Nao sou uma Pessoa que Espera a Elogiar
Arrisco extrair o encravado desejo, usando de uma faca sem fio, chamada tempo, como sem vontade, como sem desejar, ainda assim tentando..
Como hoje estou sem fazer nada resolvi pesquisar e entender um pouco sobre uma palavra que é sinônimo de felicidade e ao mesmo tempo de dor.
Sabe qual é?
Ela mesmo “Amor”.
E sabe que cheguei a uma conclusão!
Quando você Ama, vira um “idiota”
Idiota significa: “pessoa incapaz de coordenar idéias”.
E é isso mesmo que as pessoas ficam
Você perde a noção do ridículo.
Faz besteiras só pra estar perto de quem ama
Fica mudo, ou fala demais
Fica feliz e às vezes chateado, fica sereno e também fica bravo
Rir e chora ao mesmo tempo.
Às vezes fica até doente
Será que isso é doença? Se é não existe cura.
Você que ser inteligente, mas com momentos de burrice
Fazemos tudo por impulso, sem ver as conseqüências
Gastamos tudo até sem ter, e não falo de dinheiro, você gasta entusiasmo, gasta motivação, gasta até suas batidas do coração.
Às vezes come, outras derrama, seus pensamentos voam para algum lugar onde você não alcança
Você corre, você para.
Você dorme, você malha.
São sintomas que eu não gostaria de ter.
Mas fazer o que?
Se eu também sou um idiota!
DISTANTE
De longe sei vou te amar
Na contada distância
Onde o amor é ficar
E a vontade uma instância.
Deste lugar cativo
Onde a vida se encurta
Tudo é de eternos vivos
E os meus olhos me assustam.
Quem precisará saber
O meu tempo e sofrimento
A flor que eu quero ter
Outra tortura, outro tempo.
E nas colinas deixadas,
A lua passa e se esconde
E eu lembro, distanciado.
Estais com todos meus sonhos.
DISTANTE
De longe sei vou te amar
Na contada distância
Onde o amor é ficar
E a vontade uma instância.
Deste lugar cativo
Onde a vida se encurta
Tudo é de eternos vivos
E os meus olhos me assustam.
Quem precisará saber
O meu tempo e sofrimento
A flor que eu quero ter
Outra tortura, outro tempo.
E nas colinas deixadas,
A lua passa e se esconde
E eu lembro, distanciado.
Estais com todos meus sonhos.
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O P R Ó B R I O
Uma coisa eu desejo muito. E de sua concretização, dependem muitas coisas afins, de mim.
Dotar-me da astúcia do audaz Zaqueu, uma figura malvista por muitos, um cobrador de impostos que vendo poder redimir-se de seus atos infratores, de sua mesquinhez, usou de tudo que aprendera ao longo de sua vida tacanha. E teve a idéia de subir num galho em posição estratégica, sabendo ser ali o corredor por onde passaria o Cristo, com a paciência que praticara, dando prazos e fazendo ameaças àqueles que não tinham, no momento de sua visita, a quantidade de dinheiro suficiente para recolher os impostos a que todos eram submetidos.
Fazendo assim, com que Cristo, que tudo sabia e previa, por seu poder divino, se deixasse enganar, dos mesmos métodos utilizados pelo infrator. Como costumava fazer com os triturados sonhos da população da época. Permaneceu sobre a árvore, quem sabe pensando o quê, talvez da ingenuidade do próprio Deus, a quem talvez julgasse mais uma pessoa, entre tantas. E ficou, até que Deus, sob ele, vitimado de sua astúcia, ao ouvi-lo gritar por seu nome, deu a ele seus ouvidos, e deu sua sentença, por aquele rosário de mentiras. Palavras que arrependimento, juras de que sempre estivera a agir por uma obediência a um outro deus terrestre, Cezar, a quem servia cegamente, diretamente.
E Cristo o ouviu como procedia com todos, aos que se mostravam arrependidos da história. Ali mesmo lhe perdoou e marcou para a sua casa um encontro, que nem todos entenderam.
Eu, carregado da mesma mesquinhez, da mesma ruindade, dos mesmos infortúnios por ser um representante de mim mesmo, nunca das massas sofredoras, perseguidas, retaliadas, escoriadas, pelos novos poderosos que represento, e satisfaço os interesses, não de Deus, mas de mim mesmo, ou de quem para quem trabalho diretamente.
Não presto. Me cubro das nuvens mais espessas que não conseguem tapar ou amenizar a evidência dos meus traços de um ser abominável e dispensável ao mundo.
Sou por natureza um péssimo exemplo aos humanos, e de forma mais marcante e mais doída aos que convivem comigo mais diretamente.
Massacro meus filhos como minhas dores inventadas, com as minhas estratégias erradas de parecer aos olhos deles um homem santo e digno das benesses de Deus, enquanto Este, por saber que falho, que sou reles, que não valho nada, e ninguém arrisca uma moeda no meu todo, não faz comigo como fez com Zaqueu, a quem deu perdão e guarida, e a salvação.
Sou o que se pode chamar apenas um nome. Uma identidade perdida entre tantas que destacam e qualificam outro a quem não me igualo em nada.
Sou a pedra despejada no meio do caminho de todos. O galho de espinho de uma árvore grossa caída sobre todo o vão do caminho, que impossibilita a passagem dos bem intencionados. Um estorvo na vida do mundo.
Sou o que Deus deixou de lado para cuidar dos mais interessantes, dos que tem mais a oferecer a Ele, além de lamúrias e pedidos sem pé nem cabeça.
Sou um desafeto da natureza, dos pássaros, das águas que nunca me permitiram chegar perto deles para, sequer admira-los no que esses têm de belo, a pura feitura do Pai.
Sou para quem o restante do mundo aponta a nuca, e vira o rosto, às vezes para onde nasce um vento fétido, que poucos agüentam, ou para a vertente do sol quando este está a pino, escaldante, a um desastre ecológico. Tudo isso preferem, a mirar o meu rosto cheio de malícia e truques já conhecidos de todos.
Sou o incapaz de criar minhas próprias caspas, de lavar o meu rosto cheio das marcas feitas por minhas mãos imundas.
Sou o contratempo do tempo, o revés da história, talvez o causador de todos os desencontros, o cultivador das bombas mais poderosas sob meu colchão. O que ganha dinheiro de forma ilícita e, da mesma forma se desfaz, em orgias, em supérfluos, sem dá sequer uma moeda a um pobre faminto que me estende a mão nas vias da cidade, que marco por minha feiúra, pelo destoar de minha presença com os canteiros floridos, com a felicidade dos outros, contados e amparados por Deus.
Mas por que Deus me fez assim, tão sem sentido, tão descompleto, tão desonesto, tão nefasto, tão infecto.
Porque perdeu seu tempo tão precioso criando algo inservível. Algo dispensável, que não ocupa lugar, que não senta, não dorme, não fala, não pensa, faz, que seja o mal?
Porque Deus na sua querência a todos foi abominar quem mais precisa dele, e não se esforça em distinguir o meu todo ruim de um todo bom e quem, sabe, o aproveitamento de mais uma alma não faça o esforço de também a mim recuperar, a mim aproveitar.
Qual a diferença que existe além das inúmeras que carrego comigo, como estigma, como breu grudado em ave arquejante, se Ele vê todos iguais. E com todos laçou o compromisso de resgatar em sua bondade. Por que o Deus, Pai, tão amoroso e compassivo, iria me largar, único, num vale sem vale, num oco sem fundo, sendo para Ele muito mais fácil dizer uma palavra e eu ser salvo com a minha alma.
Você migra de uma ilusão para outra ilusão, mas quando você deita só, a unica coisa que você vê é a tua realidade.
Um dia perguntei a uma flor no mato, qual é o teu amor? E ele respondeu o meu amor é o sol.Um outro dia perguntei a um peixe no mar qual é o teu amor? e o peixe respondeu o meu amor é a agua!Um dia alguém me perguntou qual é o teu amor? eu respondi com a maior certeza do mundo... O MEU AMOR É O VASCO!
“Deixando pra trás uma vida de seguir, acreditar e idolatrar outras pessoas e começando a escrever a minha história, buscar a minha verdade.”
É normal que uma criança acredite em amigos imaginários, mas continuar acreditando depois de crescer, isso deixa de ser normal e passa a ser doença.
A vida é só uma, porém ela se divide em: Anos, Mêses, Semanas, Dias, Horas, Minutos, Momentos, Emoções e até Segundos."
A CIDADE DOS MEUS OLHOS
Já houve um tempo em que da janela,
Se via uma cidade projetada na calçada,
Um espaço curto e fraterno,
Onde as pessoas se acenavam de perto,
Beijavam-se de perto,
Despediam-se de perto,
E se abraçavam várias vezes no dia.
A janela existe com uma fila de jarros,
Com flores silvestres, tiradas dos beirais das serras.
Meus olhos me arremetem ao tempo da Cidade,
Agora esverdeada em sua base,
E colorida em seu cume.
Mas deu noutro lugar diferente.
As pessoas de dispersaram,
Alguns venderam outros compraram,
Pedaços, vãos inteiros de terras.
E tomaram distância umas das outras
Ainda bem que resistiu o amor.
E elas agora se beijam de longe,
Acenam-se de longe,
Despedem-se de longe,
E quase não se vêem.
Se tiver que tomar uma decisão a tome com o coração,pois por mais insensata que seja,no final você vai receber bons frutos.
CURTO
O que me faz contar em versos
Ser este prospecto que ninguém ler todo,
É uma pressa que conta a minha alma, em desassossego
É medo de perder-me enquanto me alongo,
Fazendo um simples ponto curvar-se em circunferência.
É um temor cruel de que ninguém me entenda,
Mesmo que não estenda ao que quero dizer,
E disso mais, sendo uma sinopse
Escrita, me utilizando do que de bom aflora.
Agora mesmo não saberia contar,
Que estes versos são escorridos dos dedos,
Que a maravilha perdeu-se com ele,
Pro fundo foi, na areia se escondeu.
Eu escrevo coisas curtas, mas que não são breves,
E elas se alteram conforme anda o mundo,
Nesta marcha lenta, que a todos engana,
E mais faz motivos, e mais guarda lembranças.
Quando escrevo torno na margem da direita,
Não é temendo um louco desgovernado, vesgo
Que do outro lado rasga-se e buzina
É que ser preciso nos dois sentidos impossibilita,
As palavras cruzarem o tempo e a vida.
Olho pra minha história e me deparo com uma grande casa em construção, cujo maior arquiteto é o tempo!
Passeio nos corredores do meu passado, vejo quartos, salas, varandas, alguns perfeitos, feitos sob medida, janelas bem postas, paredes firmes e robustas, portas largas, um espaço agradável em minha memória, mas continuo em frente e não muito distante dos belos cômodos me vejo em outros que não posso definir o que são com paredes tortas, janelas postas onde deveriam estar as portas, alguns sem teto, outros nem mesmo saíram da planta, sem o mínimo de planejamento, muitos deles me causam medo e insegurança.
Continuo andando e passo aos salões do presente, o arquiteto sempre silente apenas revela ao meu coração através do seu trabalho que a obra não pode parar e que a forma com que as paredes são erguidas dependem da minha vontade, fico em dúvida, não sei se devo arriscar, ousar no projeto, não sei se o alicerce suportaria o peso das minhas emoções, por que, onde e como construir? O tempo não para, minhas respostas são necessárias mesmo que equivocadas!
Enfim subo as escadarias do futuro, vejo um terraço vazio esperando por mim, sobre ele não há muito que dizer, ainda não me decidi sobre o que construir, por hora somente planos chamados sonhos permeiam minha cabeça, anseios chamados emoções! Talvez minha única preocupação verdadeira, seja, se ao fim, tudo aquilo que construí em minha vida o tempo será capaz de derrubar, ou se tudo permanecerá para que um dia outros venham buscar seu refúgio e descanso para seus corações cansados.
- Quantas vezes ouvimos essa história e quantas vezes vimos essa história.
É uma das nossas princesas preferidas e acho que de muitas mulheres e meninas também.
Mas cada dia que passa descubrimos mais distante dela, e ao mesmo tempo mais perto dela.
Longe, pois estamos longe de ser loiras como ela, apesar de já ter quase ficado.
Longe, pois já descobrimos que a madrasta e as irmãs não são pessoas fora de nós, mas sim as mulheres que nos habitam e nos habituaram ao auto-boicote.
Longe, pois temos a grande tendência a ser a Fada Madrinha alheia.
E perto, pois somos (por incrível que pareça) moças prendadas.
Perto, pois acreditamos na magia e nas estrelas e em amigos.
Perto, pois somos loucas para ter um vestido de cetim azul.
E mais perto ainda, pois há mais de 10 anos atrás sentimos que perdemos nossos sapatinhos de cristal no meio do baile e sabemos que nosso príncipe ainda está buscando a gente, para experimentá-lo no nossos pés, e descobrir que fomos feitos pra ficar juntos.
Ah outro LONGE e acho que o mais importante... Não queremos viver com eles "felizes para sempre", mas com certeza sabemos que tentaremos.
