Não te Conheço Direito

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⁠Muito pior do que a morte da vida é a morte em vida, conheço muitos vivos mortos...

⁠Todos os reis e rainhas da história enviaram seu povo para morrer por eles. Eu só conheço um Rei que decidiu morrer por seu povo.

“Eu nunca vou ganhar dinheiro fazendo fretes, as pessoas que eu conheço não mudam.”

Procure-se


Conheço pessoas que entraram na minha vida para bagunçar ou só para passear,


Conheço outras pessoas que estão na minha vida sem direito a herança ou esperanças, mas ali estão e insistem em ficar,


No emaranhado das promessas, dos barulhos ou das dívidas de cada um, existe um labirinto com paredes de vidro cheio de pessoas que passam na minha vida e circulam com seus rostos sem sombras e sem definições de saber porque estão ali ou aqui,


Vasos recheados de areia sem mudas não sustentam a vida, eles podem sustentar apenas uma imagem paralela dessa realidade através de plantas artificias,


As pessoas confusas são um retrato do nosso atraso e perda de tempo no encontro de pessoas que poderiam ser incríveis na convivência dos nossos dias.

Sem fim




Geralmente uma história tem começo, meio e fim,


Pois bem, eu conheço uma história com começo, meio e parada no tempo de anos engavetada,


Com tudo, essa mesma história ganhou novos capítulos, recuperou seu fôlego empoeirado proveniente do distanciamento,


Essa história voltou no tempo com a sensação e a respiração do seu começo, ela tem sido vista, lida e vivida intensamente e sem vontade de encontrar o seu fim.

⁠Eu confio no próximo capítulo, porque eu conheço o autor da minha história, que com detalhes sabe digitar, escrever cada letra e o final dela!

Quanto mais me conheço,
mais vejo as rachaduras da minha alma,
as manchas que o tempo deixou,
os erros que não posso apagar.

Conheço a fome, do corpo e da alma. Uma seca os ossos, a outra esvazia o coração. Que nunca encontrem morada em mais ninguém.

A humildade vem do reconhecimento do terreno, conheço minhas limitações e as encontro com trabalho, a humildade é força com endereço.

Os outros enxergam a superfície, só eu conheço o terremoto interno. E é no tremor constante que descubro minha real resistência. Pois quem treme, vive. E quem vive, formula sentido até no abismo.

Não escrevo para parecer forte, escrevo porque conheço a fragilidade de perto. Entre lembranças, orações e silêncios, aprendi a transformar ausências em linguagem e a dar sentido às ruínas que encontrei dentro de mim.

Eu conheço a melancolia pelo modo como ela acende as coisas simples: uma xícara, uma janela, um nome antigo, e tudo passa a doer com elegância.

Não cobro explicações,
Conheço um agiota sem amnésia chamado tempo,
Que faz a cobrança com juros.

⁠Conheço as violeteiras
das duas Américas,
Diante dos meus olhos
uma desabrochou,
Você me espera
em teus braços
como quem anseia
a Primavera,
Percebo que tens
desenhado esquemas
para viver grudado
em meus beijos,
Em nós fazem
festas os desejos.

Eu conheço exatamente cada ingrediente da receita que te traria de volta prá mim. Mas não vou lançar mão de nenhum deles porque no final, embora a gente se farte e lambuze os dedos no momento da degustação, a fome continua...

Conheço bem as tuas trapaças
para não me envolver contigo,
sou mais doce do que mil goiabas,
possuo autopercepção de valor
e os limites que mantenho claros
e cultivados para lidar com fatos.


Não nasci com nenhuma vocação
para ser troféu, caça ou recompensa,
virei refém da primeira impressão,
admito porque não consigo apagar
o teu olhar de desdém de quando
nos conhecemos naquele tal lugar.


Um olhar que expressou arrogância
não tem jamais a minha confiança
de que passou para a fase de me olhar
com outros olhos da noite para o dia.


Não te quero mal e não te quero meu,
nem por capricho nem por algo parecido,
sei que não nasci para ser o seu caminho,
por isso não avento hipóteses ou permito.

Conheço todos
os seus sinais,
No mar de rosas
os teus lábios
hão de ser o cais,
Para unir-nos
como uma orquestra,
nos leve onde
o céu encontra a terra,
e o amor seja a linha mestra.

Conheço o meu Brasil Brasileiro,


na palma da mão e por inteiro,


Do Maranhão ao Rio Grande do Sul


o meu oceano é o Atlântico Sul.






Seja na terra, na água ou no ar,


o coração por ele bate intocado,


Nutro o romântico e apaixonado,


e não há que seja capaz de desviar.






Se amar é questão de acertar,


nem mesmo a tempestade será


capaz do amor na vida dispersar.






Sempre que quando todos se vão,


a permanência integra ao chão


não me permite jamais a evasão.

Amar a sua melhor versão e a pior,
e a sua versão que não conheço,
e, mesmo assim, querer continuar.
Porque em ti como eterna viajante,
não pretendo nenhum pouco parar,
mesmo nascendo diariamente.


A tua existência está a convidar,
por ela não tenho conseguido,
não me permito sossegar,
e nem pretendo jamais parar;
mesmo quando não for tempo
de itaúba em florescimento.


Não precisarei criar subterfúgios,
porque tua alma é feita de liberdade
de ave assim como a minha,
Dos ruídos do mundo elegemos
o que é o melhor porque fica;
sinto que o nosso dia se aproxima.


Viver para os cânones da poesia
não me causam empolgação,
simplesmente tocar o seu coração
é a minha bonita obstinação,
Sonho inspirar os amores eternos
que depois de nós dois virão.

... um paradoxo
assaz curioso: quanto
mais me conheço e me aceito
como sou, tanto mais revisto-me
de força e razões para
mudar!