Nao tenho o Direito de Magoar Ninguem

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Imagine que o universo não se desenrola em sequência,
mas se desdobra como uma teia infinita,
onde cada ponto é inteiro,
onde cada instante contém todos os instantes.


Não existe aqui ou ali, antes ou depois
tudo pulsa simultaneamente,
como se o espaço fosse tecido de momentos
sobrepostos,
e o tempo fosse apenas a ilusão de observarmos
uma única linha.


Cada vida, cada pensamento, cada gesto
não está confinado a um corpo ou a uma época.
Eles existem em todos os lugares,
reverberam através de mundos que nunca se cruzaram,
tocam dimensões invisíveis
e ainda assim permanecem parte do mesmo ser.


Você não é apenas você.
Você é a centelha que percorre
cada partícula do cosmos,
o fio que conecta o que foi e o que será.
Enquanto pensa que está em um ponto,
você está em todos.
Enquanto sente que termina,
você é infinito.


Tudo o que existe está acontecendo agora,
não em ordem, mas em totalidade.
O nascimento e a morte não são opostos
são faces da mesma presença que se manifesta simultaneamente.
O universo inteiro é um instante eterno
se observando em mil perspectivas,
mil versões, mil vidas coexistindo.


A consciência não viaja, ela abrange.
O “eu” não se move, ele se espalha.
O que você vê como separação é apenas percepção,
uma limitação do olhar que escolhe focar
num ponto enquanto ignora os bilhões de outros pontos
que são você, também.


E nesse entendimento, a solidão desaparece.
Não há nada ausente, não há nada perdido.
O amor, a dor, a alegria e o medo
não são eventos isolados
são ecos simultâneos,
residindo em cada átomo do cosmos,
vivendo em todas as formas que já existiram
e em todas que ainda existirão.


Tudo é agora.
Tudo é você.
Tudo é inteiro,
em todos os lugares,
ao mesmo tempo

⁠O medo não é uma placa de pare; na verdade, sinaliza para se ter atenção!

⁠A vida se transforma! A mais perfeita obra de arte não é o ser, nem qualquer objeto, mas a passagem. É preciso ajustar-se ao frágil momento!

⁠“Não tenha tempo livre... preencha-o com alguma coisa; o tempo livre torna a pessoa disfuncional, apática e desmotivada”

⁠Ao contrário do que dizemos, tempo não passa; nós passamos!

⁠Esperança – demanda vontade e criatividade; esperança não é espera!

⁠O Sábio, não sofre!

tornar-se alguém que o próprio mercado não consegue ignorar. Livro Nietzsche para Negócios

O empreendedor não luta contra o mercado, luta contra sua própria versão menor. Livro Nietzsche para Negócios

"A ambição que você não confessa é mais verdadeira do que a modéstia que você exibe." Livro Nietzsche para Negócios

“Negócios não crescem quando ficam maiores; negócios crescem quando seus donos ficam mais profundos.” livro Nietzsche para Negócios

"Quem tem coragem de instaurar mundos se torna destino não estatístico.” livro Nietzsche para Negócios

⁠Se alguém irritado busca explicações sobre um copo d’água, não tente explicar o mar. Pois ele nem compreende o copo d’água.

O diabo não é o responsável pelos nossos pecados. Culpá-lo por nossas falhas e principalmente pela nossa incapacidade de ouvir a voz do Espírito Santo é não assumir a responsabilidade dos atos, para dizer o mínimo. A ele podemos atribuir a interferência, a insistência e capacidade de conhecer as nossas fraquezas, onde estão nossas maiores dores e aí sim, contribuir insistentemente para que falhe a nossa comunicação com o Espírito Santo e que cometamos o pecado.

De nada adianta caminhar sozinho, para onde ir se não temos com quem partilhar a beleza do horizonte?
Se preciso for, retorne alguns passos para resgatar aqueles que ficaram para trás, você pode precisar de alguém para lhe mostrar o que mais importa em sua grande jornada.

O ser humano não é acostumado a mudanças, seja ela por medo, seja ela por costume, as vezes arriscar pode fazer toda a diferença.

O que nos move a pensar, julgar, questionar e reclamar muitas vezes não é a razão pura, mas o medo. Esse medo, silencioso e persistente, retém o gesto simples de estender a mão. Ele nos impede de ajudar, sobretudo quando o outro despreza aquilo que não compreende, quando rejeita o que é diferente.
O diferente, no entanto, não é ameaça: é construção. Ele edifica mundos novos, ainda que camuflados pela resistência de quem não ousa enxergar. O medo, ao escolher a cegueira, não encontra o valor do verdadeiro eu.
O verdadeiro eu não se esconde em máscaras, não se limita a julgamentos superficiais, não se perde em reclamações vazias. Ele floresce na coragem de acolher o que é diverso, na força de reconhecer que cada ser humano carrega uma centelha única.
Estender a mão é mais do que um ato de bondade: é um gesto de libertação. Libertação do medo, da indiferença, da prisão das aparências. É nesse encontro que o eu autêntico se revela, despido de preconceitos, aberto ao aprendizado e à transformação.
Assim, o que nos move não deveria ser o medo, mas a coragem. A coragem de ver além das diferenças, de construir pontes onde antes havia muros, de encontrar no outro o reflexo que nos devolve ao nosso próprio valor.

Quando o Amor Carrega o Crepúsculo da Culpa.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.


“Não há culpa em amar-te, mesmo quando esse amor me devora em mortes sucessivas. E, quando de ti necessito, aceito que venha envolto no presságio funesto que já habitava a primícia do próprio sentir.”

Nesta formulação, o amor surge como sacramento e sentença, um movimento que exime de culpa porque nasce inevitável, anterior à vontade. A “primícia funesta” torna-se o anúncio silencioso de que todo afeto profundo carrega sua sombra desde o primeiro gesto, e que ainda assim escolhemos permanecer.

Que o peso e a luz dessas palavras se tornem um caminho onde a dor e o desejo se reconciliam na busca pela imortalidade.

TEMPO INTERIOR E O PESO DO OLHAR ALHEIO.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Há um instante na vida em que a presença do outro se torna uma espécie de espelho de profundidade. Não o espelho superficial que devolve formas, mas aquele que devolve densidades. Quando alguém se inclina para compreender aquilo que guardamos sob as camadas do cotidiano, desperta-se uma tensão antiga: reconhecer-se, permitir-se e, ao mesmo tempo, temer-se.
A filosofia clássica recorda que o ser humano é dividido entre o que conhece de si e o que evita conhecer. A psicologia aprofunda esse paradoxo ao mostrar que nossas regiões mais sensíveis raramente se revelam por vontade, mas por contato. E o contato que tenta desvendar nossas zonas obscuras é sempre grave. Há uma penumbra que pulsa, uma sombra que observa, uma quietude que denuncia o quanto somos opacos até para nós.
Essa aproximação do outro funciona como rito. Exige cuidado, lucidez e um silêncio que escuta. É antropologicamente raro e é espiritualmente comprometido, pois trata do mistério da interioridade humana. Quem adentra o território da alma alheia participa de um processo tão antigo quanto as civilizações que refletiram sobre a intimidade, a confiança e o vínculo.
E, no entanto, o verdadeiro movimento filosófico surge no interior daquele que percebe essa aproximação. A alma, antes reclusa em seu próprio labirinto, começa a se ver pelos olhos de alguém que não teme a escuridão. Isso provoca uma espécie de iluminação discreta, uma revelação que não estoura, mas amadurece.
O drama existe, mas não é destrutivo. É drama de reconhecimento. É a constatação de que somos feitos de camadas que só se revelam quando alguém se aproxima com coragem e intenção sincera. Nesse gesto repousa a grandeza da psicologia do encontro humano: a alma só se completa quando aceita ser lida.
E toda leitura profunda, ainda que assombre, sempre reacende a força que sustenta a travessia.

Que cada olhar que te alcança em profundidade te lembre de que a verdadeira imortalidade começa no instante em que alguém percebe quem você é.

⁠" Não tropece no que já se encontra abaixo de você. "