Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
Eu não me torno "bonzinho" apenas porque tenho medo das punições dos meus atos; mas me torno verdadeiramente bom se, mesmo sem punição, eu não faço.
Os outros não podem viver minha vida por mim, então eu escolho viver pra mim, e não pelos outros. Mas, de certa forma, ao viver pra mim, acabo impactando e vivendo também para os outros — não porque quero ou escolho isso diretamente, mas porque é assim que a vida funciona. Quando eu vivo pra mim mesmo, minhas escolhas, ações e existência acabam se refletindo no mundo ao meu redor. É uma consequência natural de viver verdadeiramente para si.
O que me faz entender minha mente não é o que eu penso, mas o que eu coloco em prática. O que eu penso, ou seja, tudo aquilo que eu faço, é o que me dá sabedoria no que eu penso. Porque é através das ações que os pensamentos se tornam reais e ganham sentido. O que eu faço reflete o que eu penso, e é isso que me ajuda a entender melhor minhas ideias e a mim mesmo. A prática é o que transforma o pensamento em experiência, e é nessa experiência que eu encontro a verdadeira sabedoria. Pensar é importante, mas agir é o que traz clareza e profundidade ao que penso.
Ou eu trabalho no que eu adoro, ou eu não trabalho.
Ou eu trabalho na hora que eu quiser, ou eu não trabalho.
Ou eu trabalho vivendo, ou eu não trabalho.
Para mim, viver e trabalhar devem ser a mesma coisa. Não vou jamais separar essas duas realidades, para ficar esperando os finais de semana e as férias, enquanto minha vida vai se perdendo em uma rotina de insatisfação, com antidepressivos para disfarçar o desconforto de estar fazendo algo que não gosto. Não vou ser mais um robô sustentando o luxo e o paraíso superficial de banqueiros e mega-ricos, que diariamente roubam meus direitos. Não, isso eu não aceito.
Eu posso pedir esmola na rua para as pessoas que sustentam esses banqueiros e mega-ricos, mas nunca vou aceitar que minha vida seja desperdiçada fazendo algo que não me satisfaz.
Porque, no fim das contas, eu vou morrer, com ou sem dinheiro, trabalhando ou não. Tudo o que eu conquistar vai ficar aqui, não vou levar nada. Então, vivo e viverei sempre do jeito que eu quiser. O jeito que eu gosto de viver é o jeito no qual eu devo trabalhar. Por mais impossível que pareça, é necessário ter criatividade para criar um novo trabalho de sobrevivência baseado no que eu realmente amo. Isso, para mim, é trabalho: viver fazendo o que eu amo. O resto, bem, é apenas escravidão.
Se eu tô mal com algo, é porque eu não aceito esse algo ou não mudo esse algo, se eu não aceito e nem mudo, é óbvio que vou ficar mal.
O esquema não é tomar anti-depressivo, nem continuar mal, o esquema é eu aceitar esse mal ou mudar esse mal, porque aceitando esse mal, eu fico bem, mudando esse mal, eu também fico bem, o que me impede disso, é só o medo, medo do que vão pensar ou achar, caso eu mude, caso eu aceite, só isso.
Só é difícil, se eu dificultar.
“Deus, eu te peço misericórdia pelos meus atos.
Que minhas palavras não sejam armas, mas pontes.
Livra-me da mentira que nasce do ego e do silêncio que foge da verdade.
Que eu fale quando for para curar,
cale quando for para não ferir,
e que a verdade que sair da minha boca venha temperada com amor.
Não permita que eu use a fé para julgar,
nem a razão para machucar.
Endireita meus caminhos, corrige minhas intenções
e faz de mim alguém que reflita a Tua luz
não só no que diz, mas principalmente no que vive. Amém.”
Da vida não espero muito mais de mim,
eu sigo tentando ser inteiro mesmo quando falto em pedaços.
Aprendi que crescer dói,
que nem todo silêncio é fraqueza
e que continuar, às vezes, já é vitória.
Não quero prometer o que não sou,
nem carregar pesos que não me pertencem.
Se eu for verdade no pouco,
se eu for sincero no que sinto,
já estarei indo além do que um dia imaginei.
Da vida, hoje, eu espero coragem.
De mim, eu espero honestidade.
E que, mesmo cansado,
eu não desista de ser quem sou.
Por tanto da vida não espero muito,
mas de mim eu espero tudo.
“Ai de mim se não continuar.”
Ai de mim se eu parar no meio do caminho.
Se eu deixar o cansaço falar mais alto que a fé.
Se eu permitir que as feridas me convençam de que não vale a pena.
Continuar nem sempre é força, às vezes é sobrevivência.
É levantar mesmo sem vontade, é dar passos pequenos quando o coração está pesado.
É entender que nem todo dia será vitória, mas todo dia pode ser aprendizado.
Ai de mim se eu não continuar acreditando, mesmo quando tudo parece silêncio.
Porque é no processo que Deus trabalha, é no deserto que o caráter é moldado.
Quem continua, mesmo ferido, não perde — amadurece.
Continuar é um ato de coragem.
E desistir não é opção para quem sabe que a promessa ainda está de pé.
Não estou me vitimizando.
Vitimar-se não me cabe — eu não preciso disso.
Cheguei até aqui sozinha,
e se for preciso, sigo sozinha.
Achismo é achar.
Ver é enxergar.
E eu enxergo.
Graças a Deus, eu tenho um Deus que me protege,
que não permite que ninguém me use por muito tempo,
nem como escada, nem como prazer,
nem como fuga das próprias carências.
Da vida, eu só quero uma coisa:
ser melhor do que fui ontem.
E não permitir que ninguém me coloque
numa prisão emocional
onde eu precise pedir permissão pra ser quem sou.
Meu passado eu devo a mim —
às escolhas que enfrentei,
às dores que superei.
E o meu futuro também depende de mim,
da coragem de continuar,
do amor-próprio que aprendi a construir.
E sobre isso, eu sei:
quem se conhece, se protege.
Quem se respeita, não aceita migalhas.
E quem anda com Deus
não se perde em caminhos que não levam à paz.
“Eu gosto dela sem saber explicar o que eu sinto. Não é carência, é sentimento — e me assusta não saber como defini-lo.”
“Eu brigo, mas na verdade nem é briga de verdade.
Eu sinto ciúme, mas não a ponto de perder a confiança.
Eu falo… mas às vezes queria saber ficar em silêncio.
Eu observo e guardo cada detalhe —
os olhares, os gestos e os suspiros que você deixa escapar.”
“Quem me diminui em público revela mais sobre si do que sobre mim.
Eu não preciso gritar pra ter valor, nem atacar pra existir.
Porque quem tem caráter não disputa palco — mantém postura.”
- Camila Rescaroli
Reflexão:
Eu não escrevo pra encher baldes…
escrevo justamente pra esvaziá-los.
Não escrevo pra dizer que tenho um livro,
eu escrevo porque dentro de mim já existem histórias.
Não aprendi a escrever pra ferir ninguém.
Alguém me ensinou a escrever…
pra que um dia eu pudesse alcançar alguém.
Porque no fim,
eu não sou melhor do que ninguém.
Posso até ser diferente…
mas não tenho o direito de me medir pela vida do outro.
Cada pessoa carrega sua própria luta,
sua própria essência,
seu próprio diferencial.
E talvez escrever seja isso:
não provar que sou mais…
mas lembrar que todo mundo é alguma coisa.
- Camila Rescaroli
Quando não está aqui eu me perco entre meu mundo e o seu me despedaçando em saudades, vago com um dialeto romântico ou uma melodia que desperta sua atenção.
postando todas as minhas atitudes à ti, Querendo evoluir todo o meu sentimento direcionado a você.
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