse ciclo — e eu escutei.
Eu aprendi.
Aprendi a delimitar melhor para quem eu entrego meus sentimentos nobres.
Aprendi o valor do amor-próprio e da autoproteção emocional.
Aprendi que não posso salvar ninguém que não quer ser salvo — e que isso não é um fracasso meu, é um limite da vida.
Aprendi que há uma hora de parar. Parar de insistir. Parar de sangrar por quem nunca vai cuidar da ferida.
E nessa hora, é preciso abandonar a batalha — por amor à própria vida.
Hoje, sigo a vida sem sofrimento, sem peso, sem mágoas.
Carrego apenas o que me constrói: meus valores, minha força, minha consciência limpa.
Você talvez nunca consiga amar.
Mas eu consigo.
E da próxima vez que eu amar, será com leveza, reciprocidade e verdade — como eu mereço.
Obrigada pela lição.
Eu me despeço, de cabeça erguida, sabendo que voltei a ser quem eu sou — e que nunca mais me abandono.
Não creio que Deus seja
demasiadamente narcisista
ao ponto de querer ser idolatrado a todo instante.
Pois se assim fosse,
onde estaria Sua divindade?
O narcisismo é humano,
e Deus não é como os homens.
Ele não exige adoração por carência,
mas porque sabe que nós precisamos adorá-Lo
para sermos livres de nós mesmos.
Deus não é narcisista para ter elogios(louvores) e exaltação de quem fala Dele, Ele quer apenas as Obras da sua parte, Ele dispensa o seu elogio, Ele dispensa a sua bajulação Nele. Ele também não fica jogando a criação no Inferno por bel prazer, e nem fica mandando o Diabo(sendo que não existe) tentar a criação humana dele, é a própria pessoa que vai atrás da sua tentação, ela mesmo cria o problema e se enfia em um mar de espinhos por conta própria e ela mesmo saí se tiver a força necessária.
Prefiro ter transtorno narcisista com pessoas arrogantes do que ser um pseudo-humilde com gente simples.
O mau do narcisista ou do cabotino é o bajulador que acha tudo engraçado e ainda bate palminha para tudo
Para um narcisista, existem apenas duas maneiras de amar: a primeira é não amar a si mesmo até a morte e a segunda é sofrer por amar alguém.
Não sofro de Transtorno Narcisista.
Uma sensação que provém de certas seres que se acham a ultima bolacha do universo, isto costuma ser proveniente de seres onde educação familiar lhe promoveu uma educação competitiva. Mamãe, papai, vovó, vovô que a em todo momento faziamcomparações cruéis com suas crianças.Ninguém é maravilhoso em tudo aprendam. Possuir uma autoestima elevada, e a fofa autoconfiança, acreditar em todas suas capacidades, talentos, (dons), habilidades, é super positivo. Porém vem a via de mão dupla, quando isso supera o limite do bom senso, o velho semancol e passa a ser espécie de possessão de megalomania,uma crença exagerada em si mesmo e uma hiper autovalorização, a convivência pode se tornar um pouco difícil pra você aí fica difícil . Afinal a calçada da fama de Hollywood sempre perde alguém somos mortais como qualquer outro ser respeite seu semelhante é para de loucura, respeite a vida alheia!
Nessa paranóia narcisista temos a ilusão de que somos capazes de resolver tudo sozinhos, e que apenas nós mesmos sabemos o que é melhor. Não estamos sozinhos. Assim como a felicidade só é real quando compartilhada, um pedido de ajuda pra carregar o fardo não é humilhação, é humildade. Não somos fortes o suficiente em determinadas situações. Precisamos um do outro não só em momentos alegres. Se não ajudar o próximo a lhe conceder ajuda ou achar que pode sozinho, tudo será como você quer ver ou interpretar, e mais solidão e peso terá pra carregar. Somos poucos, mas somos muitos.
