Nao tenho o Direito de Magoar Ninguem

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Pai parabéns hoje e seu dia,
um dia muito especial,
te dejeso tudo de bom,
não tenho palavras,
mais em poucas,
vou te dizer,
feliz dia dos pais,
te amo muito pai.
beijo.

Tenho esse poder
De vê e escrever
De ti vê e dizer
Ando muitos passos
Mas não sigo você
Te descrever
É o melhor de mim
Antes de morrer ...

Se tenho tua boca
não preciso de outro sabor,
se tenho teus olhos
não preciso de outra cor,
se tenho você, não quero mais nada
pois tenho seu amor ...

Barrow-on-Furness

I
Sou vil, sou reles, como toda a gente
Não tenho ideais, mas não os tem ninguém.
Quem diz que os tem é como eu, mas mente.
Quem diz que busca é porque não os tem.
É com a imaginação que eu amo o bem.
Meu baixo ser porém não mo consente.
Passo, fantasma do meu ser presente,
Ébrio, por intervalos, de um Além.

Como todos não creio no que creio.
Talvez possa morrer por esse ideal.
Mas, enquanto não morro, falo c leio.

Justificar-me? Sou quem todos são...
Modificar-me? Para meu igual?...
— Acaba lá com isso, ó coração!

II
Deuses, forças, almas de ciência ou fé,
Eh! Tanta explicação que nada explica!
Estou sentado no cais, numa barrica,
E não compreendo mais do que de pé.
Por que o havia de compreender?
Pois sim, mas também por que o não havia?
Águia do rio, correndo suja e fria,
Eu passo como tu, sem mais valer...

Ó universo, novelo emaranhado,
Que paciência de dedos de quem pensa
Em outras cousa te põe separado?

Deixa de ser novelo o que nos fica...
A que brincar? Ao amor?, à indif'rença?
Por mim, só me levanto da barrica.

III
Corre, raio de rio, e leva ao mar
A minha indiferença subjetiva!
Qual "leva ao mar"! Tua presença esquiva
Que tem comigo e com o meu pensar?
Lesma de sorte! Vivo a cavalgar
A sombra de um jumento. A vida viva
Vive a dar nomes ao que não se ativa,
Morre a pôr etiquetas ao grande ar...

Escancarado Furness, mais três dias
Te, aturarei, pobre engenheiro preso
A sucessibilíssimas vistorias...

Depois, ir-me-ei embora, eu e o desprezo
(E tu irás do mesmo modo que ias),
Qualquer, na gare, de cigarro aceso...

IV
Conclusão a sucata! ... Fiz o cálculo,
Saiu-me certo, fui elogiado...
Meu coração é um enorme estrado
Onde se expõe um pequeno animálculo
A microscópio de desilusões
Findei, prolixo nas minúcias fúteis...
Minhas conclusões Dráticas, inúteis...
Minhas conclusões teóricas, confusões...

Que teorias há para quem sente
o cérebro quebrar-se, como um dente
Dum pente de mendigo que emigrou?

Fecho o caderno dos apontamentos
E faço riscos moles e cinzentos
Nas costas do envelope do que sou ...

V
Há quanto tempo, Portugal, há quanto
Vivemos separados! Ah, mas a alma,
Esta alma incerta, nunca forte ou calma,
Não se distrai de ti, nem bem nem tanto.
Sonho, histérico oculto, um vão recanto...
O rio Furness, que é o que aqui banha,
Só ironicamente me acompanha,
Que estou parado e ele correndo tanto ...

Tanto? Sim, tanto relativamente...
Arre, acabemos com as distinções,
As subtilezas, o interstício, o entre,
A metafísica das sensações —

Acabemos com isto e tudo mais ...
Ah, que ânsia humana de ser rio ou cais!

Eu não tenho a menor pretensão de saber exatamente tudo, mas tudo que sei, ainda é muito pouco e insuficiente ao meu próprio saber.

Não faço nenhum juízo de valor de quem se mostra o que não é nas redes sociais. Tenho um olhar psicológico deste aspecto como dados valiosos para estudar o comportamento humano.

O dia dos Namorados
para mim é todo dia.
Não tenho dias marcados
para te amar noite e dia.

O dia 12 de junho,
como qualquer outro, diz
(e disso dou testemunho)
que contigo sou feliz.

Em autorretratos não tenho semelhanças.
E não é mera coincidência.
Ávida...
Sou única.

Um dia eu sonhei, no outro se realizou, e agora talvez possa acabar.
Não tenho medo de prosseguir, pois como tudo que é bom tem um fim, tudo que é ruim não é para sempre. O que importa é buscar sempre a felicidade

Me comparar com outra pessoa, para mim é a mesma coisa que dizer que eu não tenho, rosto nome nem personalidade

⁠O que for para
ser meu esta,
escrito nas estrelas!
Não tenho pressa, tudo na mão de Deus.

⁠Tenho vários livros dentro de mim,
mas não consigo escrever, uma linha!

⁠Pode ser que você não tenha essa vontade, mas eu, eu tenho vontade de ligar todo dia, mandar bom dia, boa tarde e boa noite durma com Deus, bons sonhos e até amanhã. Mas nem sempre eu mando, nem sempre faço minhas vontades ou nem sempre tudo precisa ser, como eu gostaria que fosse e se fosse, seria egoísmo da minha parte.

⁠vontade e motivos eu tenho.
Mas, não posso sair por aí
fechando portas.

⁠Meu caro Marte,

Eu não sei como começar essa carta, pois eu tenho tantas coisas para te dizer, mas não sei se você vai querer me ouvir. Sei que eu não fui honesto com você.

Eu me arrependo de tudo o que eu fiz, de tudo o que eu disse, de tudo o que eu não fiz. Eu me arrependo de ter te abandonado, de ter te esquecido, de ter te perdido.

Mas eu também me sinto confuso. Eu me sinto dividido entre dois mundos, entre dois sentimentos. Eu não sei se eu amo você, ou se eu odeio você.

Talvez você esteja com raiva de mim, com nojo de mim, odiando por mim. Eu sei que você deve estar pensando em me esquecer, em me perdoar, em me matar.

Eu não sei o que você vai fazer. Eu não sei o que você vai decidir, o que você vai escolher, o que você vai sentir. Eu só sei que eu preciso de você, que eu sinto falta de você.

Por favor, me dê uma chance, me dê uma resposta, me dê uma esperança. Por favor, me diga o que você quer, o que você precisa, o que você sente. Por favor, me ame, me odeie, me mate.

Com amor e confusão,

Saturno

⁠Eu tenho muito medo de ficar velho. Não idoso. Idoso eu sou.

Carlos Alberto de Nóbrega

Nota: Fala dita durante o podcast PodC, com Celso Portioli, em junho de 2023.




Tem horas que eu não
tenho paciência nem comigo
mesmo, equando isso me
acontece, eu mal me suporto.

Apesar de eu gostar de estar sozinha, tenho muito amor em mim, e seria egoísmo não distribuí-lo.

Eu...
Imperfeito? Incógnito? Divino?
Não sei...
Eu...
Tive um passado? Sem dúvida...
Tenho um presente? Sem dúvida...
Terei um futuro? Sem dúvida...
A vida que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu...

Não posso destruir os mares dos meus medos, mas tenho acreditado que posso atravessa-los.