Nao sou uma Pessoa que Espera a Elogiar
Em Meditação você alcança o estado de uma criança, de inocência, bondade e pureza!
A luz e a paz interior. 💜
A alma de um eterno aprendiz é uma alma capaz de captar informações e absorver apenas o que de fato importa
DESVENDO EM MIM
(18.11.2018).
Desvendo em mim um pouco do que fui...Isso vem a ser uma descoberta necessária para o presente, pois a busca sempre é bem vinda.
Teve um momento em minha vida.
Um dia
Uma hora
Um minuto
Onde eu parei e refleti
E refletindo, descobri...
Que eu simplesmente não me importava mais...
Que as coisas poderiam doer
Machucar
Me deixar
Me abandonar
Eu simplesmente, não me importo.
Que doa
Que machuque
Que acabe
É a vida.
Me acostumei com seu sofrimento.
Que por sí, não é culpa da vida, e sim meu
Eu erro
Eu falho
Eu não compreendo
Eu desisto
Eu magoo
Eu perco
Não persisto
Não compreendo
Não insisto
E graças a isso, o que eu poderia esperar?
Não existe nada nessa vida que me surpreende mais.
Simplesmente existo
Que o vazio no meu peito, apenas cresça
Que minha dor, apenas aumente
Que tudo que tenho de bom, me deixe
Que os sorrisos sumam de meu rosto
Que as amizades do meu dia a dia
Que a alegria do meu coração, se disperse.
E que após eu não ter mais nada.
Que pare. Que a vida se vá.
E que a minha morte, não tire o sorriso de ninguém.
Por isso rogo
Que eu erre em dobro
Que todos desistam de mim
Que não sobre nada nem ninguém que se lembre que eu existo.
Só então poderei dizer
Que eu não realmente não me importo.
E então, sem me importar.
Serei egoísta mais uma vez. E dessa, darei fim a única coisa que não devia ter acontecido nesse mundo.
Minha existência.
Vai começar tudo de novo!
Uma semana repleta de paz,
alegria e felicidade plena.
Que os obstáculos sejam
vencidos e que a vitória
seja alcançada.
Shirlei Miriam de Souza
Uma das coisas mais espirituais que você pode fazer é abraçar a sua humanidade. Conecte-se com aqueles que o rodeiam hoje.
Só uma coisa assegura a vitória na guerra cultural: a superioridade intelectual absoluta. Sem isso, não há mais guerra cultural e sim guerra civil.
***
Só a superioridade intelectual absoluta vence a guerra cultural, mas nisso o fator quantitativo não é inócuo. Como se trata essencialmente da disputa entre dois grupos de intelectuais, a diferença do número de vozes de parte a parte pode pesar na balança.
ARANHA
Vez em quando, uma menina,
vez em quando uma mulher
Vez em quando quelíceras, picadas
vez em quando, uma falha, nenhuma fé
Vez em quando, suprema carência
vez em quando, escravo afeto
Vez em quando sobra, dejeto
Vez em quando cólera turgescente
Vez em quando, horizonte de bruços
de costas, pedaços, postas, apostas em nada
Vez em quando, entra uma mosca
vez em quando, quase nunca
Vez em quando, calúnias, besteiras
vez em quando, o cetro e a enxada
Vez em quando, carrasca do tempo
Vez em quando, um minuto não é
Vez em quando o tapa
vez em quando o buraco
Vez em quando o graal
Vez em quando o falo
Vez em quando, leva o vento
vez em quando a maré traz
Vez em quando, vãos pensamentos
Valem mais que infinitos ais...
VINTE E DOIS
O músico é uma criança à procura do futuro, do passado, do presente.
Do futuro do presente
De um presente do passado
De um passado de muitos futuros
A música é choro, é chão, é momento
A música é o sempre, é o agora, é uma coisa já vista/ouvida que sempre será novidade
Efêmera e eterna fertilização de corações e mentes.
A música é a definição indefinida do que almejamos ser ou não ser.
É a palavra mais inalcançável ao alcance dos mais incautos ouvidos
A música é uma estrela. Ou seria constelação?
Uma leve brisa ou um tortuoso tufão?
A música é a explicação ao inexplicável.
É o inexplicável translúcido em vasta amplidão
É a liberdade prisioneira
É o teto, a eira e a beira
É o que fomos, o que somos e o que seremos.
A música é utopia real
Fantasia da realidade
Realidade da fantasia
A música é uma criança à espera de zilhões de pais, mães, irmãs e irmãos.
É Arezzo, Cecilia e João, Sãos...
É a certeza da cura
É a cura desenganada
É a ilusão do horizonte
É a bebida que brota de toda e qualquer fonte
É a coisa sem fronteiras, que infelizmente alguns tentam podar.
A música é o mais reluzente significado para nossas vidas, quer queira, quer não .
É angústia, é ânsia, é susto, é suspense, é o amor!
E em seu dia elencado por mortais,
Tento em versos vãos externar o infinito solúvel e sem solução
A música é esperança, é uma criança, é a fêmea e o macho, do flautim ao contrabaixo
Do ventre à luz
Da alma aos sãos
Da cegueira à visão
Do oco aos atos.
Do ogro aos ratos
Dos gnomos aos patos
Da fome ao prato
Existem sons
A música é criança versada e versando
Canções
Luciano Calazans. 22/11/2017
À Deusa que rege a minha vida e a de Zilhões.
A Bruma e a Réstia
Por entre as brumas que envolvem as incertezas
Sempre há uma réstia de brilho, de beleza
Seja vermelha carmim ou turquesa
Por entre os limbos, umbrais, carnes e vais
Há o barro, o jarro, o sarro, o sonho o riso...
Haverão, inevitavelmente, as notas batizadas
Pelo frade Arezzo .
Entre você e eu existe a bruma, mas a réstia é demasiadamente incandescente! É fogo
Qual mil lampiões no breu de uma noite sem estrelas.
Entre o eu de você o lamento de muitos vais
Em nossa tempestade existe o sal do mar
O sol do lá, e do turquesa. Beleza!
No desassossego da alma, exuberante é o Álamo
Que adorna nossa casa, a casa das nossas almas, vez em quando, esguias – trivialidades.
Não obstante, no liquidificador metafórico que transcende e mistura a magia,
Somos um só líquido.
Sólido líquido
Calefação
Ebulição
Nunca o congelar. Jamais o engessar.
Somos porquês com respostas
Somos o ganhar sem apostas
Somos um verbo conhecido e desconhecido
Somos uma aberração dos comuns sentidos
Em vários desvarios.
Se isso não é o amor
Amar é o nada
Se isso não é amor
As brumas são réstias
Se o sol não está aqui
A chuva nos basta
Isso é amor
Luciano Calazans, Salvador, BAHIA. 05/02/2018
Um Quinto de Cinzas
Notas que caem do firmamento argento
Fluido, tônico a uma simples ideia
Cores em ferro, em cinza ou chumbo
Que sugerem uma premissa em lamento
Finda festa da carne de carnes alheias
Cinzas nas portas dos beatos
Verde, terra, branco, mulato
Entornam o mesmo vermelho na via das veias
E no esplendor de uma arisca aurora
Pássaros brincam em seu carnaval sem fim
Sanhaço, garças, canários, corrupião
Desdenham a cinza e furtam cores em si
Na longa estrada até a cidade do senhor do bom fim
Almejo um hiato, uma pausa, um contrato
Com um silêncio de uma pausa geral
Em muitos compassos
Agradeço aos sentidos que me agraciam
Agradeço pelo chumbo, pelo ferro do horizonte
Agradeço pela finda festa de carnes e intrigas pueris
Agradeço à vida pela estrada do sem fim reticente
Agradeço pela festa dos pássaros no horizonte da alvorada em movimento.
Agradeço pelo amor cheio de firmamento
Luciano Calazans. 20/08/2017
O amor uma coisa inexplicável que invade o nosso interior, que nos faz mudar comportamentos, sentimento único e poderoso capaz de loucuras e insanidades impensáveis....
A melhor felicidade é buscar, buscando encontrar, nas coisas mais simples da vida uma amizade para confiar, investindo, acreditar e conquistar aquilo que o dinheiro não pode comprar, respeitar...
Somos maiores do que todas as divergências. Formamos uma nação que se expressa na mesma língua e ama a mesma bandeira.
O vento soprou mais forte hoje, e trouxe consigo folhas mortas.
Trouxe também as mazelas de uma vida de outrora, e as penúrias e lamúrias de um passado recente.
Trouxe os fardos deixados para trás, e as pedras que ficaram no caminho.
Trouxe de volta os pecados esquecidos e não perdoados.
As amarguras vividas e não resolvidas.
Os pesos de consciência, os arrependimentos, os pesares da vida.
Mas ai chegou a chuva, e lavou toda a alma viva.
Mas não levou as folhas mortas.
