Nao Tente Adivinhar o que
Coragem não é agir sem medo, mas seguir em frente apesar dele. É se permitir ser vulnerável e continuar, mesmo quando a vida parece difícil. Às vezes, a coragem está em dar um pequeno passo, em ser quem somos, com nossas imperfeições. Não precisamos de grandes feitos, mas de seguir, mesmo sem saber o que virá. A verdadeira coragem é continuar, confiando que vamos encontrar o caminho, mesmo nas tempestades.
Não tenho medo de coração partido,
nem de espelho quebrado.
Tenho medo de coração vazio
e de um reflexo de mim nublado.
Não tenho medo do escuro,
nem do perigo que tu és.
Tenho medo que a sua sorte
será meu revés.
Não tenho medo de viver 1 só vida
e que meu fogo seja apagado.
Tenho medo de viver 7 vidas,
e nenhuma ao seu lado.
Quero tudo o que puder me dar,
ainda que seja azar.
Não dê murros em ventos, deixe o passar, a calmaria logo vem atrás. A impaciência torna o vento mais forte. Espere a bonança, ela trás soluções que não foram pensadas.
Aprenda a não confundir ou superestimar o papel das outras pessoas na sua vida, porque na hora do aperto elas não vão confundir o seu lugar na vida delas.
Palavras não descrevem com exatidão sentimentos e emoções, nem delimitam bem os seus limites. Nenhuma escrita substitui o sentir, no máximo oferece uma vaga e distante ideia do que seja isso.
quando numa vida conjugal existe separação é que ambos estão errados mas não reconhece os seus erros
Sobre o risco de não ser
Há quem passe a vida
a desejar outro lugar,
outra pele,
outro nome.
Acredita que será mais inteiro
se for como os outros,
se parecer com os que brilham,
se for aceite
nos salões onde se aplaude o vazio
como se fosse grandeza.
Mas o que brilha
nem sempre ilumina.
E o que parece
quase nunca é.
O esforço de parecer
rouba a paz de ser.
E quando se apaga a chama
do que nos tornava únicos,
fica apenas o eco
de quem já não sabe quem é,
nem para onde voltar.
Não há perda maior
do que perder-se de si mesmo.
Não há engano mais cruel
do que acreditar
que a dignidade depende do olhar dos outros.
Ser quem se é
— com verdade, com firmeza, com simplicidade —
é tarefa para os que recusam dobrar-se
à mentira do mundo.
É caminho sem prémios,
mas com sentido.
E só o sentido,
mesmo que nos isole,
nos salva do nada.
Quem rejeita a sua natureza
para caber onde não pertence,
corre o risco de não pertencer a parte nenhuma.
Nem aos outros,
nem a si.
Cuidado com a ilusão dos que se dizem grandes,
mas vivem de fingimento e vaidade.
Ser visto não é o mesmo que ser verdadeiro.
Ser aplaudido não é o mesmo que ser digno.
Acredito que não nascemos para caber em moldes.
Nascemos para ser inteiros.
A dignidade,
se é que tem morada,
não vive nos olhos dos outros.
Vive, talvez,
na coerência secreta
entre o que se sente
e o que se é.
E há uma solidão peculiar
em já não pertencer
nem ao mundo que se tentou imitar,
nem ao que se abandonou.
O que assusta não é falhar —
é perder-se no caminho
por ter querido ser outro,
sem nunca ter sido inteiro.
Felicidade não é sobre o preço das coisas que as pessoas têm ao seu redor, é sobre o valor do que elas têm dentro delas.
Viver uma vida exclusivista não é se excluir do mundo, no entanto, é ter um olhar cuidadoso acerca de si mesmo; em paz, quieto, sozinho e tratando dos dilemas da vida, sem a interferência de opiniões alheias.
A maldade alheia revela quem o outro é, não quem você precisa ser. Faça o bem, mesmo pra quem não merece.
