Nao sou seu Quase Amigo e
“Nem todos sabem abraçar afetuosamente, nem todos sabem receber um abraço cheio de conforto e quase todos necessitam ser abraçados de todas as formas.”
QUASE REVELAÇÃO
Deixa que o rimar da poesia enfim devasse
A tua emoção tão íntima e tão sem enredo
Que terias posto de lado, se, mais cedo,
Toda covardia que sentes se revelasse...
Chega de ilusão! Pronuncie-as sem medo
As tais prosas, já tão visíveis em tua face
Deixadas em teus passos por onde passe
Marcadas, e tão apontadas com o dedo.
Então: não posso mais! Chega de rodeio
Estou cheio, em devaneio, e tenho fome
No coração, aprisionado, e tão imerso...
Escuto o dito nome, o amor, leio e releio
E já fatigado, que no peito me consome.
Que quase confesso neste patético verso!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, setembro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
O sol vai se afastando de forma quase imperceptível até tornar-se uma tímida réstia de luz entre as nuvens; com ele os olhos vão pesando e as pálpebras devagarinho se fechando; o coração vai serenando, a respiração se acalmando e corpo ficando leve, leve, muito leve até que o sinto flutuar no universo mágico dos sonhos.
Saudade é uma chateação, chantagem em viagem na razão, meio ferida e quase cicatrizes por sarar no interior e corredor da distância.
Otimistas, sonhadores, fanáticos, incrédulos e realistas quase todos somos, mas há uma fração do tempo que nos mostra que tudo em um todo, sempre será.
Eu sinto e sofro tanto
e com tanta força...
(Quase)
Na mesma medida do amor
que me preenche
devagarinho,
dia a dia,
pra quando a saudade se instalar
- como boa e fiel companheira -
no lugar da vontade de uma vida inteira.
Se eu te guardo
(ainda)
não é pra ser boa com você,
é mais pra minha cabeça
perceber
o que o coração
(há tempos)
me diz.
Existe uma linha, uma linha tênue e quase imperceptível, entre o forte e o fraco, entre o que aparenta ser e o que realmente é, entre o que se explica e o que não tem explicação e é exatamente nessa linha neste espaço invisível em que cabe um universo paralelo, que você me conquistou.
Para um tanto que quase tudo de mim quiseres, dou-te ainda a plenitude do que de tudo de mim completa: amor. É lá que estão contidos o meu mais puro olhar, o meu mais sincero gostar, o meu mais profundo sentimento, o toque suave da minha esperança por dias que valem a pena ter. É exatamente nele que Deus habita em mim e me faz ser imortal, eternizado na simplicidade dos que gostam de andar descalço, descamisar orgulho e sentir a liberdade de ser um ser, verdadeiramente, humano. Assim, que todo amor que existe em ti, possa fundir-se em todo amor que existe em mim. Seremos imbatíveis e, humanamente, inesquecíveis!
A. de amor
Sinto a sua presença tênue
Quase que em esboço
Na nuvem que passa
Corrida no azul.
Em mim está
Como nota tocada,
A cada segundo respirado,
Numa madrugada acordada,
Em um amanhecer dourado,
No entardecer rosado.
Mesmo que nossos sonhos
Distantes estejam,
A verdade sobre o amor cai
No revérbero que não desvanece
Jamais.
A sua canção é doce,
misto de mar e paz.
A sua pele é seda clara,
Convida o meu sentimento
Que emerge em açodamento,
Voa como borboleta
E amerissa na flor.
Ah, esse amor meu!
Deveria ser fincado
À placabilidade
Mas teima
Em ser desvairado.
nostalgia.
volta comigo
Àquele tempo quase meninos
Onde tímido, te tocar, um pecado
E, trémulo a descobrir num tino
tuas fragilidades.
Vem e, em saudades
Com tudo compensado
Pois hoje vejo sem maldade
Uma vida preenchida
E um retorno no tempo
Ó felicidade.
O OUTRO EU
Estava quase cego,
Por conta deste meu ego.
Queria ser melhor que meu rival.
Pois vivíamos em um mundo surreal.
Fazia tantas coisas que não poderia fazer,
E só as fazia, para me satisfazer.
Gargalhadas saiam de minha boca, e minha voz rouca.
Escondia-me na aparência,
Fingindo ser o que jamais fui.
A brutalidade do meu outro, me destruía por dentro.
E o tempo se passava e eu estava da mesma forma,
Acho que ate pior.
Queria voltar a ser quem eu era mais já não o podia.
Queria fazer o que antes eu fazia.
Conheci um mundo que o meu mundo desconhecia,
E minha vida nunca imaginaria que existiria.
Vivia em conflitos comigo mesmo.
E uma voz absurda que nunca saia de minha cabeça.
O meu equilíbrio, me desequilibrava e só calibrava a minha arrogância.
Minhas palavras equilibradas pela minha ignorância.
O meu coração queimava, enquanto debruçado eu fumava as minhas próprias dores.
Respirava a poluição, das minhas decisões rudes e maldosas.
Já não podia mais viver do jeito que vivia.
O meu corpo pesado, me deixava cansado, estava sufocado por mim mesmo.
Então lutei e resisti, a o outro eu que queria me possuir.
"A dimensão do caráter só o coração puro sabe avaliar e quase sempre o valor imensurável está nos gestos que só os anjos podem ver. Luiza Gosuen"
Este som que me incomoda
quase sempre de madrugada
um desejo que implora
minha linda namorada
Se mistura no seu beijo
seu suor, respiração
selvagem no cortejo
sou firme na paixão
Sou amante aspergindo
em teu peito o meu sangue
amor que vem sentindo
mãos na pele, excitante
Lua nova me ilumine
luz esquenta meu verão
uma voz chama Cristine
neste céu sou gavião.
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