Nao Tente Adivinhar o que

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O maior risco do amor não é amar e ser trocado. É desmontar-se por amor e, ao ser trocado, descobrir que não se lembra mais do projeto original de si mesmo.

O mundo não teme o tirano. Tem pena do homem que precisou se tornar um tirano para sobreviver. E transforma essa pena em ódio, porque é mais fácil odiar a consequência do que enfrentar a causa.

O ódio que nasce de contemplar o céu alheio do fundo do próprio inferno não é veneno. É diagnóstico. É a alma reconhecendo, com clareza absoluta e inútil, a exata topografia da sua exclusão. Você não odeia o outro por ser feliz; odeia a distância intransponível entre a vida dele e a sua. Odeia a contiguidade sem permeabilidade. Odeia, acima de tudo, o fato de que, mesmo no fundo do poço, você ainda é capaz de olhar para cima. E que esse olhar, esse único e derradeiro movimento ascensional, não é prece e sim testemunho acusatório.

Amar e viver não é agradar. É suportar o desagrado alheio sem que isso te desmanche. O controle sobre como te veem é uma quimera; largar é o único ato de poder real. Decepcionar os outros não é falha é o preço de não se decepcionar a si mesmo. E esse preço, por mais que doa, é o único que vale a pena pagar. Porque no fim, quem carrega o peso de te teres traído és tu. Os outros, os decepcionados, seguem em frente com a mesma facilidade com que mudam de roupa. Tu, porém, ficas. Ficas com cada escolha, cada cedência, cada vez que trocaste o teu sim pelo não deles. Por isso, e só por isso, a única expectativa que realmente importa é a tua. O resto? Foda-se.

Disseste que a idade não importava. Mas importou. Não para mim, para ti. Para os olhares, para as línguas, para o medo que te corroía. Eu enfrentei o mundo por nós. Tu enfrentaste o espelho e viste rugas, cansaço, a necessidade de uma escolha que não te exigisse mais luta. Agora, com alguém que carrega o mesmo número de primaveras, descobriste o que sempre quiseste: um amor que não precise de explicações. Eu, que me expliquei até a exaustão, fiquei com as palavras gastas. E tu, com a paz de quem nunca precisou se justificar.

"Ninguém está vivo pelo acaso, a vida pode não ser justa, principalmente para os que desistem cedo."

Não quero saber do Descobrimento do Brasil.
Quero saber do Descobrimento de Brasília.

Feche seus olhos...
Tem um silêncio no ar
Não deixe eu me perder
Nos meus sonhos
Faça se tornar real
Eu me perdi de alguma forma
Uma parte se foi com você
O inverno chegou e
Está tão frio...
Tudo era tão bom,
Desde o momento em que nos tocamos
O tempo parou...
E agora ando perdida sem rumo,
Sem teu abrigo,
A luz está se apagando
Uma lágrima cai em sua mão
É um dia eterno de inverno

Amigo não vai embora. Amigo não te abandona nos seus piores momentos. Amigo fica e cuida de vc.

Te ensinaram a temer as bruxas, mas não as pessoas que as queimaram vivas.
Algo de errado não está certo nisso...
A religião do "amor" sempre foi a religião do ódio e da perversidade.
Estimula preconceito, intolerância, escravidão, ódio ao diferente, punição, sacrifício, miséria e misoginia. Quer obrigar a todos a aceita-la, punindo qualquer um que a rejeite com fogo, enxofre e sofrimento eterno. Não só por um tempo, mas por toda a eternidade.
É uma crença que não aceita outros caminhos, e se impõe como um ato desesperado, uma busca pelo fim do questionamento, afinal, aquele que questiona corre o risco de adquirir o conhecimento que mostrará tudo que está errado, abrindo assim os olhos do prisioneiro que finalmente enxergará suas correntes e poderá arrebenta-las.
Existem vários caminhos para se chegar ao divino. Para encontrar a iluminação, para compreender a sua própria divindade. Deus está em você. Ele é você! Essa força vive em ti, não em templos de pedra e concreto.
Não se cegue, não se engane! Encontre seu próprio caminho! Mas não se esqueça, para alcançar qualquer iluminação, é fundamental o conhecimento. Por isso o cristianismo o demonizou. "Conheça a verdade e ela vos libertará". Coma o fruto chamado "proibido", e então não apenas conhecerá Deus, como também será Ele.
Até o nazareno, o personagem fictício da mitologia bíblica disse: "Vós sois deuses".
Não permita que sequestram a sua mente. Estude, sintonize, conheça. Não se permita enganar pelos perversos que se travestem de amor enquanto gritam ódio, intolerância, preconceito, misoginia e justificam o injustificável. A bíblia é um livro de horror e o deus bíblico é um ser perverso, megalomaníaco, narcisista, sádico, com sérios problemas de auto estima, abusivo, infanticida e monstruoso. O cristianismo já nasceu matando milhões de inocentes apenas por não o aceitarem, ou serem diferentes do que era aceitável nessa religião.
O cristianismo e a bíblia são uma representação de tudo, menos amor. Reflita!
- Marcela Lobato

Não, eu não preciso ser salva.
Sou a minha própria salvação.
Não, não sou refém!
Não sirvo a ninguém!
Nasci livre, criei asas, quebrei minhas correntes.
- Marcela Lobato

Você é a minha melodia
Há tantos anos
Nada fez mudar.
Talvez nem mesmo eu aceite
Não posso mais me machucar.⁠

E eu não vou mais tentar corrigir, tentar me explicar, tentar te encontrar...
Tentar me salvar...

Não viverei em vão! Só quero deixar o meu legado!

O mesmo amor que salva, mata. O mesmo amor que cura, destrói. Amores que não matam são carência escancarada. Amores fatais são aqueles de verdade, que nos bagunçam por inteiro, e não podem ser esquecidos. São parte essencial de quem somos. O veneno e o remédio. O que nos mostra que estamos vivos, mas também nos mata por dentro.
- Marcela Lobato

Amar dói sim, do contrário, não curaria a dor. Amar pode fazer chorar, ou então não faria sorrir. As vezes amar é apenas amar. É estar lá por alguém, mesmo que ela ainda não possa estar aí por você.
- Marcela Lobato

Não há como esquecer!
Não há como apagar!
Não há como parar de sangrar!
Não há como esquecer!
Não há como apagar!
Você matou o meu amor!

Talvez não seja o nosso momento. Talvez só em outra vida possamos fechar as feridas que hoje não nos deixam ter paz. Mais uma tragédia, e então virá a felicidade que tanto buscamos. Talvez lá possamos olhar para o passado que nos foi roubado, e saber o que o cosmo não queria que soubéssemos. Talvez apenas sejamos felizes, sem conhecer o peso que vivemos até aqui. Talvez a melhor coisa que eu possa dizer, seja, "até lá".
- Marcela Lobato

Não se mede a dor de alguém. Situações, às vezes, podem ser comparadas, mas não a dor sentida.
Muitas vezes o empurrão final para alguém desistir da vida, são justamente essas falas. "Quanto mi-mi-mi". "Você não tem motivos pra estar triste". "Você tem tudo, não tem do que reclamar". "Que frescura". "Isso é falta de Deus". "Olha tal pessoa, o problema dela é bem maior do que o seu".
O fato de alguém estar numa situação pior não diminui a dor de outra pessoa. Não alivia o sofrimento.
Ao mesmo tempo em que a nossa dor não é maior que a de ninguém, ela é a maior dor do mundo, porque nós a sentimos, e não temos como sentir pelo outro. Podemos ficar tristes, ser empáticos, mas não viveremos a exata mesma situação, tendo as exatas mesmas reações e histórico de vida, forma de sentir de outra pessoa.
Quer ajudar alguém? Comece não invalidando a dor que não sente. Comece entendendo que cada mente é um universo, com experiências, sensações, traumas, alegrias, motivações e intensidades únicas.
Se você sobreviveu ao "apocalipse" e a pessoa quer morrer por "uma unha quebrada", a dor dela não é menos válida que a sua, muito menos, menos real.
Falar pra alguém que a "unha quebrada" dela não é nada comparada ao seu "apocalipse" é só uma forma de jogar ela mais perto do precipício. Isso pode, inclusive, fazer ela sentir que não sabe lidar com as coisas, que não tem capacidade de viver, que o mínimo a destrói, portanto, deve se destruir antes que algo pior aconteça.
Dor é dor, como eu disse em uma de minhas músicas. Não há maior ou menor. Não há melhor ou pior.

A cada dia que passa, entendo melhor a ideia do Amor Fati, não que eu aceite tudo que vier, sem mudar o meu destino conforme a minha vontade, mas pelo que o passado me trouxe. Por mais dolorosas e destrutivas que certas situações sejam, são elas que nos forjam. Minhas escolhas me trouxeram até onde estou agora, a quem sou, e me orgulho de quem venho me tornando. Tenho milhões de defeitos, não sou e não pretendo ser perfeita, muito menos forjar isso, mas busco iluminar minhas sombras para aprender a lidar com elas, integrando cada uma das minhas faces.
Passei por abismos, desafíos intensos. Conheci as melhores e as piores pessoas. Virei pó, queimei e renasci das cinzas. Não foi fácil a caminhada, mas não mudaria nada. Ao morrer, pude renascer. Ao me cortar, pude ser mais forte. Ao cair, aprendi a levantar. Não, não romantizo o sofrimento, mas, de fato, a alquimia interna só pode acontecer através da dor. Até a borboleta, antes de ganhar asas, sofre um doloroso processo de transformação. Sigo em meu casulo e, logo, voarei por aí.
- Marcela Lobato