Nao Vou Mentir
sorrir
pra não chorar de saudade
da felicidade
daquele seu olhar
quando eu chegava e batia palmas lá no seu portão
você atendia brava e perguntava
por onde eu andava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
por onde eu andava você perguntava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
eu vou sorrir
sorrir pra não chorar de saudade daquele seu olhar
que me perguntava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
que me perguntava por onde eu andava
por onde eu andava? que não vem me visitar
Hoje as pessoas são cheias de certezas
Não há mais espaços para dúvidas
Não há mais espaços para perguntas bobas
Não há diálogo, apenas debate de certeza e negação
Pra onde estamos caminhando?
Pra onde está nos levando essa certeza toda?
Tenho saudades de perguntar coisas bobas
Tenho saudades de me expressar sem jogarem pedras
Tenho saudades das pessoas
Amar também é ficar longe
Amar também é saber a hora de ficar só
Amar é não magoar
Amar é querer o bem
Hoje quis ficar sozinho
Quis dormir no sofá
Não quis nem tomar o banho
Pra um domingo ás 23h da noite depois do trabalho
Hoje eu só queria mesmo era me amar desse jeito
“O perdão não é a medalha de quem venceu. É o resgate de quem está perdido.”
— Douglas Santos, em O Paradoxo do Tribunal
“Santidade não é perfeccionismo. Santidade é direção, não impecabilidade.”
— Douglas Santos, em O Paradoxo do Tribunal
Não dá pra amar alguém que se esconde dentro da própria alma. Eu tento, juro que tento, mas é como abraçar fumaça. Você me escapa até nos sonhos. Tem gente que ama de peito aberto. Você ama de trincheira. E eu tô cansada de levar tiro tentando te alcançar. Se o amor é guerra, eu me rendo. Mas ainda sangro, ainda grito. Por que ninguém me avisou que amar você seria morrer aos poucos com um sorriso na cara?
Se fosse pra ser assim, Deus, que tivesse me feito pedra. Mas não — me deu pele, lágrima e esse amor desgraçado que explode como dinamite toda vez que ele me olha e finge que não me vê. Eu não sei se ele é homem ou abismo, mas já estou pendurada na borda com os ossos partidos e mesmo assim perguntando: "você vai me puxar de volta ou me empurrar de vez?"
Eu não sei se quero amar você ou se só quero finalmente parar de me sentir idiota por esperar alguma coisa de quem só sabe fugir. Eu olho pra sua ausência e ela tem seu cheiro, seu riso, sua covardia. E eu? Eu fico aqui, queimando inteira numa lareira que você acendeu e nunca voltou pra aquecer comigo. Amar você é como afogar-se num copo d’água onde você nem teve a decência de boiar comigo.
Não dá pra amar alguém que se esconde dentro da própria alma. Eu tento, juro que tento, mas é como abraçar fumaça. Você me escapa até nos sonhos. Tem gente que ama de peito aberto. Você ama de trincheira.
