Nao Vou Mentir

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O quê se conquista
por tormenta não
se obtém com fortaleza,
Não se implora
o quê nunca fez por merecer,
Até uma Goiabeira sabe
o quê é este princípio de conviver.

Conheço bem as tuas trapaças
para não me envolver contigo,
sou mais doce do que mil goiabas,
possuo autopercepção de valor
e os limites que mantenho claros
e cultivados para lidar com fatos.


Não nasci com nenhuma vocação
para ser troféu, caça ou recompensa,
virei refém da primeira impressão,
admito porque não consigo apagar
o teu olhar de desdém de quando
nos conhecemos naquele tal lugar.


Um olhar que expressou arrogância
não tem jamais a minha confiança
de que passou para a fase de me olhar
com outros olhos da noite para o dia.


Não te quero mal e não te quero meu,
nem por capricho nem por algo parecido,
sei que não nasci para ser o seu caminho,
por isso não avento hipóteses ou permito.

Ver a Tongkat Ali
e a poesia crescer,
Não tenho mais
nada o quê querer.


...


Anggerek Kupu-Kupu
esplendendo beleza,
Assim é o quê sente
a cada novo poema
que em ti escrevo
com toda a grandeza.


...


Anggerek Ungu Harum
florescendo nas mãos
do tempo e do sentimento,
Muito além de ser só
apenas por um momento.


...


Periuk Kera Biasa
balançando hipnótica
no ritmo do vento,
O pensamento buscando
te alcança a tempo.


...


Periuk Kera Bertaring
no meio do jardim,
Que o destino já
de nos colocar enfim.

Plantar mais mudas
de Palmito Juçara,
Para não deixar nunca
mais na mesa faltar,
Isso não tem a ver
somente sobre plantar,
Também tem a ver
com a Cultura Popular.


Quem sempre planta,
a Natureza e o destino
sabem recompensar
além de reconhecimentos
formais ou títulos,
Pátria é o quê se planta,
alegra o nosso paladar,
e eleva o nosso espírito,
É incontestável e de princípio.


Não preciso sair procurando
qualquer coisa pelo mundo fora
ou pelo fim do mundo esperar,
para só assim começar a despertar.

Grande é a chama acesa,
e não vai dar namoro,
Sem nenhum decoro
vai dar mesmo é poema;
Seja público ou secreto,
não pede disfarce
porque nasceu eterno.


(Encontro de estrelas
fazem o seu Universo).

Peroba-rosa que cobre
do Sol com a sua copa,
Tem tudo de memorável
quando dança a vento,
Não há ninguém que
faça romper por dentro
com aquilo que nasci,
cresci, aprendi e me
fez caminhar até aqui.

Enraizados na terra,
sabemos quem somos,
da onde todos viemos,
no final sempre ficamos,
e não nos impressionamos
com quem usa da ideia
de estar acima de nós.


Uns são aquilo o quê
deixaram para trás,
São sempre eles que
provocam apagamento
para ter como aliado
o nosso esquecimento.


O quê se comunica
nem sempre na vida
é tão profundo assim
ou é um Cajá-mirim
cheio de frutos doces.


Não se aceita a opção
que na foz é arriscada,
porque do dia para a noite
nunca cria ou se faz nada.


Por isso é importante
lembrar o quê se passou,
e o quê se conquistou.

Novembro de Pombeiro em flor,
encantamento com a chuva
molhando a terra com amor,
Não é preciso buscar nenhum
tipo de validação externa,
Quem ama esta terra
não a trata como opção
e nem pensa em substituição,
Falta aprender a olhar
com compromisso e coração.


(É sobre a nossa percepção).

Das heranças vivas
nas minhas veias
sei uma por uma,
O quê é e o quê
não é indígena,
tal qual o quê é
e o quê não é nativa;
Não menos bonita,
e confessamente
encantadora como
a Chuva-de-Ouro
de terras distantes,
que fascina a visão
e inunda o coração
fascinando a estação
com a sua floração.

Um refugiado não
escolhe para onde ir,
ele escolhe partir
porque na terra dele
não tem como seguir.


Se você não quer um
refugiado no seu país,
é um direito todo seu
que não vou discutir;
Tu só tens o dever
de não ferir quem não
teve o direito de escolher
da onde veio permanecer.

Se deseja fazer alguma
coisa por um refugiado,
Ajude para que tenha
condições de sobreviver,
ou até ficar, se ele escolher.


Ajudar a resgatar razões
para ao país de origem voltar,
E permanecer para de jeito
nenhum pensar em deixar.

Falar sem pensar
não é necessário,
Provocar também não,
se for flertar com
o quê é arriscado,
Melhor colher Pitombas,
deixar o quê é confuso de lado,
E fazer o caminho com cuidado
tornando cada novo passo
diário seguro e pacificado.

Sem nenhuma pretensão
de ser nenhum pouco
diferente do que sou,
não volto atrás no tempo
que por mim passou.


O meu próximo rumo
é sempre em frente,
não disputo os espaços
que não me pertencem,
até as plêiades sabem.


Sob os teus olhos entre
as grumixamas que tingem
os lábios e a imaginação
rendidos para o gamahuche
inaugural para a cavalgação.


A sorte por nós foi lançada,
não é mais um jogo de sedução
que não vai dar em nada,
estamos na mesma conexão
a cada dia mais alinhada.

Os anos passaram,
e não houve nada
capaz de fazer
com que me esqueça.
Sinal de que permaneço
como o teu jogo perigoso,
Em ti o mais poderoso
esquema de todos
os teus esquemas.


A Stella Alpina que tu
busca como estrategista
em prece e poesia
para fazer parte da tua vida.

Não preciso entrar em modas
e usuais jogos de sedução,
Embora aposte alto
e com total dedicação
para não ser mais uma opção.


Diante dos teus olhos envolventes
e da tua boca com total
tendência a boa perversão,
Assumo a dissimulação
por pura provocação
para brindar a tua imaginação.


Sem esbarrar no Capim-cambu,
na ponta dos pés colho Umbu,
Enquanto o vento abana
o meu vestido escolhido
para os teus mais famintos ensejos
inquietantes para que tudo
entre nós se cumpra sem segredos.

Da ponta da caneta
são escritos Versos Intimistas
para que não me esqueça
ao som de Indie Rock,
para que a gente vire poema.


...


Dividindo o Camboim
de um amor único
Íncubo e Súcubo
em Versos Intimistas
para daqui para frente
viver vestidos de poesias
e sussurros de amor.


...


O vento traz a chuva
que faz dançar
o Capim-Cambu,
A tua alma me chama
por Versos Intimistas
que inflamam na cama
as mais doces fantasias.


...


Palores lascivos só de ler
os meus Versos Intimistas
e de imaginar o quê farei
quando estiver a sós contigo,
Não é difícil de prever que daqui
prá frente é esse o nosso destino.

Não quero te provar
absolutamente nada,
E para você também
desejo o mesmo,
Apenas quero você
com a alma lavada
e o humor leve
nesta caminhada.


Não é a primeira vez
que digo que não
estou em guerra contigo,
E tenho certeza que é
também o seu desejo
de manter comigo este ritmo,
tanto eu quanto você
queremos escapar vivos.


Habitar no paraíso afetivo
é o compromisso efetivo
que possamos viver
afetivamente instruídos
sem disputar por poder,
porque merecemos viver.


Apenas cultivar como
framboesas-silvestres
àquilo que dizem ser utópico,
e que para nós é poder
em plenitude viver
o nosso romantismo bem acordado,
livre e sem nenhuma queda de braço.

Não creio em oráculos,
mas algo me diz
que estamos próximos
de nos encontrar,
da tua presença fazer
com que eu respire o aroma,
beijando os teus olhos
de Capinuribas-verdes,
deixando que as tuas mãos
envolvam pacientes
e carinhosas a cintura
levando toda a razão
para um nível diferente,
para que o amor e a paixão
se consagrem finalmente.

Sou poeta e reclamo só,
para não deixar sumir
- o Inhambu-chororó.

Adaptabilidade e transição
tecnológica são necessárias,
Embora não superem andar
contigo de mãos dadas ao ar livre
para que o amor não nos evite.


Colher Capinuribas-amareladas,
ouvir a cantoria dos pássaros
e mostrar as ideias românticas
nunca serão por nada superadas;
porque somos pessoas atlânticas.


Quero sair com você pelo mundo
afora e inspirar o mais profundo
para que outras almas se sintam
a ter orgulho do amor e inspiradas.


Que digam que incansavelmente
toda a poesia não deu em nada,
que a glória de ter seja eternizada.

Não é vergonha ser pobre,
e vigora como dizem por aí:


"- Vergonha mesmo
na vida é só ter dinheiro...",


Vergonha é não reconhecer
que fica feio juntar duas
vezes a letra r por obediência
acadêmica à Nova Ortografia,
sem ter a consciência de estar
destruindo a beleza da palavra.


Não tem muito tempo tempo
que alguém achou que iria reinar
na ofensa desferida ao outro,
só pelo fato dele ser pobre.


Em queda livre pediu socorro
quando foi confrontado
com educação e cultura,
e depois disso vestido
pela falta de berço
e moral paladina de subsolo,
ironizou que o interlocutor
deveria ser salvo da loucura,
achando que iria afetar com êxito,
e recebeu a seguinte resposta:




- Não preciso de salvação, eu sou poeta.