Nao tenho o Direito de Magoar Ninguem
Olha pra mim.
Olha para o que me tornei ao longo desses três anos. Não para alguma versão antiga de mim, nem para expectativas guardadas em alguma gaveta do passado. Olha pra mim, agora. Nos meus olhos. No que existe diante de você.
Percorre com calma a textura do que venho me tornando. Passa os olhos pelo meu corpo, pelo meu semblante… e não se assusta.
Quero que me decifre. E eu não tenho dificultado a tua leitura. Estou aqui, me revelando inteira, com falhas, cicatrizes, vulnerabilidades e verdades que nunca souberam mais se esconder.
Olha pra mim.
Entra pelos meus olhos e percebe o que a tua ausência causou em mim. Tenho queimado por ti em silêncio há tanto tempo… Me toca, não só com os olhos.
Olha pra mim e vê se consegue enxergar o tamanho do que te guardei, de tudo o que ficou aqui, apertado no peito, esperando um lugar para existir.
Estende as tuas mãos e me puxa pra junto de você. Me sacode. Baila comigo. Me faz sentir que ainda existe espaço para nós em algum canto do teu caos.
Olha pra mim e vê se consegue se enxergar, nem que seja um pouco, ao meu lado… nos teus sonhos, nas tuas vontades, nos teus dias distraídos.
Vê se eu caibo aí, nessa tua bagunça bonita. Me encaixa. Me ajeita. Ou simplesmente me permita encontrar abrigo em ti.
Mas, antes de tudo… olha pra mim.
No compasso calmo do teu abraço eu sossego, Descubro a paz que o mundo não sabe dar. Em cada curva do teu caminho me entrego, Feito rima bonita que nasceu para te amar.
Não posso mais invocar seu fantasma nas noites mais escuras. Não posso mais viver de ilusões. Eu quero ser salva, de onde me prendi há muitas vidas. Eu não sei a resposta, só sei que sem você não há como sair de lá. Sem você, eu não quero sair de lá.
- Marcela Lobato
Eu disse que estou caindo.
e não é uma queda rápida
é lenta, contínua…
dessas que parecem não ter fundo.
eu estou em uma fase
que não suporta mais nada.
cada dor chega como se fosse única,
infinita, profunda, árdua…
como se eu não fosse atravessar.
e mesmo fazendo parte de um todo,
cada uma delas, sozinha,
já é um abismo.
neste momento
eu estou exausta.
cansada. triste. melancólica.
eu calo… e calo…
e ainda assim choro.
grito por dentro.
e não consigo desligar.
a vida me chama pra continuar,
me pede presença, responsabilidade, cuidado…
mas por dentro
tudo em mim só queria parar.
eu preciso ser forte para os outros,
mesmo quando ninguém é por mim.
então eu guardo a minha dor no bolso
e sigo… como dá.
tem tanta coisa que eu queria dizer,
retrucar, gritar, responder…
mas eu me calo.
e perdoo, em silêncio,
a insensatez de quem não sabe o que diz.
porque não sabem o que eu sinto.
não sabem como eu sinto.
e talvez seja melhor que não saibam.
porque desejar que saibam
seria desejar que sentissem o mesmo.
e eu não desejo isso a ninguém.
então não…
eu não espero que me entendam.
mas eu estou cansada.
cansada de uma dor
que não parece ter fim.
e quando tudo em mim acredita
que isso nunca vai passar…
o pensamento que vem
não é sobre viver
é sobre querer que isso acabe.
Falar da cor dos temporais
como quem nomeia o que não se deixa tocar.
Inventar tons para o que passa rápido demais,
para o que rasga o céu e não pede pra ficar.
Falar de coisas que ninguém viu,
nem os olhos mais atentos, nem a memória mais antiga.
Coisas que só existem no sentir,
no intervalo entre o que dói e o que ainda abriga.
Falar das flores de abril,
mesmo quando o chão insiste em silêncio.
Porque há sempre um brotar escondido,
um gesto de vida acima de qualquer sofrimento.
E então, dizer de tudo aquilo
que escapa do certo e do errado,
do que não cabe em medida, nem em julgamento
apenas existe… vasto, indomável, sentido.
Eu estou triste.
tão triste que já nem sei mais onde começa ou termina.
é um cansaço que não passa com descanso,
é um peso que não se explica
só se sente.
eu estou tão triste
que até existir parece esforço demais.
e o mais difícil de admitir
é que não é sobre querer ir embora…
é sobre não aguentar mais ficar assim.
eu estou cansada de estar triste.
cansada de tentar e não sair do lugar,
cansada de sustentar algo dentro de mim
que já não se sustenta sozinho.
tem dias que a vontade não é viver,
é só desaparecer um pouco…
silenciar tudo isso que não cala.
Às vezes, a gente aprende no silêncio do que não aconteceu.
No intervalo entre o querer e o desistir, mora um tipo de verdade que ninguém ensina,
só se sente.
Tem coisas que não florescem, não por falta de cuidado,
mas porque não eram raízes para o nosso chão.
E tudo bem.
Nem tudo que chega é para ficar,
e nem tudo que vai leva embora o que fomos.
Há partidas que devolvem a gente para si.
No fim, a vida não é sobre segurar tudo,
mas sobre reconhecer o que merece ser permanência dentro da gente.
Durante uma democracia podemos clamar por uma ditadura mas numa ditadura não podemos nem sonhar com uma democracia.
Não sou intensa, sou visceral. Isto significa que não vim para este mundo com a intenção de vibrar no “normal”, tão pouco no “trivial”. Não tenho interesse em controlar meus impulsos, dosar minhas palavras e regular minhas emoções.
Não pretendo me encaixar nos padrões, e muito menos lidar com
o ego, medos ou bloqueios de pessoas ou situações. Sou, o que sou, e não persisto naquilo que não me oferece riscos. O risco de perder o controle, de entregar o coração, de deixar o sentimento prevalecer sobre
a razão.
E se o fogo não arde é porque não existe vontade, e se não há vontade, não há ação, e uma vida estagnadae sem paixão não merece estar no centro da minha atenção.
Numa Noite Agradável,
Iluminados pela Luz do Luar
Na suavidade de uma Valsa,
Se for um sonho,
não quero acordar.
Podemos encurtar distâncias,
nossas vidas podem se cruzar,
nossos medos e inseguranças
não devem nos impedir de amar,
mas precisa haver reciprocidade
de vontades
de querer fazer funcionar,
de se aproveitar cada oportunidade
entendendo que vale a pena tentar,
e assim, talvez, quem sabe?
compense pra nós, tanto esperar.
De alma felina
não desiste fácil,
é muito atrevida,
sabe bem o que quer,
causa uma estima
por ser uma linda, esperta
e atraente mulher.
Não temos controle sobre o tempo,
ele é como um cavalo indomável
de bruscos movimentos,
às vezes, ele se deixa ser usado,
mas segue seu próprio rumo,
difícil de acompanhá-lo,
no máximo, podemos seguir seus rastros
até um determinado momento,
depois não teremos mais fôlego,
ele é incansável e eterno.
Ela é linda,
tem um brilho sincero
no olhar,
um sorriso com sabor de infância,
de quem não deixou
de se deslumbrar
com a simplicidade da vida,
onde o amor é uma constância,
apesar de já ter sido ferida, não perdeu a esperança,
portanto, conquistá-la
é uma grande conquista
e amá-la é cultivar
agradáveis lembranças.
Sinta a urgência de viver, não desperdice o tempo, mas não tenha pressa para aproveitar, preste atenção nos detalhes de cada momento, mantenha o foco no que realmente interessa para que não venha a se perder sem ter como voltar, pois a vida é uma benção, saber viver é salutar, uma demonstração de clareza de quem, graças a Deus, aprendeu a se amar.
Minha mente raramente se cansa,
não consigo manter o foco,
pelo menos, não por muito tempo,
assim, não é à toa que muitas vezes satisfaço a insônia,
costumo pensar em várias coisas
simultaneamente,
principalmente, quando estou em silêncio,
alguns pensamentosaté que se
conectam,
enquanto que outros não partilham nenhum nexo.
Nem dormindo alcanço uma trégua,
tendo em vista que meus sonhos
são confusos, realistas e fantasiosos.
Posso ser considerado um trapaceiro por contrariar a adversidade
ou o nervosismo com risos
até mesmo por causade piadas
sem graça por exemplo.
Deste jeito, adentro constantemente
o meu próprio mundo,
caótico, sincero e profundo,
o qual muitos não têm a chave de acesso, nem suportariam a gravidade de lá.
Ainda que este cenário particular pareça com uma prisão,
graças ao Senhor,
está mais para um refúgio,
também possui suas zonas de conforto
ou portais para outra dimensão,
onde as artes habitam,
músicas, versos, leituras, inspiração
entre outros tipos e outras comodidades, só fica quem eu permito, a propósito,
sejas bem vinda a este
ambiente simples, intenso e salutar
até certo ponto que está longe de ser perfeito,
sou suspeito pra falar
e devo alertar que, talvez,
eu esteja enganado,
mas é provável que eu tenha TDAH,
portanto, parabéns pela coragem
e pela paciência para lidar comigo,
também pretendo desbravar o teu mundo para termos assim um mútuo regozijo.
Soberana Rainha:
Ela é o prumo da casa, a sabedoria que não falha,
Uma alma de ferro que venceu cada batalha.
Saiu do interior para mostrar sua grandeza,
Com a força de quem não se curva à incerteza.
Sua inteligência é um farol que ilumina e guia,
Transformando o trabalho duro em pura maestria.
Seu olhar é um livro aberto, cheio de lição e verdade,
Uma mulher que comanda a própria realidade.
Não se perde em lamentos, ela prefere o movimento,
Cuidando dos seus com o vigor do próprio alento.
Se o coração dela é um reino, o filho é o seu tesouro,
E sua lealdade vale muito mais do que o ouro.
Eu sou a guarda dela, o batimento que não cansa,
Aquela que retribui cada gota de esperança.
Enquanto as irmãs criam asas, eu escolhi ser o cais,
Protegendo a rainha que me ensinou a ser mais.
O amarelo não combina com quem já brilha por si só,
Ela é laço apertado que nunca se torna nó.
Minha mãe é o exemplo da vida que se faz vitória,
Uma guerreira admirável que honra a própria história.
Sua sabedoria é lei, seu amor é o meu chão,
A mulher mais incrível que já pulsou no meu coração.
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