Não Tenha Medo de Mim

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Talvez a minha maior forma de resistência tenha sido continuar enxergando beleza, mesmo depois de ter conhecido de perto tudo aquilo que poderia me fazer perder o olhar.

napoli.


Eu ainda não conheço Napoli.


E talvez seja justamente por isso que Napoli tenha conseguido existir tanto dentro de mim.


Antes de conhecer uma cidade, a gente inventa uma versão dela. Junta fotos, histórias, músicas, filmes, partidas de futebol, prédios antigos, ruas que nunca atravessou e um mar que só conhece pela tela. Vai montando, aos poucos, um lugar que talvez nem exista exatamente daquele jeito.


Mas existe Napoli.


Pelo menos a Napoli que eu imagino.


Napoli, para mim, começa antes do avião pousar.


Começa naquele instante em que eu imagino sair de algum lugar e simplesmente caminhar sem saber direito para onde estou indo. Napoli sendo o nome das placas, o idioma nas conversas, as roupas penduradas entre os prédios, o barulho das pessoas atravessando uma rua estreita enquanto alguma janela permanece aberta.


Eu imagino Napoli assim.


Imperfeita.


Viva.


Um pouco suja, um pouco caótica, um pouco triste.


Bonita justamente porque não parece estar preocupada em ser.


Napoli não é uma foto que eu quero visitar.


É uma sensação que eu quero descobrir se existe.


Eu penso em Napoli e penso no Vesúvio.


Não pelo vulcão em si, mas pela ideia de uma cidade inteira vivendo diante de alguma coisa que poderia destruí-la e, ainda assim, acordando todos os dias para continuar.


Isso me fascina.


Talvez porque eu goste de lugares que carregam uma ameaça sem precisar falar sobre ela.


Napoli parece ter alguma coisa disso.


Uma cidade que sabe que o chão pode tremer, que o passado pode voltar em forma de cinzas, que o mar pode guardar histórias demais, mas que ainda assim existe café pela manhã, futebol à tarde e gente voltando para casa à noite.


É assim que eu imagino Napoli.


Não como um paraíso.


Como um lugar humano.


Eu imagino o futebol em Napoli quase como uma religião antiga. Imagino o nome de Maradona ainda atravessando paredes, camisas, conversas, crianças que talvez nem tenham nascido quando ele jogava, mas cresceram ouvindo que houve um homem que fez uma cidade acreditar em alguma coisa.


E talvez seja isso que eu procuro quando penso em Napoli.


Não uma cidade perfeita.


Uma cidade que acredita.


Napoli acredita no futebol.


Napoli acredita no mar.


Napoli acredita na própria história.


Napoli acredita até nas próprias contradições.


E talvez eu queira acreditar também.


Às vezes penso em como seria estar em Napoli sem ter nada para fazer.


Sem roteiro.


Sem obrigação.


Sem aquela pressa de transformar cada lugar em foto.


Só estar.


Sentar em algum lugar e observar uma cidade que eu passei tanto tempo imaginando finalmente existir na minha frente.


Talvez eu olhasse para o Vesúvio.


Talvez para o mar.


Talvez para uma rua qualquer.


E provavelmente pensaria:


"Então era isso que eu estava tentando imaginar."


Mas existe uma coisa ainda mais bonita em não conhecer Napoli.


Eu ainda posso sonhar.


Ainda posso colocar em Napoli tudo aquilo que procuro no mundo.


A possibilidade de recomeçar.


A sensação de estar longe o suficiente para ouvir meus próprios pensamentos.


A liberdade de ser desconhecido.


A melancolia de perceber que uma vida pode caber em outro lugar.


Eu não sei se Napoli é assim.


Talvez não seja.


Talvez eu chegue lá e descubra que algumas das coisas que inventei nunca existiram.


Talvez o café seja apenas café.


Talvez as ruas sejam mais barulhentas do que bonitas.


Talvez o Vesúvio não pareça tão imenso.


Talvez Napoli não tenha nada da Napoli que eu criei.


E tudo bem.


Porque existe uma beleza estranha em desejar um lugar antes de conhecê-lo.


Você começa a construir uma casa dentro de uma cidade onde ainda não colocou os pés.


Napoli é essa casa, por enquanto.


Uma casa imaginada.


Um nome repetido.


Napoli.


Napoli.


Napoli.


Como se repetir fosse uma maneira de aproximar.


E talvez um dia eu chegue…


Talvez eu desça do avião, respire aquele ar pela primeira vez e perceba que a cidade real é completamente diferente da cidade que construí na cabeça.


Mas talvez, no meio de alguma rua qualquer, com o Vesúvio aparecendo ao longe e o mar existindo onde eu só conhecia por fotos imaginárias, eu entenda uma coisa


Alguns lugares a gente visita pela primeira vez duas vezes.


A primeira é quando chega.


A segunda é quando percebe que passou anos sonhando com aquele momento.


E quando esse dia chegar, eu não vou querer que Napoli seja exatamente como imaginei.


Vou querer apenas olhar para ela e pensar:


Napoli.


Então era você.


A cidade que eu conheci antes de chegar.

“Tenha sonhos.
Os sonhos nos mantêm vivos.
Mantêm nossa alma jovem.
Os sonhos são uma fonte eterna, que jorra esperança para o futuro.”

não me importa quanto tempo vai levar.


Talvez o problema nunca tenha sido falta de amor.


Talvez tenha sido excesso de certeza.


Aquela certeza perigosa de quem acredita que algumas pessoas não precisam ser escolhidas todos os dias porque, de algum jeito, elas já escolheram ficar.


E foi assim que ele aprendeu uma das coisas mais caras sobre amar alguém, não basta sentir. É preciso perceber.


Perceber quando uma conversa está sendo adiada demais.
Quando um abraço deveria durar mais alguns segundos.
Quando alguém está tentando dizer alguma coisa sem encontrar coragem para usar as palavras.


Porque o amor raramente acaba como nos filmes.


Posso me basear no Diário de Uma Paixão, mas


Não existe sempre uma última frase, uma porta batendo ou uma despedida perfeita.


Às vezes ele vai ficando menor em detalhes tão insignificantes que ninguém percebe.


Uma mensagem que não foi respondida direito.


Um encontro que poderia ter acontecido.


Um "depois a gente conversa".


Um orgulho que parecia tão pequeno naquele momento.


E, quando você percebe, já está tentando lembrar em qual dessas pequenas coisas começou a perder alguém.


Ele demorou para entender isso.


Achava que amar era uma coisa grandiosa. Que precisava de declarações, planos impossíveis, promessas que coubessem em anos.


Mas descobriu que talvez o amor more justamente no contrário.


Em prestar atenção.


Em lembrar de uma coisa que a pessoa disse semanas atrás.


Em perguntar como foi o dia e realmente querer saber.


Em escolher ficar mais cinco minutos quando seria mais fácil ir embora.


Em olhar para alguém e pensar:


eu não quero descobrir o valor disso depois.


Talvez maturidade seja isso.


Não saber amar perfeitamente, porque ninguém sabe.


Mas aprender a reconhecer aquilo que não deveria ser tratado como garantido.


Porque existe uma diferença enorme entre ter alguém e continuar tendo alguém.


A primeira coisa pode acontecer por acaso.


A segunda exige presença.


E talvez seja por isso que algumas pessoas só entendam o tamanho de um amor quando já não podem mais alcançá-lo com a mesma facilidade.


Não porque eram ruins.


Não porque não sentiam.


Mas porque confundiram sentimento com permanência.


E permanência nunca foi promessa.


Naquela noite, ele não queria voltar no tempo.


Queria apenas ter tido os olhos que tinha agora quando ainda havia tempo.


E talvez essa seja a parte mais bonita de tudo:


nem todo arrependimento precisa terminar em tristeza.


Alguns servem como mapa.


Mostram onde erramos para que, quando a vida colocar outra pessoa diante de nós, não precisemos aprender a mesma lição duas vezes.


Porque talvez o amor não esteja procurando alguém que nunca erre.


Talvez esteja procurando alguém que, quando finalmente encontrar algo verdadeiro, tenha coragem de não deixar para amanhã aquilo que merece ser vivido hoje.


E talvez, no fim das contas, seja disso que aquela velha frase realmente fale.


Não sobre esperar alguém voltar.


Mas sobre perceber que, enquanto houver tempo, ainda existe uma escolha.


E algumas escolhas são simples:


olhar.


ficar.


dizer.


tentar.


amar.


Antes que o amor precise partir para finalmente ser compreendido.


Porque as vezes ainda não é tarde demais.


Só é preciso parar de agir como se fosse cedo demais.

Nunca desista dos seus sonhos, ainda que na busca por eles tenha um fracasso momentâneo, não se prostre, prossiga sem desistir, eis a grande diferença entre os que realizaram grandes feitos, a PERSISTÊNCIA.

Ei, menina...
Sim, menina! É que embora você tenha crescido, você ainda continua sendo uma pequena menina. Uma menina que requer cuidados, que necessita de atenção e carinhos diários. Que ama e ainda sonha muito com um amor perfeito, com amizades sinceras, com lealdade eterna...
Mas, me diga, porque tem sido tão exigente consigo? Porque tem se cobrado tanto? Porque tem nutrido tanta expectativa em relação a tudo ao seu redor? Porque tem se achado no direito de exigir perfeição de tudo e de todos?
Acalme-se! Respire fundo e entenda:
Você pode errar. Você pode chorar. Você pode querer ou não querer algumas coisas e está tudo bem se isso acontecer...
Está tudo bem demonstrar sentimentos com mais calma, sem tanta cobrança. Está tudo bem demonstrar amor, ciúme, cuidado, sem despertar esse furacão que existe dentro de você.
Está tudo bem se algum dia você se sentir sufocada e precisar pedir ajuda. Isso é sinal de maturidade. Não precisa ser forte o tempo todo!
Tá tudo bem, se as vezes você quiser ser só filha, só amiga, só esposa ou preferir apenas ficar no seu cantinho.
Sabe, não dá pra exigir da vida, das circunstâncias, das pessoas, mais do que elas podem dar. Não desconfie tanto (nem de sua capacidade, nem dos outros). Se agarre a sua essência, acredite que tudo o que você é, ja é motivo mais que suficiente para que todos a amem, respeitem e a admirem. Aliás, foi exatamente por ser assim, que muitos corações se uniram ao seu. Se isso que te aflige tanto e exige tanto de você, amanhã não te fizer mais feliz, não te proporcionar a paz que você anseia tanto, não tenha medo, saia e bata a porta de uma vez.
Ei, menina, você nunca estará só, você nunca deixará de ser e ter um grande amor. Nunca deixará de ser querida e especial. Saiba disso, creia nisso, minha menina.

⁠Você pode copiar minhas ideias
Você pode roubar minhas iniciativas
Mas você nunca tenha minha capacidade criativa

Tenha uma ideologia pra viver, mas não seja um zumbi ideológico

"Sinto muito que você tenha tido ou visto experiências ruins, mas não permita que o erro de alguns limite a sua visão sobre as oportunidades de muitos. A honestidade é o padrão que eu sigo, e não abro mão disso."

Ninguém é tão grande que não possa aprender algo com alguém, nem tão pequeno que não tenha nada a ensinar.

O passado foi como Deus quis,o futuro será como Deus quiser,seja feliz e tenha fé, não jogue um minuto da vida fora,desligue a ansiedade e ligue a felicidade agora.

Tenha cuidado ativo na mente, não deixe pensamento negativo virar palavra.

Ao visitar um apiário tenha cuidado para não se sentir mais doce que o próprio mel das abelhas

⁠Se você consegue enxergar a inocência no olhar de uma criança, tenha certeza que Deus também habita em você

Acredite em si mesmo, tenha fé em Deus e siga em frente!

Momentos de bondade e reconciliação valem a pena, mesmo que a despedida tenha que vir mais cedo ou mais tarde.

Das exigências de vida


A vida exige demais da gente... e eu não acredito que a gente tenha sido feito pra viver correndo... correndo atrás de algo que nem sabemos se vamos ou não alcançar... e se a gente alcançar... vai continuar a correr pra outra coisa mais lá na frente alcançar... e assim a gente vai vivendo... correndo!
Correndo... chegando... alcançando... recomeçando... correndo... ad infinitum...
Precisa ser assim? Diz pra mim? A gente tem de correr do começo ao fim?
Correndo não dá pra ter qualidade de vida... e eu acho que nem vai aumentar a quantidade... é bem provável... que correndo... será menos qualidade e quantidade, inclusive.
Então, vamos lá... devagar caminhar... a paisagem ao seu redor admirar... é primavera... que tal parar para o perfume das flores aspirar?
Cittaslow... uma organização não governamental lá da Itália... fundada em 1999. Qual o objetivo? Reduzir a velocidade nas cidades para aumentar a qualidade ... qua-li-da-de.... de vida de seus habitantes.
Eu procurei, na lista das cidades que fazem parte dessa organização, uma cidade aqui do Brasil... ia fazer as malas e me mandar pra lá. Encontrei nenhuma!!! O jeito é ficar no meu lugar e por conta mesmo o meu entorno lento... lento... bem lento tornar ;) vou começar a andar mais devagar!!

Vamos!?


Rosangela Calza

Espantoso é uma criminosa desta tenha milhões de “seguidores”. Irracionalidade total. Povo sem escrúpulos e temente à seu Deus.

Seja por inteira! Linda, inteligente. Tenha o cérebro empoderado.

Tenha diferentes estilos, saiba ousar, sem causar.