Nao sou seu Quase Amigo e

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Eu sou mais forte que a tempestade, destruo mais que um furacão. Sou o dia de Sol para alguns ou o apocalipse para outros. Não quero seu perdão, nem suas lágrimas. Já tenho as minhas.

Sou como uma alma que vaga no cansaço de conviver com criaturas de corpos construídos e cabeças destruídas.

Sou chata, cheia de manias, e nada fácil de lidar, mas sou sincera ao extremo, e sinceramente, prefiro pessoas exatamente como eu, absolutamente imperfeitas, mas que prezam a verdade, não suporto pessoas que misturam gentileza e falsidade, e contam mentiras como se fossem verdades…

Eu sou uma mistura... Uma mistura de amor e ódio, de riso e de choro, de gentileza e ignorância, de sabedoria e idiotice.

Eu me trato como as pessoas me tratam, sou aquilo que de mim os outros veem.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Anjo sem asas

Sou anjo caído na estrada
Ajoelhado, com as asas quebradas
Nos olhos a amargura da solidão
Uma flecha pontiaguda atravessou o meu coração!

Meus dias estão incertos
Eu danifiquei a máscara
Meu rosto está descoberto
Como voltar para casa?

Eu sou um vento frio!
Um pote vazio
Chuva gelada
Caminhos tortuosos na estrada

Quem passa não me vê
E quem me vê só quer me esquecer
Eu sou predestinado à solidão
Guardo os meus segredos no coração

Eu sou a canção que ninguém cantou
Restos do amor que se acabou
Eu sou a lágrima do humilhado
Um espírito cansado

Eu sou como a porta do cemitério
Todos os que entram nela, temem ir para o inferno
Eu sou o mistério que lhe tira o sono
Sou a angústia do abandono!

Anjo que não consegue e não quer voar
Sem as asas onde estão os motivos para sonhar?
A noite cai e as estrelas sumiram do céu, escureceu!
Esqueceram de mim e este destino é só meu!

Sou grata pelos anos que passei com esta família. Por tudo que compartilhamos, pelas chances de crescimento.
Vou levar o melhor deles comigo...
E usá-los como exemplo aonde quer que eu vá.
Um amigo me disse para ser sincera, então lá vai.
Não é o que eu quero, mas saio com dignidade. Talvez por ver tudo como uma lição, ou por não querer andar por aí com raiva ou até por ter finalmente entendido que há coisas que não queremos que aconteçam, mas temos que aceitar. Coisas que não queremos saber, mas temos que aprender. E pessoas sem as quais não podemos viver, mas temos que deixar.

Sou melancólico por natureza. Ver a manada sair da mesma sessão do mesmo filme para entrar no mesmo restaurante e pedir o mesmo prato que será saudado com os mesmos adjetivos depois de ser pago com um cartão de crédito da mesma marca me deixa ainda mais melancólico.

Eu sou assim, como você vê - pura nos traços, colhedora de flores... pouso como fada de sonho em sonho.

Criticaram meu sorriso, parei de sorrir
Disseram que eu sou um peso, da vida deles eu sumi.

Eu sou um velho moço

As condições sob as quais sou compreendido, sob as quais sou necessariamente compreendido – conheço-as muito bem. Para suportar minha seriedade, minha paixão, é necessário possuir uma integridade intelectual levada aos limites extremos. Estar acostumado a viver no cimo das montanhas – e ver a imundície política e o nacionalismo abaixo de si. Ter se tornado indiferente; nunca perguntar se a verdade será útil ou prejudicial... Possuir uma inclinação – nascida da força – para questões que ninguém possui coragem de enfrentar; ousadia para o proibido; predestinação para o labirinto. Uma experiência de sete solidões. Ouvidos novos para música nova. Olhos novos para o mais distante. Uma consciência nova para verdades que até agora permaneceram mudas. E um desejo de economia em grande estilo – acumular sua força, seu entusiasmo... Auto-reverência, amor-próprio, absoluta liberdade para consigo...

Sou filho da descrença e da dúvida, até ao presente e mesmo até à sepultura. Que terrível sofrimento me causou, e me causa ainda, a sede de crer, tanto mais forte na minha alma quanto maior é o número de argumentos contrários que em mim existe! (...) Nada há de mais belo, de mais profundo, de mais perfeito do que Cristo. Não só não há nada, mas nem sequer pode haver.

Fiódor Dostoiévski

Nota: Trecho de carta a Natália Fonvizina, escrita em fevereiro de 1854.

Com a confiança que adquiri com o Jiu-Jitsu, sou capaz de vencer batalhas sem mover um dedo, vencer guerras sem derramar uma gota de suor e o mais importante de tudo, solucionar os mais enigmáticos problemas pessoais antes mesmo que eles pensem em surgir.

Sou desorganizada, paranoica. Sou romântica, até demais às vezes, sou carente, animada, mal humorada. Sei convencer os outros quase sempre, pois sou muito teimosa. Odeio que me obriguem a fazer as coisas, ou que me cobrem algo. Por mais que às vezes não tenha coragem de fazer algumas coisas que eu queira fazer, outras vezes vou e faço logo. Não sou feita pra que me entendam, pois nem eu me entendo. Não preciso da pena, nem da falsidade de ninguém. Sou complicada demais, mas ao mesmo tempo simples.

O Poeta da Roça

Sou fio das mata, cantô da mão grosa
Trabaio na roça, de inverno e de estio
A minha chupana é tapada de barro
Só fumo cigarro de paia de mio

Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argum menestrê, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola
Cantando, pachola, à percura de amô

Não tenho sabença, pois nunca estudei
Apenas eu seio o meu nome assiná
Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre
E o fio do pobre não pode estudá

Meu verso rastero, singelo e sem graça
Não entra na praça, no rico salão
Meu verso só entra no campo da roça e dos eito
E às vezes, recordando feliz mocidade
Canto uma sodade que mora em meu peito

Sou mulher camaleão... mudo de humor... sou meio bipolar..
posso até mudar de amor... goste de mim quem gostar...
e se preciso for... me reinventar.... me visto de nova... faço moda... boto pra escandalizar... mais sou do jeito que eu sou.. sou verdadeira , sou mulher... sou sensacional... não nasci pra ser perfeita... nasci pra brilhar..

Se sou a pessoa certa no momento errado, talvez quando chegar o momento certo, você será a pessoa errada.

Eu sou assim: sem "meio termo", sem "porquês", sem "mais nem menos", ou "é" ou "não é", não tem meia estrada e nem rodeios. Não sei fazer nada pela metade, nem de qualquer jeito, não sei amar um pouco, não sei ser "meia amiga", não sei dizer MEIA VERDADE. Sou o que sou, assim, simples, verdadeira, intensa, sou como o vento que passa e registra sua presença. Priscilla Rodighiero

Sou uma fortaleza.

Sem colunas para me sustentar.

Possuo um interior confuso e bagunçado, repleto de rachaduras, algumas dessas, até já foram reformadas pelo tempo, mas as lembranças insistem em reabri-las.

O chão, por muitas vezes me falta, confesso.

O teto, dia após dia teima em se despedaçar e desabar sobre meus ombros já cansados.

Mas minha fachada, esta sim me enche de orgulho, com seus muros de rocha bruta, sempre enfeitada com um lindo sorriso e muito iluminada com o brilho dos meus olhos.