Nao sou seu Quase Amigo e
Um fogo tímido
A chama nasceu pequena,
quase um sussurro,
acendeu no escuro
do peito sem pedir licença.
Era medo e esperança dançando juntos, um fogo tímido que já sabia arder.
O destino soprou ventos contrários,
tentou apagar promessas e sonhos antigos.
Mas a chama aprendeu a resistir no silêncio, crescendo firme entre quedas e recomeços.
Houve noites em que queimou como saudade, dolorida, intensa, impossível de esconder.
Ainda assim, iluminou caminhos tortos, mostrando que até a dor pode guiar.
Hoje a chama é farol e coragem,
não consome
— transforma quem sou.
No centro dela, entendo enfim:
meu destino é arder sem deixar de amar.
Às vezes eu quase te conto
sobre os abismos que carrego no peito, mas tenho medo que o peso das minhas marés
afogue a leveza do teu sorriso.
Não é tristeza,
é intensidade demais
para um mundo que ama raso.
Eu sinto fundo, eu amo largo,
eu me entrego sem margem
de segurança.
Sorrio para todos,
mas é você
quem percebe quando
meu olhar se perde.
Você não entende cada
silêncio meu
— e mesmo assim, fica.
E é por isso que eu te amo:
porque não tenta me consertar,
apenas me abraça como quem diz
“eu não entendo tudo, mas escolho você.”
Os dois lados do amor
O amor começa simples,
quase distraído,
uma mensagem,
um toque sem intenção.
Depois vira costume,
vira abrigo querido,
vira medo de perder,
vira tensão.
Tem dias de riso fácil e café dividido,
e outros de silêncio pesado no ar.
O mesmo “fica” dito no ouvido
é o “vai” engasgado que ninguém quer falar.
Amar é errar tentando acertar,
é prometer hoje e falhar amanhã.
É machucar sem querer machucar,
e ainda assim pedir pra ficar.
O amor não é só filme,
nem poesia bonita,
é cansaço, escolha, repetição.
E mesmo quebrado,
às vezes insiste,
porque partir também
dói no coração.
Carta que o silêncio escreveu
Carrego dentro do peito um mundo que quase ninguém pisaria sem se perder. Há tempestades que eu disfarço com sorriso, abismos que eu cubro com palavras simples do dia a dia. Quem me vê de fora pensa que sou calmaria… mas por dentro existe um mar inteiro tentando não transbordar. Não é tristeza apenas — é intensidade demais para um mundo que aprendeu a sentir pouco.
Às vezes tenho vontade de abrir o peito e explicar tudo que vive aqui dentro… mas paro. Porque certas dores não nasceram para serem explicadas, nasceram para serem sentidas em silêncio. Eu sigo vivendo, rindo, conversando, como se nada pesasse. Só que existem noites em que a alma fica acordada demais, lembrando que sentir profundamente também é uma forma de solidão.
Então, se um dia você perceber meu olhar distante ou meu silêncio mais pesado que o normal, não tente decifrar como um enigma. Só fique. Há presenças que curam mais que qualquer palavra. Porque no fundo, tudo que um coração intenso deseja… é alguém que não entenda tudo — mas que ainda assim escolha permanecer.
Tem dias em que eu quase
te conto tudo…
quase deixo meu coração
falar sem filtro, sem medo.
Mas eu paro.
Não por falta de coragem —
é porque o que eu sinto por dentro
não cabe em palavras simples.
É muita coisa pra pouco entendimento.
Eu carrego um mundo
inteiro aqui dentro,
daqueles que transbordam
em silêncio…
porque nem todo mundo
sabe ler o que não é dito.
Eu sorrio, brinco, me aproximo…
mas tem partes minhas que ficam guardadas, não por escolha,
mas porque nem todo abraço alcança.
E, sendo sincero…
nem sempre eu quero respostas.
Às vezes eu só queria alguém
que encostasse o coração
no meu e dissesse,
bem baixinho:
“eu não entendo tudo…
mas fico.”
Porque ficar, pra mim,
sempre significou mais do que entender.
Então, se um dia
eu parecer distante…
ou se meu olhar carregar
um peso diferente,
não tenta decifrar como um mistério.
Só chega perto…
com calma, com carinho…
e me abraça como quem escolhe ficar, mesmo sem saber o motivo.
— alguém que sente…
e, talvez, já esteja sentindo por você
No café da manhã
O café da manhã de hoje foi decisivo para ressuscitar o nosso quase fim,
Com certezas e verdades a coragem vêm na mesma proporção de quando o sol nasce, ou seja, não é uma escolha entre o silêncio e o barulho, na realidade é como deve ser,
A questão entre ser vulnerável e insistir naquilo que faz arder a alma é uma velha confusão que mistura a resiliência com aquilo que nos faz marejar os olhos soluçando,
Não adianta manter distante o que está dentro do coração, o que vale é a crença de que você não receberá favores ou trocas enquanto estive se sentindo uma pessoa especial,
Tal qual em algumas espécies do reino animal buscamos pelo menos viver essa sombra da lealdade de um casal.
O sol invadiu a janela e iluminou minha xícara de café, é hora de agir.
A resiliência de quem aguenta um ambiente tóxico raramente é escolha; quase sempre é o silêncio imposto pela necessidade de pôr comida na mesa. Onde a fome aperta, o orgulho não tem vez; suportar o insuportável vira o preço que se paga pelo sustento. Poder escolher onde trabalhar é um privilégio; para muitos, o crachá é a única barreira entre a dignidade da família e o desespero da falta. Ninguém aceita o peso de um ambiente ruim por vontade, mas pelo medo de ver o prato vazio."
Tomar parte da própria vida é o que nos dá lembranças; onde faltam memórias, quase sempre faltou protagonismo.
Junho chega manso, quase em silêncio, acendendo fogueiras e aquecendo corações. Entre bandeirinhas coloridas e estrelas no céu, ele pinta a alma com uma alegria simples e verdadeira. É o perfume do milho cozido no ar, o som envolvente da sanfona, o aconchego de um abraço apertado.
No frio de junho, a gente descobre que o calor mais bonito não vem do fogo, mas do coração. É poesia vestida de festa, iluminada por chamas dançantes e sorrisos sinceros. O amor entra na roda, dança quadrilha sem pressa e encontra sempre um motivo para ficar.
Junho é tempo de raízes, de reencontro com o que realmente importa. Um convite suave para voltar ao simples, valorizar o essencial e celebrar a vida em sua forma mais pura.
Que este mês te presenteie com noites iluminadas e dias cheios de esperança. Porque o verdadeiro som de junho não vem apenas da sanfona, mas da alegria de estar vivo. E assim, ele nos ensina, com delicadeza, que mesmo no frio, a vida pode ser quente, vibrante e cheia de cor.
E lá se foram quase 30 anos desde que cheguei aqui.
Conheci lugares, pessoas.
Amei e fui amado rsrs.
Mas às vezes temos de tomar decisões difíceis. Nem sempre é fácil reconhecer e ter coragem de percorrer a estrada a que estamos destinados. Eu sei que não vai ser fácil, mas chegou a hora da nossa despedida.
Levo em meu coração todos aqueles que, por todos estes anos, fizeram parte da minha vida.
Adquiri experiência que levarei para toda a vida.
Recomeçar nem sempre é fácil, mas às vezes é preciso.
Curitiba, que tanto amo
Talvez não seja um adeus, mas quem sabe um até logo 🥹🥺☹️😩
“Por que a eloquência parece tão natural, enquanto a serenidade nos soa quase surreal? No plano das ideias, somos amplos e livres. No mundo real, tropeçamos em obstáculos. Em suma: enquanto ideias, somos infinitos. Enquanto objetos, somos finitos e restritos.”
A Gentileza do Olhar
Rua quase deserta debaixo da escuridão celeste, sem luar, nem estrelas, que poderia ser vista facilmente como um lugar de solidão, triste e arriscado — uma impressão muito negativa.
Entretanto, se for observada por um olhar mais atento, logo será percebida a sua beleza admirável, que de alguma forma está viva: um lindo cenário, nada hostil.
Ornada por algumas luzes artificiais bem posicionadas, que trazem um aspecto muito receptivo, apaixonante, num ar de romantismo sereno e marcante.
Caminhar por ela durante a noite, deve ser bastante aprazível, inclusive na companhia da pessoa certa, dando passos tranquilos, sem nenhum motivo para se ter pressa.
Portanto, a gentileza e a calma também se fazem necessárias para uma observação mais completa, que não permita que as coisas significativas sejam ignoradas.
“As que ainda são doces, femininas e educadas viraram edição limitada. Artigo de luxo, quase relíquia.”
Desconexo, imprevisível, quase sem forma…
mas carregado de amor.
Um desejo que queima fácil,
e uma vontade estranha de cuidar.
DeBrunoParaCarla
« Jesus morreu por amor a nós.
Paulo morreu por amor a Jesus.
Áquila e Priscila quase morreram por amor a Paulo.
E eu e você?
Morremos pra esse mundo por amor a Deus? »
Gosto de escrever no quase. Provoco com palavras que vestem e desvestem ao mesmo tempo. Escrevo sobre um toque, um olhar, e aí mora a graça. Os comentários são maravilhosos, porque revelam o que a imaginação do outro fez com o que eu plantei. Sim, sou um provocador. Admiro a essência da natureza da mulher: o jeito, o gesto, o mistério que não se explica, só se sente. E disso eu não abro mão.
Políticos se elegem com promessas populistas e governam em prol de agendas partidárias, quase sempre contrárias aos interesses da maioria. As pessoas precisam ser mais críticas e menos suscetíveis a promessas vazias.
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