Nao tenho o Direito de Magoar Ninguem

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Às vezes o que a gente quer é ter amizades que a gente possa confiar sempre. Tenho uma amiga muito falsa chamada Rebeca, não confio nem na minha roupa.

Ouso, penso e logo tenho
êxito, pois sei que encontrarei a resposta.

ELA TERÁ UMA CASA DE CAMPO

Tenho sentido falta de mim.
De um lado antigo que precisou
adormecer.
Ilustrações jogadas no motim.
Aquela sonhadora que via o sol
antes-dele-nascer.
Mas não queria voltar a ser ela
pura e simplesmente.
A que sou hoje não é só mais forte,
sabe também enxergar beleza onde
a outra não via frequente.
A de hoje sabe que ser boa
é também saber quando ser vilã
em um conto jogado.
Só não queria ter que ser ela
sem poder ser também da de ontem
um bocado.
Tenho sentido falta da moça
que degustava a apreciação.
Com tempo ou sem, ela era pura
agonia, verdade, demora, visão.
Agora, a de hoje escolhe, não pode
ampliar um pouco de tudo a todo momento.
Queria que para ser ela não precisasse
matar um pedaço do tempo.
Queria que dessem as mãos;
a que tanto chorava e as rugas que secam a água salgada.
Queria que fizessem plantão;
a que por quase nada se descabela e a que para tudo rios-remava.
Quiçá, no abraço delas more o equilíbrio,
que ainda não sei se encontrei.
Tenho saudade de quem não perdi
e nem tampouco precisei.
Clamo todas elas! Clamo.
Porque preciso sim.
Ora uma, ora outra.
Espero que um dia, nenhuma viva sem mim.
Tenho sentido saudade, tanto,
mas nem sei como fazer esse convívio
entre uma senhora sem espanto
e outra que só via declívio.
Elas vivem brigando, veja,
quando tento apresentá-las.
Talvez, olhe bem, a cereja,
seja uma casa de campo a olhá-las…
No dia em que aquela gente não obrigar nenhuma
a surgir.
Tento sentido saudade.
Quem sabe passe quando ninguém precisar
fingir.

(Vanessa Brunt)

Persigo as estrelas em vão
Busco poesia no silêncio da meditação
Só tenho você entre minhas mãos
Me coloco como coadjuvante,
Mas na verdade, sou fiel — protagonista da emoção

⁠Setembro o mês dos Gaúchos e Gaúchas onde tenho a imensa gratidão.

Tenho raiva dessa palavra: amor. Tenho ódio dessa palavra: paixão. Mesmo assim, sinto saudades do meu primeiro amor.

Às vezes faço o que tenho que fazer e às vezes faço o que quero fazer, assim vou tentando manter o equilíbrio.

Eu tenho em mim todos os sonhos de outono, de primavera, verão ou qualquer estação.
Eu tenho em mim a vontade de ser faísca de esperança para alcançar os que estão famintos da vontade de ser resplendor.

"Aprendo com as falhas, as cicatrizes me deixam mais forte. Tenho orgulho de quem sou, tentando não ser orgulhoso."

EU TIVE/TENHO TEMPO


Eu tive tempo de plantar flores,
mas deixei o jardim em silêncio.
Tive tempo de escrever versos,
mas calei o papel em branco.
Tive tempo de abraçar mais forte,
e, às vezes, abracei o vazio.


Eu tive tempo de sonhar alto,
mas temi o vento das alturas.
Tive tempo de arriscar caminhos,
mas caminhei na margem segura.


E, no entanto, o tempo não partiu.
Ele pulsa agora, dentro de mim.
Ainda há sementes à espera da terra,
a canção ainda mora na garganta,
o abraço ainda cabe nos braços,
e os sonhos ainda sabem voar.


Pois nunca é tarde quando há desejo,
e nunca é distante quem tem coragem.


Eu tive tempo…
e, mais que isso,
eu tenho tempo.

Vivemos num mundo onde todos me parecem um pouco loucos, excepto tu e eu, e mesmo assim, tenho dúvidas a nosso respeito. Segundo um estudo da especialidade, os psiquiatras dizem que uma em cada quatro pessoas tem um problema qualquer na cabeça. Confesso que considero esta percentagem muito modesta em relação ao que vejo, e acho que, para comprovar esse estudo, devemos estar de olho em três dos nossos amigos: se todos eles nos parecerem normais, os doidos até podemos ser nós. E além dessa grande possibilidade, as nossas loucuras são muitas vezes as mais sensatas emoções e tudo o que fazemos deixamos de lembrança para os que sonham um dia ser como nós, mas menos loucos e mais felizes.

A minha competição é individual e o maior adversário que tenho sou eu.

Acho que agora tenho diabetes,
Me viciei em seu olho mel,
Da cor do amanhecer,
Apesar de terem no fundo uma escuridão
Que me perdiria sem medo
Para conseguir te encontrar


Me causa tormentos nos pensamentos,
Sem a sua resposta definitiva
Haveria uma maneira de saber,
Mesmo querendo,
E a curiosidade me sufocando,
Prefiro ficar sem ar,
Porque não aguentaria voltar a realidade,
Voltar a triste agônia, não poder aceitar
Que não te tenho e o presente viver


Deixo você abrir minhas feridas,
Ver o fundo do meu passado,
Que tranquei a sete chaves,
Mesmo que o quebre-o,
Minha angústia será saciada,
O transformarei em um kintsugi,
Para mostrar a beleza e os defeitos se exaltam,
Apesar de lágrimas derrubadas


O sorriso que me hipnotiza
Até o clarear do dia,
Onde encontro o mágico
Que por maldade, lança-o novamente
Para me prender a você,
E não deixar de ser sua prisioneiro

Sobre adversidade

As vezes faço o que quero, as vezes faço o que tenho que fazer… Vocês já estudaram sobre a formação das pérolas ? Pois bem, O processo de formação das pérolas começa quando uma partícula estranha — um parasita ou um grão de areia — entra no molusco. Como mecanismo de defesa, o molusco libera várias camadas de nácar para envolver o invasor. As pérolas são resultado do acúmulo de nácar.

Nos momentos mais apavorantes de nossas vidas demonstramos desespero, agonia, raiva, e o que era ruim acaba muitas vezes ficando pior, ao contrário de nós, a ostra se defende criando algo mágico, algo lindo.

Precisamos desse exemplo nas nossas vidas, precisamos fazer coisas bonitas na inquietação de nossos problemas, precisamos parar, respirar e pensar, a solução na maioria das vezes é algo que vai mudar nossa vida, nosso estado, nosso futuro e acreditem para um lado lindo e pacífico chamado paz.

Setembro é da cor da vida


Tenho visto os setembros passarem,
daqui do meu apê, sob a sombra de um ipê.
Uns vieram com promessas,
outros, com silêncios.


Janeiro trouxe planos.
Fevereiro trouxe pressa.
Março, um cansaço antigo —
e um medo novo, mascarado de esperança.


Foram dias longos, janelas fechadas,
um país inteiro precisando respirar.
Mas a vida, teimosa, continuou.
E, entre um tropeço e outro,
a gente foi vivendo.
Apesar de ser quase dezembro.


Este ano não tem carnaval,
mas ainda há tempo de recomeçar.
De pintar de novo as paredes do coração
com as cores que o tempo não levou.


Setembro chega sem pedir licença,
derrama o amarelo dos ipês sobre o cinza das ruas,
traz consigo o sopro da primavera,
e nos lembra —
que há beleza até no que cai,
que o chão também floresce em meio às estações.


A cigarra canta sua breve existência,
como quem entende
que viver é gritar mesmo quando se sabe o fim.
E o amarelo segue dançando,
nas árvores, nas calçadas, nos olhos que resistem.


Então...
Volte para agosto, reencontre a saudade.
Siga até janeiro, descubra seus gostos.
Passe por março, atravesse o medo.
Mas não pare.
Outubro vem rosa, novembro vem azul,
dezembro vermelho —
mas ainda não é o fim.


A vida não é calendário — é caminho.
Encha os dias de poesia,
independente da cor que ela se pinta.
Porque, como diz o poeta, “viver é um ato de coragem”,
e a vida, no fim,
ainda tem a cor que a gente pinta.


✍️ Leandro Flores
21/09/2021

Minha e Painho

Hoje vamos falar de Pilar, estrutura, alicerce, eu particularmente tenho três pessoas que devo tudo que sou e que quero ser.

Deus obviamente, Ele ditou os rumos da minha vida e eu permitir que ele o fizesse. Assim ele age, com a nossa permissão, poderíamos todos estar melhores, mas, o ser humano é teimoso e não estamos preparados para essa conversa.

Minha mãe, analfabeta, vinda da zona rural, mas, com um coração imenso, o trabalho árduo dela me deu a possibilidade de estudar, meus olhos se enchem de lágrimas porque ela “falava”: Estude meu filho não tendo “nada” pra te dar e é só o que posso fazer por você. Mal sabia ela que estava fazendo tudo, eu estudei e aqui estou.

Meu pai, homem de riso solto, de amizade farta e carinho incondicional, uma de suas frases preferidas era “exaltar” o quanto o filho dele era inteligente, falava a todos e eu acreditei.

O que quero dizer a vocês hoje é que acreditar é o primeiro passo para nossas conquistas, crer e se alicerçar a pessoas que podem criar valor ao que queremos ser.

Como diria o poeta “somos quem queremos ser” .

Deus pai, por favor. preserve meu coração pois é a única coisa de útil que tenho pra ti.
Se chegar uma situação que me fassa corrompê-lo; intervenha ao meu favor, me proteja, se não o que sobrar depois disso não serei mais eu.

Às vezes eu sou bobo com você
Às vezes tenho medo de ser bobo com você
Às vezes eu quero ser bobo por você.
E tudo isso não adianta pensar muito, pois não há uma fórmula de dar certo ou errado.
Eu estou buscando o equilíbrio nisso tudo.

Jamais irei reclamar das dificuldades que hoje tenho, pois um dia pedir a Deus para aqui estar e meus sonhos realizar.

Tenho vindo pouco aqui, porque a maxima acontece na minha mente... Enquanto durmo, enquanto tento. Enquanto é quanto tempo ?
Vejo nos nos meus pensamentos, encontro voce em todas as partes, cenarios, frases e textos. Hoje ouvi que quem amamos, nunca se vai, mas vive dentro da gente. Enxergo tal pensamento dentro da saudade, dentro da lagrima, do vazio que ecoa com um grito de socorro.
Parece tragico, mas è o que me deu sentido, é a razão pela qual ainda respiro.
Nosso amor é materia, é fisico, como negar a existencia daquilo que doi.
Aperto minhas maos na busca incessante de conter meu nervosismo e ansiedade, na qual nenhum remedio me alivia, droga ou bebida.
Ah meu bem... se a gente pudesse na vida, reorganizar todos os equivocos que cometemos, nao todos mas os nossos.
Se houvesse algum tipo mistico de recuperar todas as noites, que eu insistia em ficar acordado so pra te olhar, e admirar aquilo que foi um feito divino, sem duvidas a maior obra de Deus, tu!