Nao Tente Adivinhar o que
O ódio e a aflição da velha mídia marxista não se dirigem apenas aos conservadores. O verdadeiro alvo é o cidadão comum que ousou começar a pensar por si mesmo, sem a mediação de sua grade de programação ideológica. Eles não suportam essa independência intelectual porque perderam o controle sobre a mente das pessoas — e nada enfurece mais uma elite acostumada ao monopólio das ideias do que ver o povo escapar de suas mãos.
Quando os cristãos se omitem da vida pública, a política não fica vazia; ela apenas passa a decidir, sem nossa voz, até os limites da liberdade de viver a fé.
Somos a coroa da criação de Deus; por isso, o nosso coração não encontra descanso e propósito em nada menor que o Eterno.
A fé não anula o intelecto; ela abre os olhos para que eu creia de forma existencial e consciente. E é exatamente essa vivência da Graça que me leva a compreender o Evangelho com uma profundidade cada vez maior, tornando meu crer cada vez mais puro, simples e livre de dogmas e catecismos humanos.
O amor sabe suportar, mas também sabe discernir. Aceitar tudo indiscriminadamente não é amor; é ausência de responsabilidade.
O homem não foge da verdade por falta de evidências, mas pelo apego aos dogmas que sustentam suas ilusões.
Os cinco pontos do calvinismo não são a norma da fé protestante, nem o consenso histórico da cristandade. Mais que isso, não encontram respaldo suficiente nas Escrituras e, por isso, são estranhos ao Evangelho.
Toda vida que não principia em Deus e para Deus não se ordena é vaidade e vazio. Ainda que se prolonguem os dias e se multipliquem as obras, tudo será estéril, pois somente em Deus encontra o homem seu princípio, seu fim e sua verdadeira felicidade.
Se Deus não for o princípio, o centro e o fim de nossa jornada, toda a nossa existência terrena se perderá na mais estéril vaidade. Viver apartado do Criador não é vida; é um exílio de sombras, um sopro de futilidade e um abismo de perpétuo vazio.
O Evangelho não pacifica nossa carne; ele estabelece um confronto direto contra nossa soberba e egoísmo.
É ali, no espelho da graça, que descobrimos que o amor não nasce da nossa capacidade, mas da consciência de que fomos amados primeiro — exatamente quando éramos os mais difíceis de serem amados.
Não seja um monumento que atrai os olhares dos homens, mas um farol apontando para a majestade do Alto; a verdadeira santidade consome a si mesma para que apenas a glória de Deus permaneça visível.
Não transforme a sua vida em um palco para o aplauso dos homens, pois o brilho que busca o ego é apenas treva disfarçada. Seja, antes, uma fresta de luz; um canal desimpedido e quebrantado, para que, ao olharem para a sua caminhada, os homens não se demorem em você, mas esbarrem na transcendência e vejam o Pai.
A graça divina é um mistério tão profundo e escandaloso que a maior surpresa da eternidade não será a ausência de quem julgávamos perdido, mas a minha própria inclusão entre os redimidos.
Não se iluda: o grande drama da tua existência não está nas feridas que te causaram, mas nas tuas próprias transgressões diante do rosto de Deus. É aí que tudo se decide.
O verdadeiro drama humano não está em quem peca contra você, mas na sua própria condição. Afinal, a cruz não foi para cobrar os erros dos outros, mas para curar a sua inimizade contra o Criador.
