Nao Tente Adivinhar o que
A opinião que acorrenta,
A culpa que não desfaz,
O orgulho que aprisiona
E a mágoa que rouba a paz.
Não são correntes de ferro,
Nem grades frias no chão,
Mas há prisões mais profundas
Dentro do próprio coração.
Pois o véu já foi rasgado,
Não há mais separação.
Não é o sistema que salva,
Mas Cristo e Sua redenção.
Fariseus dos novos tempos,
Esquecidos do essencial:
Deus deseja corações rendidos,
Não rituais sem vida real.
Acredita ser santo e puro,
Incapaz de tropeçar,
Mas não vê que a soberba
É o primeiro passo pra tombar.
Jesus nos chamou ao amor,
Não ao orgulho e à divisão,
Mas muitos viram as costas
E desprezam seu irmão.
Então, estendo a mão a ti,
Pois não fui feito para odiar aqui.
Que Deus nos una, nos faça crescer,
E o desprezo nunca mais possa vencer.
Esqueceste, irmão, do que Deus disse?
Que no amor d’Ele tudo existe?
Que maior tesouro não há na terra
Que irmãos unidos sem guerra?
Minha paz não vem do que vejo,
mas da certeza que carrego em mim.
Sou amado(a), sou forte, sou livre,
e nada muda o que Deus diz de mim.
O mundo se agita, mas meu coração não,
pois descanso em Suas promessas de amor.
Não sou o que dizem, não sou o que falhei,
sou filho(a) do Rei, sou herdeiro(a) do Senhor.
Não corro sem rumo, não temo o amanhã,
pois sei de onde vim e para onde vou.
Minha identidade não está nas marés,
mas no Deus que me criou.
Fique de pé, não desista,
a jornada ainda não acabou.
Quem tem Deus como abrigo
sempre encontra um novo voo.
Então não faça do passado
a prisão do seu viver.
Seu erro não é seu túmulo,
se escolher permanecer de pé!
Se tropeçou no caminho,
não se entregue à escuridão.
Levante-se, siga adiante,
pois há graça em sua mão.
Seus erros não são seu fim,
nem a cova onde vai ficar.
São apenas ventos que vêm,
mas que não podem te derrubar.
Se a tempestade ainda insiste,
E os trovões continuam a ecoar,
Eu não temo, eu confio,
Pois Jesus está a me guardar.
