Nao sou seu Quase Amigo e
Minha existência, independe da sua permanência.
Sou eu mesma!
Cheia de defeitos imperfeitos.
Sou eu mesma!
De cara limpa, lavada.
Sou eu mesma!
Entre meus devaneios,
Entre minhas escolhas,
Entre meus desejos,
É entre mim e ti.
E mesmo assim,
Sou eu mesma!
Sou uma canção desconhecida. Tocarei em algum íntimo, constante.
Sou a nota despercebida. Que falta em algum acorde. Serei a harmonia simples, mas vibrante.
O que posso ser
mais do sei ou mais do que sou?
O que penso conflita
Àquilo que imagino.
O que imagino
é a realidade paralela
do irreal.
Sou poeta;
Sou filósofo.
Sou ser humano
em busca do ideal.
O meu entanto, no tempo, a fundo.
Nem por um segundo deixei de Amar;
Eu sou só isso. É o que mais tenho,
talvez a alguém: seja nada.
De um profundo encanto, me contento,
entendo que o Amor é minha Escolha.
Momento de paz para quem sabe Amar.
Eu sou só isso. É o que mais tenho,
talvez a alguém: seja nada.
Eu
Sabe quando me conheceu?
Eu era assim, corpo e alma
Hoje sou mais alma e menos corpo
O corpo vai se desfazendo
A alma
Crescendo.
Você me vê diferente?
Continuo análoga
Enxergo-me aquela pessoa
Desbirolada.
Acha que mudei?
Eu não me vejo mudada
O tempo é que foi complacente comigo
E me ensinou a discernir
Coisas boas das que não valem
Nada.
Eu magia
Eu sou a que existo
Da maneira que bem quero
Vendo um mundo colorido
Bem sincero
Eu sou a que de olhos fechados
Vejo as cores do universo
Somente e somente se
Para rimar o verso
Eu sou a que imagina
Que o inimigo possa ser honroso
É o meu desejo de cair na cilada
Só para concluir o quanto ele é horroroso
Eu sou a que bem sei
Quando alguém com o punhal se aproxima
É melhor nem tentar o golpe
Tenho saída exímia
Falsa Filosofia
Eu sou quem deseja compreender
Essa sua doutrina de bem viver
Que andas a defender
Da literatura ficcional árabe e europeia
Da Idade Média,
Através dos sete mares,
- Que se vive sem ordenado -.
E se manifesta com veemência
Exteriorizando os sentimentos e pensamentos
Com ardor e entusiasmo,
- O que alimenta a vida é viver do amor -.
Estou a dar o devido apreço
A essa ideia triunfal.
Mas, como posso acreditar nisso, nessa sua espiritualidade?
Nessa vã filosofia?
E o vinho, o pão de onde virão?
Pois acordo todos os dias,
Vejo com transparência
Famílias inteiras em penúrias
Na míngua de víveres.
Ah! Não sei se caio nessa cilada
De um dia possuir
A pedra filosofal.
Nada
Adoro fazer nada. Quando nada faço sou indesejável. Nesse instante é o que faço, nada. O nada parece torna-se impuro. Como pode alguém não fazer nada? Eu posso. Acanho-me e ruborizo quando sou elogiada de malandra, folgada, não tenho apreço por elogios. Essa timidez ainda me mata.
Minha culpa
De quem é a culpa? Deve ser minha
Sou apenas uma parte do núcleo do átomo
Que valor tem a minha estima?
Ensinei aos meus descendentes
civilismo, conduta ilibada
Para quê?
Para viverem e presenciarem
terrorismo e corrupção
comandados pelos marafões no poder
Mas, a culpa deve mesmo ser minha
desiludida com tamanha podridão
escorreguei na casca da banana
que o mandrião mandou ao chão
Tamanha foi a minha desilusão
que derramei tantas lágrimas
e enchi a barragem em Mariana
e ela se rompeu
Aniquilei com o rio tão doce
cheguei ao mar tão salgado
detonei a região
As minhas lágrimas secaram
vai ter seca, faltará energia
afundarei com a economia
e a miséria reinará
e toda culpa é minha.
Efêmera
Sou quem planta a planta dos pés
no fundo do rio das ariranhas
na poeira cósmica
no vértice do kilim
Nada me enaltece
nada me tortura
para cada sensação
revolvo as quimeras da infância
É volátil o voo da emoção
é como seguir os rastros que deixei
nas infinitas dunas em que caminhei
Todo elemento com o seu movimento
cada momento, enriquecimento
os meus fascínios, passatempos.
Inalcançável
Sou uma bela flor
Pequenina e delicada
Sou a flor mais isolada
formosura do inóspito
Sopra o rigoroso vento
na haste do cacto imponente
protetor das pétalas plumas
dessa fina flor
que se enleva no movimento
Sou a flor mais difícil
a mais desejável
a que nunca será vista
em nenhum inanimado vaso
ordinário.
O dia em que as palavras se calaram
Hoje sou terra sem chuva, sem brisa,
um campo onde a semente se perde.
O verbo me olha de longe, indeciso,
e o silêncio, de súbito, me fere.
A máquina observa, ávida e fria,
cataloga, prevê, analisa.
Mas não há código que resgate o dia
em que a alma recusa a brisa.
Nenhum cálculo encontra o caminho
por onde o mistério da criação se lança.
Não há padrão que ensine o destino
do verso que nasce só na bonança.
Sem inspiração, sou sombra dispersa,
um eco no vácuo do próprio existir.
A IA me observa, mas segue imersa
num mar de dados sem me atingir.
Que descanse a pena, que cesse o intento,
não há atalhos para o renascer.
Pois só no abismo do desalento
é que a poesia volta a viver.
Outono em sol
Se eu sou uma primavera sem flor, e você é o inverno a me machucar, em qual estação de verão me cansarei desse outono?
Tinta de caneta num prisma de papel
Certo dia a caneta disse ao papel:
_Ei papel, eu sou melhor que você! Sabia?
O papel respondeu:
_Ah é! E porque você acha isso?
_É que eu sou o instrumento que os poetas usam para escrever o que estão sentindo. Palavras são só palavras se não tiverem tinta para serem vistas. Eu tenho a tinta que elas necessitam - o fluido necessário para a combustão.
_Muito bem minha querida caneta. Pode ate ser você quem da cor e vida às palavras dos poetas e dos profetas. Mas sou eu quem as eternizam. É em mim que as profecias ficam registradas. É em mim que as poesias são pinceladas. Sou em que os diversos dedos alheios tocam, pegam e levam-me à altura dos olhos. É você que eles enxergam, ou melhor, sua tinta; mas sou eu quem é dobrado com carinho e guardado lá no meio do livro, da bíblia ou do diário.
Rick Almeida Reis (17.04.12)
Moral: "Nós - canetas - escrevemos todos os dias no papel - a vida - que DEUS nos dá. Escolha bem as suas palavras, porque um dia a tinta pode acabar ou não haver mais espaço no papel"
“Nos mares da vida, eu sou um barco que navega pelas águas inquietas, buscando um remanso de paz.”
Maria do Socorro Domingos
Eu sou a mãe natureza!
Sou perfeição, sou beleza,
Estou aqui e alhures.
Vou a todos os lugares,
Caibo em todos os olhares,
Basta que tu me procures.
Maria do Socorro Domingos
Tatuagem
Vou tatuar o meu corpo
Com um Escorpião
Porque sou racional,
Mas destrutiva de coração.
Não, não - Vou tatuar Ideograma japonês.
Representando a minha índole refinada
Pelo meu bom gosto estético
Fidelidade e amor.
Oras! O Coração em chamas
Para mostrar o meu domínio
Tipificar este poder
Apenas cognitivo do meu ser.
E o Tubarão?
Caminho na solidão
Curiosa por missão
Sem submissão.
Vou, é tatuar um Dragão
Para sentir o meu controle
Meu desejo
Minha auto-afirmação.
Ou caio na esparrela
Tatuando os símbolos Tribais
Neste motivo abstrato
Voltar-se-ão olhares que sinto escasso.
Ou uma Lagartixa?
Para manter o meu autocontrole
E a contenção dos sentimentos?
Que lamento! Tatuagem.
Lembro a cada instante que sou luz, apoio, escuta, acolhimento e na grande maioria das vezes apenas uma mão estendida.
...
..
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