Nao Tente Adivinhar o que

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Quem se permite adoecer por qualquer coisa, não se cura por coisa alguma. Mas, quem se permite curar-se por qualquer coisa, não adoece por coisa alguma.

A curiosidade nasce da inconformidade diante do não saber; a inventividade, da boa aplicação do saber.

Justiça: Verdade e Misericórdia


A justiça não é apenas dar a cada um o que merece, nem se resume a punição ou regras frias. A verdadeira justiça começa onde o ego termina e exige consciência, empatia e verdade.


Ela se sustenta em dois pilares:


Verdade, para não distorcer os fatos


Misericórdia, para não destruir pessoas


Sem verdade, vira manipulação. Sem misericórdia, vira crueldade.


No cotidiano, justiça aparece nas pequenas escolhas: reconhecer erros, não prejudicar quando se pode, tratar todos com dignidade. Mas também existe a justiça interior, que é ser honesto consigo mesmo, equilibrando autocobrança e autocompaixão.


A justiça perfeita é rara, pois somos limitados e julgamos com emoções. Ainda assim, buscar justiça é um exercício constante de humildade: ouvir antes de julgar, pensar antes de agir, compreender antes de condenar.


No fim, justiça não é apenas um conceito, mas um caminho: fazer o bem da forma mais correta possível, com verdade na mente e compaixão no coração — mesmo quando isso é difícil.


Chico Uchoa

O Sorriso que Nos Completa


A felicidade não vive apenas dentro de nós — ela ganha sentido quando também floresce no outro. Ver um sorriso sincero estampado no rosto de alguém é como acender uma luz que ilumina não só quem recebe, mas também quem observa. Em um mundo desigual, onde nem todos têm as mesmas oportunidades, ainda existe algo que está ao alcance de todos: a capacidade de reconhecer o valor do outro e desejar que ele também sorria.


Cabe a cada um de nós enxergar no semelhante não apenas diferenças, mas humanidade. Porque, no fundo, todos merecem sentir a leveza de um momento feliz. E talvez a verdadeira felicidade esteja justamente aí: em perceber que, quando contribuímos para o sorriso de alguém, o nosso também se torna mais verdadeiro.

​Todos os dias aprendo a recomeçar! O passado é página que não dá para refazer; com ele, é só aprender!
​O agora, esse tempo que tenho em minhas mãos, com ele é só construção. E o futuro, esse que vislumbro à minha frente, para ele vou melhorar e fazer diferente.
Nildinha Freitas

-não estranhe meu comportamento,esse lado carente,insano o obsceno.
Gostaria de entrar e conversar…
por um momento?
hoje,eu queria você,
uma xícara de café
e seu colo para desabafar.
Olho essas paredes frias enquanto minhas mãos
escrevem este bilhete…
sabendo que nunca vou te entregar.Tantas emoções
escondidas trago no olhar.
Será carência ou vazio
essa procura por um amigo?
como se meu coração
quisessem ser preenchido
por todo amor que ousasse encontrar…
está esfriando o café
e minha esperança.

andréa

A casa não reagiu quando entrei.
Permaneceu muda com seus ares de cloro e lavanda. E os ecos indistintos formando um som de fundo que faziam a alma se arrepiar. No pó do instante vivem reminiscências. que não foram eliminadas, de todo, da minha consciência. E sempre insistem em entrar, pensamentos intrusos cheios de memórias e recordações, enquanto a casa estática e muda me observa chorar.




Andréa

Arranca-me todos os pensamentos
prefiro ilusões,fantasias e alentos.
O conforto de não saber
do que beber
essa realidade inquietante.

A verdade... é um instante,
algo que não quero ver.
Deixe-me na cegueira
de minha vida feliz,
tranquila e corriqueira.

Sonhos e esperanças
são a pele que visto
e dão asas para sobreviver
as intempéries do imprevisto.

Luísa

Como não te amar
se estás dentro da minha mente,
esparramado, indolente,
se fazendo presente
em cada canto desse lugar?

Como não te querer
se és o travesseiro velho,
o colo perfeito
onde me esparramo impaciente
sentindo o teu cheiro,
amando esse jeito
de me fazer relaxar.

Como se apaga um sentimento
depois de acasalar a alma
e finalmente descansar?

O peso do corpo
marcado no colchão,
a camiseta arrancada,
jogada no chão.

De que jeito se arranca
uma pessoa do coração?



Andréa⁠

Jardim de alma

Algo que sai das entranhas
e assume formas estranhas
que não se sabe denominar.

Em alguns momentos são tormentos,
noutras horas, carne e palavras:
um rasgar e remendar do coração.

Linhas onde enganas
a própria emoção.
E deixa fluir,
até em poesias se esvair
qualquer dor e preocupação.

Algumas coisas são
como ervas daninhas...
Vão crescendo, pequeninas,
dentro da gente.

E tem que arrancar,
folhinha por folhinha,
antes que comecem
a te machucar...


Andréa⁠

Não existe fracasso, existe derrota temporária. Porém existe pessoas que se consideram fracassadas de alma, essas na qual somente observam os aspectos negativos da existência.

"Regra do dia: Esquecer o que não deu certo.
Hoje é outro dia !!!

As vezes você percebe que as pessoas podem ficar no seu coração mesmo não estando mais na sua vida.

A vida vai te ensinar algo que dói, mas é necessário: ela não para.

Mesmo quando o seu coração estiver em pedaços, mesmo quando a saudade apertar de um jeito que parece não caber no peito… o mundo continua. E você também precisa continuar.

Não porque é fácil. Não porque a dor passou.
Mas porque viver também é uma forma de honrar quem se foi.

Vai ter dias em que você vai sorrir e, logo depois, sentir culpa por isso. Vai achar estranho estar vivendo sem aquela pessoa. Mas deixa eu te dizer: tá tudo bem.

Continuar não é esquecer.
É carregar o amor em um lugar diferente dentro de você.

Então viva. Mesmo com dor.
Um passo de cada vez… mas não pare.

Sinto que quero tudo, e quando vou ver, não quero nada.
E na ambição de possuir tudo, perdi tudo, o que me resta? Nada.
Eu corro atrás de tudo, faço tudo, penso em tudo, só para perceber que é melhor não pensar em nada.
É que eu sinto muito, sinto tudo.
Há alguém que enxergue esse tudo que sou?
É que eu sou de raça, sou brasa.
E o tempo é o que há tanto tempo me apaga.
É que eu me mostro como um tudo.
Mas sumo como um nada.

A grandeza de um homem não se pesa em ouro ou títulos, nem se mede em centímetros ou reconhecimento.
Ela floresce na integridade de suas escolhas, na fidelidade silenciosa aos princípios que carrega.
Não somos lembrados apenas pelo que falamos, mas pelo rastro que deixamos na vida alheia, pelas ações que tocam sem alarde o cotidiano dos que nos cercam.
Ser grande é agir com honestidade quando ninguém observa, é defender o justo mesmo quando isso desafia o consenso, é oferecer respeito a todos sem esperar retorno.
O espelho do mundo não reflete palavras, mas gestos; não avalia intenções, mas revela o caráter. E é nesse reflexo silencioso que se mede a verdadeira estatura de uma alma.

ALMA EM CHAMAS

Carrego dentro de mim um território secreto,
um labirinto que não nasceu do acaso,
mas foi esculpido nas guerras da existência.

Cada curva guarda cicatrizes,
cada sombra revela batalhas.
Quem tenta me decifrar sem profundidade
se perde no eco da própria confusão.

Mas eu não me perco!
Há uma chama que não se apaga,
um amor que pulsa como bússola invisível
e me aponta a direção mesmo na noite mais escura.

Não é fogo comum.
É erupção, é clarão,
é calor que não queima, mas transforma.
Corre em minhas veias como lava viva,
fazendo meu coração bater
num ritmo que o mundo não entende.

Enquanto tantos vagam frios,
perdidos no vazio da própria indiferença,
eu ardo.
Num tempo que rejeita ternura,
numa realidade que tenta me moldar,
eu resisto.

Podem ferir, humilhar, aprisionar,
mas jamais apagarão o incêndio que me move.
Essa chama é imortal.
É farol que rasga a tempestade,
força que me ergue,
alegria que me sustenta.

Eu sigo.
Entre sombras e quedas,
meu passo é firme, minha fé é chama.
Avanço sem recuar.

Porque já compreendi:
a vida só encontra sentido verdadeiro
quando se escolhe amar.

Marido não tem amiga íntima.


A frase parece simples, quase banal, mas carrega uma verdade que muitos preferem ignorar.
Num tempo em que os valores se diluem entre telas e mensagens instantâneas, o limite entre o respeito e a deslealdade emocional tornou-se perigoso e frágil.


Um casamento não é apenas uma união de corpos, mas de almas. É um pacto silencioso de exclusividade emocional, um compromisso de ser o porto seguro um do outro.
Quando um dos dois começa a compartilhar sua intimidade — seus medos, suas alegrias, suas dores — com alguém de fora, algo se rompe. A confiança, esse elo invisível e precioso, começa a se desgastar, não por gestos explícitos, mas por confidências que deveriam permanecer no espaço sagrado do casal.


A traição, na verdade, raramente começa com o toque. Ela nasce nas palavras, nas conversas longas demais, nas trocas de olhares, nas mensagens que se repetem sem necessidade.
É o afeto deslocado, o conforto encontrado onde não deveria haver abrigo.
E quando a alma se inclina, o corpo apenas segue o caminho que o coração já traçou.


Lealdade não se resume à ausência de adultério; é presença constante de respeito, vigilância e limites.
Um homem fiel é aquele que, mesmo tendo oportunidade, escolhe proteger o que construiu. Que entende que uma amizade “inocente” pode se tornar uma brecha por onde entra o desrespeito.


Porque o amor verdadeiro é discreto, mas firme. É protetor, mas não possessivo.
Ele não admite concorrência emocional.
Quem ama de verdade, preserva.
E quem preserva, entende que certas intimidades simplesmente não cabem fora do lar, fora da aliança, fora do “nós”.


Portanto, “marido não tem amiga íntima” não é uma frase de ciúme — é um lembrete de sabedoria.
É o reconhecimento de que o coração tem fronteiras, e que ultrapassá-las, ainda que em silêncio, é o primeiro passo para destruir o que se jurou proteger.


Porque o amor não se divide. Ele se guarda.

Hoje, levo do peito o que não pode faltar: caráter, empatia, amor ao próximo e integridade.


Mais do que conquistar, é sobre construir.


Que possamos seguir em frente, respeitando-nos, ajudando-nos e crescendo juntos — como pessoas, como profissionais, como seres humanos.


Um excelente dia a todos!

Não Ceder


Há momentos na existência humana em que a mente se vê pressionada por forças tão sutis que quase passam despercebidas. Não é a violência das circunstâncias que nos desvia, mas sim a suavidade com que certas inclinações se insinuam no pensamento.
Ceder, nessas horas, não é um ato repentino: é um deslizamento gradual da vontade.


A verdadeira questão não reside na tentação em si, mas na arquitetura interna da consciência.
O indivíduo que deseja preservar sua integridade precisa compreender que cada impulso é uma interseção: de um lado, a gratificação imediata; do outro, a permanência de si.


O erro humano não se manifesta como monstruosidade, mas como consentimento —
um consentimento silencioso, quase matemático, em que o sujeito calcula mal as consequências e superestima o instante.


Não ceder, portanto, não é uma negação do desejo, mas uma afirmação do eu.
É a mente lembrando ao corpo que existe continuidade, que cada escolha forma uma linha que se prolonga no tempo, criando inevitavelmente uma figura moral.


E quando alguém se mantém firme, não o faz por moralismo ou rigidez, mas pela compreensão profunda de que a paz interior não nasce do prazer passageiro, e sim da coerência das próprias decisões.


A consciência, quando alinhada consigo mesma, produz uma espécie de silêncio luminoso —
uma clareza que nenhum arrependimento posterior consegue oferecer.


Assim, resistir não é violência, mas preservação;
não é ausência de sentimento, mas respeito pela própria narrativa.
E, sobretudo, é a ciência íntima de que aquilo que se constrói com lucidez não deve ser sacrificado ao que só existe no breve instante da tentação.