Nao Vim para Satisfazer suas Expectativas
Era nós os teus braços no calor do teu peito, que eu encontrava conforto quando as palavras não se faziam necessárias.
Amar é admitir ao outro: “sou um ser interminável, mas ajustável” e não preciso de você para viver, mas amo-te.
Não precisei experimentar a queda de um edifício para me sentir destruída.
Foram as tuas palavras reativas que me desestabilizaram.
"Aguarde, mas não pare, pois há mais do desconhecido para explorar, mais coragem a nutrir, mais generosidade a partilhar, risos a contagiar, liberdade para abraçar e mais vida para celebrar."
Daqui, eu não vejo barreiras, não traço limites entre o que é e o que pode ser.
Não me limito ao que me eleva e me traz paz.
Sigo o horizonte sem fim, onde os sonhos se entrelaçam com a realidade, e a alma se lança além do que é conhecido.
À medida que te desdobras em novas camadas de ser, descobrirás que a solidão não é vazia, mas repleta de ecos da tua própria voz.
O destino dessa jornada caótica está
predestinada ao triunfo, pois minha jornada não foi percorrida em vão.
Não é sempre que os rios, ao desviar-se dos obstáculos, seguem sua rota original; tampouco se curvam sempre diante da vontade do destino.
Às vezes, alteram seus cursos, abrindo novos caminhos para fluir de maneira melhor.
Assim como os rios, somos chamados a desafiar as fronteiras, a derrubar barreiras, a forjar novos caminhos, a nos recriar, a nos transformar na mais sublime expressão de nós mesmos e a fluir, pois a vida é uma eterna metamorfose.
Não viemos à existência para ostentar a força das armas ou dos músculos, para ferir o próximo, mas sim para nos erguermos na força do amor.
Esta é a grandeza que transcende conflitos, desbrava todos os caminhos, cicatriza feridas e fortalece os laços que entrelaçam nossos destinos.
Não se pode cometer o pecado e desejar o prestígio e o perdão.
É preciso escolher entre o brilho fugaz ou a redenção do arrependimento.
A ferida não reside na mentira dita, mas na cicatriz permanente que deixastes, pois a confiança que um dia eu tive, deu lugar há muros que não posso mais derrubar.
Em seu caminho não há nada certo.
Há uma hesitação, um ritmo mais lento, mas não teme o sopro do vento.
Ela sonha com um futuro sereno, um caminho seguro, sem desatino e muros.
Em seu íntimo, um mar de emoção; por fora, a calmaria mais azul.
Em seu peito, um desejo a pulsar, o desejo de não deixar a paz escapar.
Ela, mulher de espírito tranquilo e maduro, carrega em si um amor puro e, no coração, uma doce demora, como um beijo que o tempo devora.
A poesia não é efêmera, moldada por tendências passageiras.
Rimar com o coração e escrever com a alma ainda permanece relevante através dos tempos.
Descanse, e que a noite não seja apenas o fim de um dia, mas a promessa silenciosa de um amanhecer renovado e repleto de possibilidades.
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A arte e a poesia, são refúgios, são ferramentas de expressão que não só traduzem trechos de minhas emoções, mas também as redesenham em novas formas o que sinto.
Não te sacrifiques por aqueles que vêm até você com fogo, apenas para que você também se queime.
O melhor que você podes fazer é escutar e oferecer uma palavra de apoio, se assim for bem recebida.
Mas nunca mergulhes em suas chamas, nem coloque tuas mãos no fogo por eles.
Às vezes, eles realmente só querem mesmo é ver o circo pegar fogo.
Lembrei-me agora: nesse enredo, não existe final feliz, tampouco errados ou culpados.
Porque rascunhos são como algo que nunca foi, pedaços soltos de uma história que nunca ousou se escrever.
São apenas rascunhos, fragmentos de um quase.
Adivinha, as linhas que hoje escrevo, são livres, não estão mais ligadas ao passado.
São apenas relatos soltos de momentos ao vento.
Não carregam as sombras do passado, nem tampouco relatos de você.
Então, pare, apenas pare de tentar decifrar o que nunca foi capaz; pare de querer decifrar minha vida!
Cuide de seu palácio, porque do meu, cuido eu!
