Nao Tente Adivinhar o que

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⁠"Olhos sem cruz enxergam apenas plateia, não propósito."

Inserida por AlessandroOLIVEI

⁠Demônios Internos

Não há demônios sob a cama,
nem monstros à espreita
nas frestas da escuridão.
Procure-os dentro de si
e os encontrará,
enraizados na alma,
como raízes densas
de medos nunca podados.

Eles se alimentam
do silêncio amargo
das noites insones,
bebem das culpas
que se ocultam
nas sombras da consciência,
crescendo nas rachaduras
dos segredos sufocados.

Não há monstros lá fora,
não há presenças que assombrem,
apenas os fantasmas
que nós mesmos criamos
com os escombros
das verdades que tememos.

Eles não gritam,
não quebram portas,
não urram no escuro.
Sussurram
na voz da ansiedade
que ecoa dentro do peito,
esperando que um dia
tenhamos coragem
de encará-los
sem medo do reflexo.

Inserida por DanielAvancini

⁠"Monitorar o uso da internet das crianças não é invasão de privacidade, mas sim um ato de proteção. O equilíbrio entre controle e confiança é a chave para um ambiente digital seguro."
— Oliveira, M.R., 2025.

Inserida por mastroianni_oliveira

⁠A mentira só não é mais poderosa que a verdade; no mais, reina absoluta, soberana e, em muitos casos, até mesmo inquestionável

Inserida por nyllmergello

O mentiroso é um ser perverso de mente pervertida; não hesita em caluniar, nem se compadece do inocente, pois seu mérito é construído sobre a falsidade.

Inserida por nyllmergello

⁠A vida exige muito de mim
Sou brasileiro, aprendi a engolir o sim e o não,
Com o bolso vazio e o coração cheio de frustração.
Todo dia é um teste de resistência,
Vivendo entre promessas e ausência.

Vejo escola caindo, hospital sem gaze,
Mas deputado ganhando aumento na base.
Trabalhador rala o mês inteiro,
Pra ver imposto engolir seu dinheiro.

Nos becos da cidade, criança sem futuro,
Enquanto juiz ostenta carro de luxo e muro seguro.
Lá no Supremo, toga virou escudo,
Soltam ladrão de colarinho graúdo.

Dizem que é democracia, mas parece piada,
Aqui quem manda é a grana mascarada.
O povo vota com esperança no olhar,
E quatro anos depois, volta a chorar.

Prometer virou arte, mentir é profissão,
E quem fala a verdade sofre perseguição.
A mídia escolhe quem vai ser o vilão,
E o povo? Segue no mesmo sermão.

Mas mesmo assim, sigo na caminhada,
Porque ser brasileiro é aguentar porrada.
Ainda sonho com justiça de verdade,
Não essa farsa vestida de autoridade.

Inserida por bruno_silvestre

⁠É porque as coisas não são simples para serem simplificadas. Se você simplifica o complexo, ocorrem erros — erros que fazem os erros serem confundidos com verdades, e a verdade se tornar mais erros.

Inserida por KyotoOttochira

⁠"Não gosto de dias chuvosos, mas isso não é motivo para achar que são dias ruins."

Inserida por sadicacarvalho


O Poeta Não É o Espelho, É a Ponte

Nem tudo que diz o poeta
sai do fundo da sua alma.
Às vezes, é a dor de um outro
que sua sensibilidade acalma.

Ele lê no olhar calado,
no gesto que ninguém viu,
o sentimento que grita mudo
e que no peito do outro explodiu.

Não é preciso ter vivido,
nem ter chorado aquela dor.
O poeta sente por dentro
o que pulsa no redor.

Às vezes, escreve um poema,
às vezes, vira canção.
E quem ouve logo pensa:
"esse verso é solidão..."

Mas engana-se quem julga
que é dele a emoção.
O poeta é tradutor da alma,
não precisa explicação.

É dom que poucos carregam:
dar forma ao que é invisível.
Ser a voz de quem se cala,
e fazer sentir o impossível.

Então, se um poema te toca,
ou uma música te faz chorar,
não pense no autor com pena —
agradeça por ele te revelar.

Inserida por PoemasDuclert_Junior

⁠Observe, mas não absorva.
Ame, mas não sufoque.
Deseje, mas não precise.
Sinta, mas não se preocupe.
Dê, mas não espere.
Fale, mas não machuque.

Inserida por Janinekelle

⁠A prática persistente não busca a perfeição inatingível, mas sim um aperfeiçoamento contínuo que revela novas nuances da habilidade.

Inserida por Marceloassis

⁠Não me entristeço com quem vai embora depois de conseguir o que queria. A verdade sempre revela quem é quem.

⁠Não se surpreenda com quem muda com o tempo. O tempo apenas revela quem sempre foram.

Início do Fim

A morte
não é um golpe final,
nem o apagar abrupto
de uma chama que ardeu em vão.
Ela começa
no primeiro sopro de vida,
como um murmúrio ancestral
gravado na espinha dorsal do tempo,
uma promessa silenciosa
de que tudo que nasce
traz em si
o prenúncio de partir.

Somos nós
quem tenta adiá-la
ou apressar sua chegada,
como se a permanência
fosse um direito herdado,
como se o fôlego
fosse posse
de quem o exala,
esquecendo que o ar
é só um empréstimo
da eternidade.

Entre o nascer
e o desfolhar da última pétala,
somos intérpretes falhos
de um roteiro
traçado pelas mãos do acaso,
dançando na corda bamba
do existir,
prolongando cada passo
como se a terra
não estivesse sempre
a um deslize
de nos tragar.

A morte
não é antítese da vida,
mas sua sombra inseparável,
um vulto paciente
que nos acompanha
até o instante
em que já não há mais corpo
para projetá-la,
quando o vazio,
enfim,
reivindica o espaço
que sempre lhe pertenceu,
e nós,
como poeira,
nos dissolvemos
no ventre do universo.

Inserida por DanielAvancini

⁠Amor verdadeiro não se resume a palavras bonitas, e sim a estar sempre presente.

Inserida por Edpoeta74

Aparência de Vida

Não há vida.
O que sou?
Um coração que pulsa
por reflexo de um hábito ancestral,
meus órgãos em perfeito estado,
como engrenagens meticulosas
de uma máquina que opera
sem memória ou intenção,
mantendo o teatro fisiológico
de um corpo que respira
por mera obediência biológica,
como se o oxigênio
fosse um combustível imposto
e não uma escolha consciente
de permanecer.

De certa forma,
sinto-me morto,
não pela ausência de pulsação,
mas pela falência do querer,
pela insuficiência da alma
em habitar o corpo que a carrega.
Sou um vulto cotidiano,
uma sombra que vaga
nas bordas do tempo,
um espectro inacabado
que percorre os dias
como um verso esquecido
no meio de um poema
que nunca se completa.

Vivo,
mas sem a densidade
de quem ocupa o próprio ser,
de quem molda o instante
com a intenção de permanência.
É como se a pele
repelisse o próprio contorno,
e o corpo,
apesar de intacto,
fosse apenas a moldura
de uma ausência dolorosa,
uma estrutura que insiste
em se manter ereta
mesmo quando o espírito
já desabou.

Inserida por DanielAvancini

Rejeitar alguém é a incerteza de que ama a pessoa que está do seu lado. No amor verdadeiro não tem rejeição.

Inserida por Edpoeta74

⁠Obrigado pelas perguntas, para ser sincero as tuas questões são muito simpáticas, mas também não sei te explicar como que fiquei nesta situação. Furucuto, 2025

Inserida por Furucuto

⁠Cicatrizes que Florescem

Eu carrego o peso dos dias não ditos,
os ecos de passos que não me pertencem,
fragmentos de uma estrada sem destino,
onde a dor se enrola nas raízes do tempo
e floresce como cicatriz que canta.

Há um grito em cada gota de chuva,
uma confissão no som que corta o vento.
A alma se espraia pelos campos secos,
e o coração, inquieto,
brota em flores que não pediram cor.

Sou rio que deságua na própria margem,
meu curso incerto entre pedras e paus,
correndo por entre trilhas rasgadas
que costuram minha pele ao chão da existência.
Não há ponte que atravesse o que sou.

Em noites de silêncio denso e cru,
a lua sussurra verdades que não quero ouvir,
desvenda os espelhos internos,
onde sou herói e vilão,
onde luto contra meu próprio reflexo
até me tornar pele, osso e vontade.

E quando o sol, ao fim de seu fôlego,
se deita sobre os montes quebrados,
meu corpo, feito de sonhos e poeira,
abre os braços para um horizonte que se dissolve
no vão entre ser e querer ser.

Eu permaneço inteiro
na tempestade que arranca galhos secos,
pois sou árvore que cresce do avesso,
raiz que abraça o abismo
e flores que desafiam o solo.
Sou também a calmaria que sucede o caos,
a certeza que nasce do chão devastado,
o tronco que se curva, mas não quebra,
que desafia o vento com sua seiva viva
e canta, mesmo quando a dor ecoa.

Inserida por DanielAvancini

⁠" FINGES "

Só finges que não notas! Na verdade
o teu olhar não perde nenhum lance
e, mesmo quando eu olho de relance
me flagras na maior cumplicidade!

Percebes a intenção nesse romance
e a tratas como singularidade;
um vício herdado lá da mocidade
que ainda se mantém ao meu alcance.

E te divertes com o que flagrado
à espera de colher do resultado
já visto que ficou tudo evidente…

Me flagras! Tu só finges que não notas…
Percebo na postura, então, que adotas
que o meu olhar te deixa bem contente!