Nao Tente Adivinhar o que

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De um modo geral, o homem tem de andar às apalpadelas; não sabe de onde veio nem para onde vai, conhece pouco do mundo e menos ainda de si mesmo.

O sábio não perde as ocasiões.

Aquilo que hoje está provado não foi outrora mais do que imaginado.

O homem não é a criatura das circunstâncias. As circunstâncias é que são criaturas do homem.

O verdadeiro herói é aquele que faz o que pode. Os outros não o fazem.

Não é preciso muita força para fazer coisas, mas é necessária uma grande dose de força para decidir o que fazer.

De qualquer tipo que seja a pobreza, ela não é a causa da imoralidade, mas o efeito.

O povo apenas transfere livremente para o rei o poder que não domina totalmente: nomeadamente o de arbitragem [...] e de decisão rápida.

Não existe nada tão caro quanto a ignorância.

É uma espécie de encanto numa mulher. Se tem charme, não precisa de mais nada; se não o tem, tudo o resto não serve para muita coisa.

Para o amor e a morte, não há coisa forte.

O mundo jamais será tranquilo enquanto não se extinguir o patriotismo da raça humana.

Não dura o mal onde não dura o bem,
mas é frequente um transformar-se no outro.

Falhamos ao traduzir exatamente o que se sente na nossa alma: o pensamento continua a não poder medir-se com a linguagem.

É preciso saber o valor do dinheiro: os pródigos não o sabem e os avaros ainda menos.

Não há inimigo insignificante.

Não há, nunca houve, nem nunca haverá um homem que seja sempre censurado, ou um homem que seja sempre louvado.

Buda
Dhammapada, verso 228.

Pode querer bem aos outros quem não quer bem a si mesmo?

Quando você tem que comprar, use seus olhos, não seus ouvidos.

Quem tem medo de dizer não?

A gente vive aprendendo
A ser bonzinho, legal,
A dizer que sim pra tudo,
A ser sempre cordial...

A concordar, a ceder,
A não causar confusão,
A ser vaca-de-presépio
Que não sabe dizer não!

Acontece todo dia,
Pois eu mesma não escapo.
De tanto ser boazinha,
Tô sempre engolindo sapo...

Como coisas que não gosto,
Faço coisas que não quero...
Deste jeito, minha gente,
Qualquer dia eu desespero...

Já comi pamonha e angu,
Comi até dobradinha...
Comi mingau de sagu
Na casa de uma vizinha...

Comi fígado e espinafre,
De medo de dizer não.
Qualquer dia, sem querer,
Vou ter de comer sabão!

Eu não sei me recusar,
Quando me pedem um favor.
Eu sei que não vou dar conta,
Mas dizer não é um horror!

E no fim não faço nada
E perco toda razão.
Fico mal com todo mundo,
Só consigo amolação.

Quando eu estudo a lição
E o companheiro não estuda,
Na hora da prova pede
Que eu dê a ele uma ajuda

Embora ache desaforo,
Eu não consigo negar...
Meu Deus, como sou boazinha...
Vivo só para ajudar...

Se alguém me pede que empreste
O disco do meu agrado,
Sabendo que não devolvem
Ou que devolvem riscado...

Sou incapaz de negar,
Mas fico muito infeliz...
Qualquer um, se tiver jeito,
Me leva pelo nariz...

Depois que eu estou na fila
Pra pagar o supermercado,
Já estou lá há muito tempo...
Aparece um engraçado...

Seja jovem, seja velho,
Se mete na minha frente,
Mas eu nunca digo nada...
Embora eu fique doente!

A gente sempre demora
A entender esta questão.
Às vezes custa um bocado
Dizer simplesmente não!

Mas depois que você disse
Você fica aliviada
E o outro que lhe pediu
É que fica atrapalhado...

Mas não vamos esquecer
Que existe o "por outro lado"...
Tudo tem direito e avesso,
Que é meio desencontrado...

Quero saber dizer NÃO.
Acho que é bom para mim.
Mas não quero ser do contra...
Também quero dizer SIM!