Nao sou a Mulher Perfeita sou eu

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A perfeição é atingida não quando não há mais nada a acrescentar, mas quando não há mais nada para tirar.

Ser ator é ir na contra mão. É ouvir a vida inteira que arte não é profissão. É saber escutar pouco "sim" no meio de tanto "não". Ser ator é não ter vaidade. Ser ator é ter múltiplas personalidades em uma mesma identidade. É provar a cada dia que você merece ser e estar ali. Ser ator é as vezes fazer algo com amor, pra quase ninguém ir. É querer que a arte transcenda de você pra todo mundo ouvir. Ser ator é coletivo. É mais "sermos" do que de fato "ser". Ser ator é entender que sempre vai ter mais pra aprender. Ser ator é descobrir que qualquer coisa é um atributo a mais, e se arrepender das aulas de basquete que não fez, do violão que deixou de aprender, do circo que a vida inteira foi só pra ver.. Ser ator é ter que tentar se desvencilhar da multidão dos que acham que também são. Ser ator no Brasil basta aparecer na televisão, talvez o país não seja do futebol, mas sim dos que acham que atuar é fama e não interpretação. Ser ator é ser julgado como vagabundo por quem seguiu na alienação. Ser ator é ter que fazer um "vestibular" quase todo dia como provação. Ser ator é querer o aplauso mais do que uma comissão. É ter que perder papel por que na internet não é o rei da visualização. É ter que fazer arvore, enquanto um outro "ator" faz o próprio shaekespeare se contorcer no caixão. Ser ator é não ter folga, nem final de semana, muito menos feriadão. Ser ator é ter a missão de "preencher o espaço" vazio que mora no peito da população. Ser ator é ter que ouvir "chora pra mim?" de cada um que se sente no direito de duvidar da sua vocação. Ser ator é não saber o futuro, se amanhã vai ter emprego ou não. É ter que disfarçar o medo que sempre dá em cada audição. Ser ator é ser atriz também, por que lutamos contra a discriminação. É ser preto, branco, pardo, índio, e amar o outro como um irmão. Ser ator é ouvir os mais velhos, que tem nossa idade só de profissão. É fazer nascer pra criança um novo brilho no olhar do coração. Ser ator é esperar um telefonema e torcer pra não ser a net, ou a tim, ou o aluguel, mas sim o produtor de elenco ou a direção. Ser ator é esperar do outro a compreensão. Ser ator as vezes é luz, camera e ação! Ser ator é casar o sentimento com a razão e tentar gerar reflexão. É querer ser, mas sem denominação. Ser ator é muitas vezes partilhar conhecimento com quem menos tem acesso a informação. É torcer que a arte tenha repercussão. É as vezes falar baixo, mas sem esquecer da dicção. Ser ator é acreditar na arte como uma solução. É querer dar ao mundo mais organização. É ouvir da familia: não esquece de mim quando for no Faustão. É só entender o que é cansaço após fazer um exercício de exaustão. Ser ator é ser amigo da decepção, mas sempre acreditar que na frente vem a gratificação. Ser ator é comercializar a ilusão, e sempre torcer pro trabalho ser de fato um trabalho e ter remuneração. É ser um espelho da humanidade, sem moderação. Ser ator é ter que estar sempre em prontidão e saber que palavra alguma sai da boca sem uma intenção. Ser ator é as vezes também ter que ser produção. Ser ator é saber que o esforço nunca é em vão. É saber voar mas com o pé no chão. É ouvir da tia "por que ainda não ta na Malhação?". Ser ator é ter que decorar texto e saber que isso é a parte mais fácil da profissão. Ser ator é entender que as mascaras do teatro nada mais são do que realmente a nossa melhor representação. Um dia sorrindo, um dia chorando e é assim a vida de quem vive da atuação. Por que ser ator é tão difícil que as vezes bate mesmo a desmotivação, mas lá no fundo a gente sabe que não da pra desistir quando se é amor e não só uma mera paixão de um sonho de uma noite de verão.

Mateus Ribeiro de Aquino
@mateusribeir0

"Não consigo descobrir em mim nenhum sentimento do qual partilhem as pessoas que aqui me rodeiam."

Não demore a aprender,
A vida é viver,
E viver é agora;
Vê se não demora!

Não importa quem você é, não importa o que você fez, não importa de onde você veio, você sempre pode mudar, se tornar a melhor versão de si mesmo.

Volto a repetir: ame-a como um louco, mas não como um tolo.

Alejandro Jodorowsky

Nota: Publicado pelo autor na sua conta do Twitter @alejodorowsky

O que se pensa a seu respeito não transforma você no que se pensa.

Linda flor que não se acha na floricultura.

Moça e a Canção

Ela sorri ao ouvir os primeiros acordes. A melodia não é apenas uma música—é um espelho. Um retrato dela, pintado pelas palavras de alguém que a enxerga como ninguém.

— "Moça do cabelo bonito, da boca gostosa, da pele cheirosa..."

Ela ri, meio sem graça, meio encantada. Já ouviu elogios antes, mas ali, naquela canção, eles ganham outro peso. Não são apenas palavras soltas, são pedaços de sentimento embalados em ritmo.

— "Seu beijo é mais gostoso que pudim com leite moça."

— “Você exagera…” — diz ela, sem esconder o brilho nos olhos. Mas no fundo, sabe que ali não há exagero, apenas verdade.

Ele canta para ela, com a voz leve de quem se entrega sem medo. E ela, por mais que tente manter a compostura, já está entregue faz tempo.

— “Juro por Deus, eu não queria me envolver, mas já tô envolvido…”

Ela desvia o olhar por um instante. Também não planejou se perder naquele amor, mas agora, como sair? Como devolver o que já é dele, se no primeiro beijo seu coração foi morar com ele?

Suspira, balança a cabeça, finge não se importar. Mas ele percebe. Sempre percebe.

— "Moça, cê bagunçou com o meu juízo."

Ela cruza os braços e sorri de canto.

— "E o que eu faço com isso?" — provoca.

Ele não responde. Apenas puxa sua mão, aproximando-a no ritmo da música. Porque algumas respostas não precisam de palavras. E naquele instante, tudo que importa é que a canção os envolva, como se fosse feita apenas para eles.

⁠Moça, você é a razão de tantas músicas na minha cabeça e um sorriso no meu rosto. Desde o primeiro olhar, algo mudou em mim. Seu cabelo, sua pele, seu cheiro... tudo em você me leva a um paraíso que eu nunca soube que existia. Teu beijo? Ah, teu beijo é como o pudim mais doce, que me faz perder a noção do tempo e me deixa querendo mais. Não sei como, mas você entrou na minha vida de uma forma tão intensa, e agora não há mais volta. De alguma forma, você transformou meu mundo, e agora, toda vez que penso em você, é como se o paraíso fosse meu lugar de novo. Moça, você fez mais do que me seduzir... me fez acreditar no poder de um amor simples, mas infinito.

Conexão além de Mim

Há algo que me chama,
não é o eco de meus próprios passos,
mas o suspiro de algo que está distante,
como um farol que pisca no horizonte,
sussurrando meu nome,
não em palavras, mas em silêncio.

Carrego, talvez, o peso de um abraço
que ainda não sei dar.
E no meu peito, um campo vasto,
um vazio que pulsa, não como falta,
mas como uma promessa que ainda não se cumpriu.

Eu me entrego ao que não vejo,
à dança que não sei se já começamos,
mas sinto os seus ritmos chegando
como uma maré que inevitavelmente alcança
a terra seca da minha alma.

E no infinito do que sou,
surgem novas camadas,
como ecos que se multiplicam,
onde cada um é um mundo,
onde cada um é um ponto de partida
para algo mais vasto.

Em cada respiração, encontro um fragmento,
um universo que se expande dentro de mim,
tão grande quanto o que está por vir,
tão pequeno quanto o que já me pertence.

Há infinitos em tudo que toco,
em tudo que olho, em tudo que sinto.
E talvez, seja isso:
o movimento incessante de encontrar e ser encontrada
no eco de todos os universos que criamos juntos.

⁠Infinitos em Mim

Fecho os olhos e sinto,
dentro de mim, infinitos.
Há uma canção não cantada,
um soneto nunca escrito,
versos que se constroem no silêncio,
frases soltas que bailam no vento.

Uma coreografia à espera da melodia,
uma dança que aguarda nossos passos.

Nem tudo o que carrego em mim me pertence,
não posso guardar—preciso encontrar destinos.
Em mim, carrego também muitas faltas,
daquilo que precisa urgentemente me achar.

Não há possibilidade de ser feliz sem me permitir,
sem me deixar ser—em mim, me encontro.

Respiro fundo, tão fundo,
que me perco na imensidão.
Não compreendo—sou tão pequena, mortal.
Como não transbordar?
Quantos infinitos cabem em mim?

Lembro-me: não sou deste mundo,
apenas passo,
uma estação, um instante.
Mas tenho urgências—
meu tempo escorre entre os dedos,
e cada instante é um reflexo de mim.

E no vazio, cheia de infinitos, sou.
Buscando me permitir ser.

⁠Deixe Que o Amor Transborde

Deixe que o amor transborde,
como um rio que não tem fim,
pintando a vida de cores
que o coração nunca viu assim.

Deixe que cada gesto seja um traço,
cada palavra, uma cor no ar,
pinte a alma com o abraço
que só o amor sabe entregar.

Não tema as tintas que se espalham,
não tenha medo de se perder,
pois só quando o amor transborda
é que podemos realmente entender.

Deixe que o amor transborde,
sem medo, sem pressa de parar,
ele vai colorir os caminhos,
e ensinar a beleza de amar.

⁠Ecos de uma Presença Permanente

Carrego teu nome no peito, mesmo sabendo que o eco já não encontra resposta. Algumas presenças são assim—partem, mas nunca vão.

⁠As estrelas não morrem, apenas se transformam em luz que atravessa o tempo, sussurrando ao infinito que um dia brilharam.

⁠Sem Reembolso

O tempo não espera troco,
não aceita devolução.
Cada segundo gasto
é um passo sem retorno,
um eco que some no vão.

Ou se vive, ou se perde.
Ou se lança ao agora,
ou fica contando migalhas
do que não foi.

A vida não se guarda em bolsos fundos,
não se deixa para depois.
É fogo que pede sopro,
rio que exige corpo,
vento que chama voz.

O relógio não faz acordos,
nem as horas dão desconto.
A urgência é hoje.
O tempo,
esse, já foi.

⁠. O Risco de Não Viver

Queria segurar minhas urgências com as mãos,
domá-las, dar-lhes um nome,
fazer delas caminho seguro.
Mas urgências não se seguram—
elas queimam, correm,
exigem entrega sem garantias.

Tenho sede de viver,
mas o medo me segura os pulsos.
Diz que é arriscado,
que o erro pesa,
que o tempo não devolve o que se gasta errado.

Mas e se o erro for parte?
E se o maior risco for não tentar?
Se nunca souber,
o que me restará além do vazio do que não foi?

A vida me chama na borda do precipício.
E eu hesito, mas sei:
não viver seria o pior dos tombos.

⁠A Arte Secreta de Partir

Não ficaremos presos ao sofrimento para sempre. Haverá um momento em que o cansaço vencerá o choro, em que o silêncio será resposta, e a aceitação, descanso.

Aceitaremos que chegou ao fim. Que nada mais mudará.

Mas não partiremos de qualquer jeito. A despedida precisa de tempo, de rito, de memória.

Então, nos ergueremos. Nos arrumaremos. Sorriremos para que fiquem as melhores lembranças, para que até o perfume da pele se transforme em saudade boa.

Arrumaremos a casa. Veremos os amigos. Daremos abraços longos— daqueles que dizem, sem palavra alguma, que ali, naquele calor, se pudéssemos escolher, ficaríamos para sempre.

E talvez gargalhemos, para que o som ecoe na eternidade.

Antes de partir, a gente se deixa. Porque, embora a decisão já tenha sido tomada, o desejo é ficar.

Ficar no olhar de quem nos viu, no toque de quem nos sentiu, nas memórias de quem nos amou.

E ser lembrada da melhor forma possível.

Sorrindo.

⁠Disseram-me para não desistir.
Se for morrer, que seja tentando.

Se for pra fraquejar, que seja apenas por uma noite — que as lágrimas lavem o medo, que o desespero se despeça com a escuridão. E ao amanhecer, que eu me erga, não como quem sobrevive, mas como quem renasce.

Que eu me torne parte do espetáculo.

⁠Foco também é dizer não!

Dizer não é um ato de coragem. É traçar limites, proteger sua energia e manter o olhar firme no que realmente importa. Foco não é apenas sobre o que você escolhe fazer, mas também sobre o que decide deixar para trás.

Mantenha-se conectada àquilo que te faz crescer. Cultive uma visão positiva que te impulsione, que te leve além. Cada dia é uma nova chance de ser melhor do que ontem, de lapidar sua essência, de construir a melhor versão de si mesma.

Priorize-se.
Valorize seu tempo, sua paz e seus sonhos. A meta não é aceitar menos do que você merece, mas sim reconhecer o seu valor e se posicionar à altura dele.

E, no caminho, lembre-se: foco não é apenas persistência, é também saber quando é hora de soltar, de recusar, de escolher-se.

⁠Olhar não tira pedaço, mas mexer causa embaraço.


Nem tudo precisa ser tocado, explorado ou decifrado. Há coisas que existem para serem admiradas à distância, sem a necessidade de interferência. O olhar pode ser curioso, contemplativo, até mesmo invasivo, mas é no toque – na ação impensada – que se criam os verdadeiros desencontros.

Respeitar o espaço do outro, compreender limites e reconhecer que nem tudo precisa ser desvendado é um gesto de sabedoria. Porque, no fim, o problema nunca esteve no olhar, mas na intenção por trás do movimento.