Nao Vim para Satisfazer suas Expectativas
Não matarei minha força para parecer santo. Também não chamarei minha força de santa apenas porque é minha.”
Que não sejamos pessoas que atravessam décadas sem sair emocionalmente do mesmo lugar, transformando feridas em altares e culpando os outros pela coragem que nos faltou para confrontar a nós mesmos.
O amor não nos salva de nós mesmos, tampouco das armadilhas e dos campos emocionais que construímos ao negligenciar o amor-próprio, o autoconhecimento e a autoeducação.
O amor é espelho e luz: ilumina a estrutura que somos e revela como nos movemos dentro dela. Não chega para reconstruir sozinho aquilo que nos recusamos a compreender; apenas torna impossível continuar fingindo que não vemos.
Por isso, o amor não é a obra pronta. É a planta daquilo que estamos dispostos a construir na própria alma — antes de exigir do outro uma casa onde nós mesmos ainda não aprendemos a habitar.
Não se foge de uma discussão por lhe faltar conhecimento, pois o que julga ter, faltou nas de boas práticas de convivência.
O que faço hoje, não é para ter vitórias amanhã.
Mas sim conviver com derrotas ciente que tomei atitudes para compensá-las.
Sozinha,
calada,
em meu próprio abismo,
te vi.
Não precisou de toques,
não precisou de sentir.
Quem me dera,
quem me dera te tocar,
sentir seu cheiro entrar em meus pulmões,
sentir teu calor.
A solidão não abraça —
ela te despedaça até destruir.
Corrói a alma,
te cansa até não sobrar nada.
Mas ao te encontrar,
senti que a luz viria.
E agora?
Quem me dera,
quem me dera ouvir sua voz como música,
ver seu sorriso como uma pintura cara…
Se a solidão vencer,
procure sua luz.
Não se afogue na incerteza.
Todos temos nossa luz —
eu sou a sua?
pois você é o meu.
Não tenha medo da morte; ela não dói. O que pode doer é o que vem depois dela. E o que vem depois, você decide enquanto vive.
TAC
A teoria da Aprendizagem Corrupta não pretende afirmar uma verdade absoluta, reconhecendo a existência de exceções, mas busca demonstrar que ambientes reiteradamente corruptos exercem poderosa influência sobre a formação moral de seus integrantes
No cenário brasileiro, a recorrência de escândalos envolvendo agentes públicos suscita uma indagação inquietante: o político nasce corrupto ou aprende a sê-lo?
O homem não nasce inevitavelmente corrupto. Também não nasce necessariamente virtuoso.
Sua consciência é continuamente moldada pelas experiências, pelas instituições e pelos grupos sociais com os quais convive.
Quando o ambiente recompensa a honestidade, a virtude floresce.
Quando recompensa a corrupção, o vício tende a tornar-se comportamento adaptativo.
Talvez a maior tragédia das democracias contemporâneas não seja a existência de políticos desonestos, mas a transformação da desonestidade em método de sobrevivência política.
Uma sociedade que normaliza pequenos desvios prepara silenciosamente o terreno para grandes escândalos.
Não sabemos quanto tempo teremos, nem se o amanhã nos será permitido. Então, não quero adiar a felicidade. Hoje será o dia mais importante da minha vida: o dia de me aceitar como sou, valorizar o que conquistei, agradecer pelo que tenho e seguir leve, sem carregar pesos que não precisam mais fazer parte da minha caminhada. Porque a vida não está no ontem, nem nas promessas do amanhã. A vida está aqui, agora — e eu quero vivê-la plenamente.
“Arquitetura não é apenas construir paredes.
É criar histórias para serem vividas.”
— Daugliesi Giacomasi Souza
Não tem jeito. A sina de qualquer sujeito lúcido é viver perturbado. Pode ser que você nunca fique triste, ou deprimido, mas perturbado, certamente ficará.
"O silêncio não é vazio — ele é o espaço onde nascem as ideias, onde se descansa a mente, onde se encontra clareza."
RESPOSTA
O que fica
não é necessariamente
o que foi deixado.
Há coisas que atravessam uma vida
e desaparecem sem testemunha.
Outras permanecem
num lugar que sequer conhecemos.
Uma palavra pode morrer
em quem a escreveu
e continuar respirando
em outra pessoa.
Uma ausência pode ser apenas ausência
para quem partiu,
e tornar-se linguagem
para quem ficou.
Por isso, nenhuma história termina
quando a última palavra acaba
O que foi dito
já não pertence inteiramente
a quem disse.
O que foi vivido
também não permanece intacto
em quem viveu.
Cada pessoa recolhe
uma parte diferente dos acontecimentos.
Uma guarda o silêncio.
Outra, a ofensa.
Outra, a ternura.
Outra sequer sabe explicar
por que determinada coisa
nunca deixou de doer.
E sempre haverá algum idiota
disposto a interromper o texto
com a grande descoberta:
“É inteligência artificial.”
Como se nomear uma ferramenta
fosse suficiente para desqualificar
aquilo que ela produziu.
Curioso é que, às vezes,
a única coisa artificial na sala
é justamente a inteligência
de quem acusa.
Porque escrever não é juntar palavras.
É sustentar uma ideia.
É construir pensamento.
É saber onde uma frase termina
e onde outra começa.
E há quem não consiga sequer
organizar o próprio argumento
sem tropeçar nele,
mas se sinta suficientemente preparado
para julgar a literatura alheia
com três palavras e uma acusação.
No fim, pouco importa
quem escreveu primeiro,
quem escreveu melhor
ou quem utilizou qual ferramenta.
O texto precisa sobreviver
ao autor, ao método
e principalmente ao julgamento
de quem não conseguiu compreendê-lo.
Talvez seja essa
a única propriedade impossível de confiscar:
o significado que algo adquire
depois de passar por nós.
O que tu fica
não é o que eu fico.
E talvez seja justamente aí
que começa a literatura.
"O tempo não escreve a nossa história. Ele apenas vira as páginas. São as escolhas que escrevem o próximo capítulo."
A humanidade não vai salvar a civilização a menos que crie um sistema de bem e mal independente de céu e inferno.
George Orwell
