Nao tenho o Direito de Magoar Ninguem

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⁠Surto de alforria
Estamos surtando -
Mas não.
Não é um surto psicótico.
Estamos em um surto contra nós mesmos.
Contra a vida.
Contra todas aquelas coisas e verdades que nos obrigamos a engolir diariamente.
A loucura brota da mesma vertente da sanidade.
Duas faces de uma mesma moeda.
A depender das circunstâncias:
veremos apenas uma delas como verdade absoluta durante uma vida inteira.
E do que tanto digo sem dizer?
Por ora, anuncio o descrédito por si mesmo.
Ou, a loucura de acreditar.
Falo do ódio a si próprio.
Ou, da loucura de, talvez, ousar se amar.
Quero proclamar minha loucura
com a aventura de dar-me alforria.
Denunciar minha sanidade,
de ter me mantido em cativeiro,
privando-me da exposição,
do julgamento,
do apedrejamento em praça pública.
Estou surtando.
Ou, sendo curada por minha loucura.

⁠A vida não examinada ilude, a examinada deprime.

Inserida por GabrieldeArruda

⁠Tudo que eu fiz e procuro fazer de bom em minha vida é estritamente dedicado a Deus.
Eu não quero e não preciso provar nada a ninguém, a não ser a mim mesma...
É minha essência, para que eu me sinta bem e em paz.A opinião alheia eu respeito, mas não me interessa...

Inserida por ny_19844

⁠Se seu coração não estiver onde você está, sua vida será um desespero silencioso.
Pr. Odair

Inserida por Odairalves

⁠Não fiz o que queria,
porque nunca soube o que queria.
Não amei o que deveria,
porque nunca soube se deveria.
E, entre esse "dever" e esse "querer",
perdi-me.

Perdi-me entre o ser e o parecer,
onde se estendia um campo de batalha,
onde todas as minhas vontades desertavam
antes mesmo do primeiro tiro, deixando apenas as bandeiras plantadas
em território nenhum.

As pessoas vivem.
Eu assisto ao filme mudo da existência alheia,
da poltrona desconfortável da minha consciência —
esta cadeira de espinhos
que chamo de "eu".

Elas vivem de migalhas e festas,
de segundas-feiras sem graça,
de desejos medíocres,
de pecados sem culpa.
E eu tenho mais sonhos que noites,
mas nenhuma janela para voar.

Ah, se ao menos me dessem
um riso emprestado,
um amor qualquer,
uma vida sem importância —
eu a aceitaria como um mendigo
aceita a última moeda que não compra nada,
mas faz tilintar no bolso.

Mas não me deram.
E agora,
o que me resta
é escrever versos, poesia que ninguém lerá
num caderno que ninguém encontrará.

Talvez eu mesmo tenha sido
apenas um rascunho de homem, aquela primeira página arrancada
e amassada no cesto de papel,
onde Deus joga os projetos inacabados.

Há todo um universo que não me pertence,
todo um dolorido e quieto
não-viver.

As pessoas passam — não como rios, mas como garrafas vazias
rolando no asfalto.
Não tive paixões — tive asterismos.
Constelações de desejos que nunca se tocaram.

Quando a noite aperta o cerco como um credor implacável,
e os últimos faróis se apagam como velas num bolo de aniversário não comemorado,
eu desenterro meus mortos
e faço-lhes dançar ao som de um órgão de rua.

Tenho mais sonhos que o céu tem estrelas,
mas nenhum chão onde plantá-los.
Ter todos os apetites e nenhum dente,
todas as fomes e nenhuma boca.

Eu, notário do amor não consumado,
registrava em ata o que nunca aconteceu —
protocolos de beijos não dados,
autos de carícias não realizadas,
processos de encontros
que permaneceram eternamente
na sala de espera do destino.

Enquanto, lá fora, implacável como um metrô noturno,
a Realidade segue, indiferente,
passando sem parar pela minha estação.

Inserida por GabrieldeArruda

⁠Não viva de emoções, mas sim da realidade.

Inserida por Rayane7

⁠Entre minha costela esquerda e o baço,
ele instalou seu ateliê:
um ser que não é meu,
e que, no entanto, me conhece mais do que eu.

Não trouxe flores —
apenas o silêncio que já habitava minha boca
antes mesmo que eu aprendesse a mentir.

Veio como vêm as coisas irremediáveis:
sem alarde,
sem pedir licença,
sem se importar se eu estava pronto.

Chegou sem fazer barulho,
apenas se aninhou,
como se sempre tivesse estado ali.
Como se o corpo fosse seu
antes de ser meu.

Limitou-se a ocupar o espaço
que eu, ingênuo, julgava vazio.

Não paga aluguel,
mas exige tudo: os sonhos que engoli antes de sonhar,
as margens dos meus livros
sujas de hesitações,
a primeira palavra
que travei na garganta.

Não fala.
Não precisa.
É o hiato entre um pensamento e outro,
o instante suspenso antes do tombo,
a sombra que se alonga no meu cansaço.

Ele não dorme.
Fica acordado à noite,
costurando meus pesadelos.
E quando meu corpo — traidor — se entrega ao sono,
ele deita-se ao meu lado
e sonha os meus sonhos
melhor do que eu.

Às vezes, penso que sou ele.
Ou que ele me esculpiu
enquanto eu fingia estar vivo.

Move-se sob a pele,
apaga-me aos poucos no reflexo do espelho, mistura seu medo com meu suor.
Seus argumentos crescem em meus interstícios,
como ervas daninhas entre rachaduras.

Já tentei revoltas.
Ergui fortalezas de papel.
Quis incendiar a casa toda.
Tentei ser dono de mim.
Mas como arrancar da carne
aquilo que já se tornou carne?

Há dias em que temo
que esse vazio
seja a única herança que deixarei.
A certeza de que, um dia,
vou olhar para dentro
e não reconhecer
nem o vazio.

Talvez um dia eu acorde,
e ele terá ido embora.
Ou talvez eu acorde,
e já não reste
ninguém.

Inserida por GabrieldeArruda

⁠Não temos tempo para brincadeiras. O reino precisa de você.

Olhos de Wakanda (série)
1ª temporada, episódio 1.
Inserida por pensador

⁠Lá não tinha luz, não tinha asfalto, não tinha ônibus. Mas, pro governo dos ricos, não importava o nosso problema.

Inserida por pensador

⁠Malandro não ama. Malandro sente desejo.

Inserida por pensador

⁠Eu sou libélula.
Diferente da borboleta, eu não renasço, eu transformo (me transformo) e mudo.
Me liberto, eu voo, eu mudo.

Eu deveria voar, mas minhas asas estão molhadas, eu pus secar.

Eu deveria voar, mas as minhas asas molharam na chuva, então eu pus pra secar, para amanhã voar.

Eu sou a libélula.
Sem asas.
Asas provisórias ou à procura de asas.
Ou eu deixei no varal.

Eu sou libélula — quase liberta

Falta,
Pouco.

Inserida por guilherme_murao

⁠Não espere nada dos outros. Confie sempre em você!

Aquilo que você teme que descubram, talvez Deus já esteja te alertando a evitar. Se fosse bom, não precisaria de silêncio.⁠

Inserida por srdavi

⁠Você não contemplará o nascer do sol se não transpor a escuridão da noite.

Inserida por Valdecir

⁠Eu não sei nada e você desconhece tudo, vamos unir nossas mãos e tentar aprender alguma coisa.

Inserida por Valdecir

Carrego, como homem, o fardo silencioso de não sentir; uma armadura que pesa mais do que protege. Mas a vida, implacável e sutil, revela que é preciso sentir, mostrar, viver… antes que eu me desfaça em ecos das memórias de quando o sentir ainda me habitava.

Inserida por EcosDeGuilherme

As pessoas não querem a verdade. Elas só querem a versão que melhor se adapta à sua necessidade de odiar.

Padre Fábio de Melo
Borges, Caroline. ‘A um passo de desistir’: Padre Fábio de Melo se pronuncia nas redes após polêmica em cafeteria. G1, 21 mai. 2025.
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Inserida por pensador

⁠O coração não sente
Ele se corrói.

As lágrimas desaparecem
Trocadas por sangue
Cortes fervem
Em uma doce agonia.

Inserida por colecionadordelagrim

⁠Os olhos transmitem
O que os lábios não dizem

A dor escondida
Mas tão aflita.

Inserida por colecionadordelagrim

"⁠O evangelho não é evento, não é reunião, não é formalidade. É vida, é prática, é fruto visível da transformação pela graça revelada. O culto faz parte, mas se torna abominação quando não reflete uma vida alinhada ao evangelho."

Inserida por AlessandroOLIVEI