Nao Vim para Satisfazer suas Expectativas
A fé não resolve tudo, mas resolve o que mais importa, a guerra dentro de mim, sem ela eu já teria desabado, com ela eu renasço.
A vida me endureceu, mas não permiti que me amargasse, há aço no meu peito, mas ainda há flor nas minhas mãos, eu equilibro forças.
Já amei errado, já investi onde não havia nada, já me entreguei onde não havia retorno, mas aprendi, o amor certo nunca exige sacrifício da alma.
A fé é ponte que atravesso mesmo quando não vejo o outro lado, eu caminho por instinto, por confiança, e sempre encontro chão.
Há dias em que me sinto pequeno, mas lembro que fui esculpido pela luta, pequeno não significa fraco, pequeno significa essencial, e essencial basta.
Não tenho medo da escuridão, pois aprendi a acender luzes dentro de mim, sou lanterna própria, sou fogo interno, sou chama que não se apaga.
Carrego memórias que pesam, mas não deixo que elas me afundem, uso-as como âncoras de sabedoria, não me prendem, me firmam.
A vida me fez guerreiro sem armadura, lutador sem escudo, sobrevivente sem alarde, minha força não é exibida, ela é vivida.
O amor que ofereço agora é mais prudente, mais profundo, mais consciente, aprendi a não desperdiçar meu coração.
Não temo mais minhas falhas, elas moldaram minha identidade, sei onde piso porque já caí lá, sei quem sou porque me quebrei, e sei o que quero porque sobrevivi.
A tempestade não dura para sempre, mas o que ela constrói em nós dura, dura como lição, dura como força, e dura como fé.
A solidão me afinou como instrumento, hoje toco minha vida com mais harmonia, já não desafino tanto, já não me perco nas notas, sou melodia própria.
Não espero mais que a vida seja leve, eu apenas escolho ser forte, leveza é consequência, força é decisão, e eu decidi.
Meus medos não me paralisam mais, aprendi a carregá-los comigo, são sombras que me acompanham, mas não me definem, sou muito maior que eles.
A fé me ensinou a esperar, mesmo quando tudo parece tardio, o tempo de Deus não falha, e quando chega, chega perfeito.
A vida não é justa, mas é sincera, ela devolve exatamente o que oferecemos, por isso planto bondade, porque ela sempre volta.
Já amei quem nunca me viu, já dei demais a quem não merecia, mas aprendi, o amor certo reconhece, e permanece.
O passado bate à porta às vezes, mas hoje eu só abro se for para aprender, memórias não me prendem mais, elas me guiam, com cuidado, mas guiam.
A dor mais profunda não está em perdoar quem nos feriu, mas sim em carregar o peso corrosivo do ódio, que atua como um veneno lento na alma. Por isso, a escolha mais libertadora é sempre a do perdão, que nos permite não esquecer o caminho percorrido, pois a memória protege e ensina, mas que nos livra da prisão que construímos para nós mesmos. Esta é a resiliência que exige leveza para voar alto. Minha alma já foi um campo de batalha, um barulho caótico, mas hoje se transforma em uma melodia calma e afinada, um equilíbrio conquistado onde não me permito ser derrubado. Eu escolho a dor que me liberta e o autovalor que exige reciprocidade, aprendendo a diferenciar quem é apenas uma estação passageira de quem se torna um destino importante. Essa sabedoria nos traz a leveza da alma necessária para entender que a vida nos derruba para nos alinhar, nos desmonta para nos reorganizar, não é destruição, mas a lapidação que nos prepara para o ápice do nosso renascimento.
A jornada no deserto não é um castigo, mas uma escola de crescimento e amadurecimento onde somos forjados para a glória que está reservada à frente. É nesse lugar de escassez e solidão aparente que a provisão de Deus se manifesta de maneira mais clara e íntima, ensinando que não vivemos de pão somente, mas de cada palavra que sai da Sua boca, que é nosso sustento. Não importa a aridez do vale, pois Ele está no controle e sabe fazer tudo muito melhor do que podemos planejar, nos conduzindo em segurança para a terra prometida que Ele desenhou para nós.
