Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
Como resistir ...
um olhar a ti
cor de rosa
em botão
um botão de emoção
menina mulher
revelando em seus olhos
o fogo do amor
num despertar de pétalas
desabrochando
nas manhãs carameladas
de primeiros raios dourados
de pétalas ritmadas
em ligeiro carrossel
bordada em detalhes
e orvalhos da noite
a cada nova revelação
no sensível
aroma frágil
cristalino
no revelar das paixões...
O homem que esperava a lua
Quero ver minha menina se tornar mulher,
Ver esta mulher se tornar minha menina
Vou te esperar toda noite,
Esperar pelos espaços do tempo,
Venham as flores da primavera,
Que assolem o escaldante sol do verão,
Caiam todas as folhas do outono
Gelem-me as noites do inverno,
Esperarei por ti, razão do meu existir.
Tal qual o náufrago ama a pátria que deixou,
Esperarei por ti,
Como a lua espera pela noite,
Como o sol espera pelo romper do dia,
Tal qual pastor espera por sua ovelha ferida,
Como o pai que espera o retorno de seu pródigo,
Vou te esperar, vida minha,
Que passe toda minha vida
Sentado, te olhando passar
Mesmo se algo em ti não se confirmar,
Prometi que vou te esperar.
Vou sempre olhar pra cima
Sei, que a qualquer instante, a lua surgirá.
Loucura...pode até ser...
Mas sou o homem que vive sentado
Esperando a lua, pra mim, brilhar.
A mulher apaixonada!
É um ser em estado de torcida do Flamengo.
Torce mais por ele (o amado) que pela Seleção.
Entra no campo, agride o juiz, salta o alambrado,
topa qualquer desafio. Só vê a vitória.
Vai pro exílio, larga carreira,
profissão, conveniência, partido político.
Só tem um caminho e uma verdade: o amor.
O resto virá depois. Sem ele, o tudo é nada.
É o mais paciente dos seres impacientes.
Sempre em estado de 'estou pronta' leva anos
esperando com uma insuportável e maravilhosa impaciência,
exigência, dedicação, entrega, cegueira, vontade de quintais,
praias e amarrações que supõe perfeitas e definitivas.
Ninguém vive a provisoriedade com tanto sentido de permanência.
Ninguém assina em branco e antecipa tantos avais de afeto.
Ninguém erra com tanta convicção e decência.
É fera e santa, guerreira e gato,
desastrada e genial,
capaz de usar fitas; meias coloridas;
de enfrentar solidões, distâncias,
presenças e furacões pelo ser amado.
É o mais regular dos seres irregulares, porque
não julga, não pensa, não avalia: sente.
E que se danem o mundo, as regras, as regulações,
disposições, legislações e tudo aquilo que a mãe ensinou!
Que o mundo exploda em flores!
Ser de grandezas só vive de migalhas.
Entende de lençóis iluminados pela luz do corredor
nas noites sem sono, conhece ruídos diferentes
de tique-taques e entende de
cantores e poetas (escolhidos secretamente).
Interpreta as mensagens mais sutis do amado:
tom de voz, espaço entre uma e outra frase,
fomes dominicais, impressões vagas de cansaço,
tédio, alegria ou saudade expressas por fungados,
suspiros, desabafos, interjeições, gestos, sons, olhares.
Mistura disposição com vontade.
Possibilidade com ânsia. Dificuldade com não querer.
Em suma: é o mais incapaz dos capazes do que há de melhor,
mais lindo, legítimo e verdadeiro.
Especialista em pretextos; modista de oportunidades;
navegantes de esperanças; tecelã de ternuras;
doceira de amarguras.
É furacão e chuvisco; exaltação e placidez;
adivinhação e alienação; sábia e patusca;
maravilha e susto; mãe e mulher;
filha e bruxa; santa e desastrada.
O único ser que topa qualquer parada não é o herói,
o desesperado ou o valente:
é a mulher apaixonada.
Menina mulher
Onde está você?
Doce menina mulher
Que me fizeste amar
Onde está o sorriso
que me conquistou?
Onde está o olhar
que me encantou?
Onde está o abraço,
que me fez sonhar?
Onde está a doce menina
que me fez feliz?
Onde está a menina mulher
que me fez poeta?
Mulher
De tudo que és belo
És tu, mulher
Mulher, tua beleza é como um pôr do sol,
Que irradia o anoitecer
Mulher, tu atordoa como um cálice.
Dos mais raros dos vinhos
Mulher, teu perfume é como um
Jardim de rosas, capaz de seduzir
Mulher, tu és frágil como um beija flor,
Porém forte o bastante para ser mãe
Mulher, tu amas e será amada
Pois tu és mulher.
Acreditei por tanto tempo no conceito de que "mulher deve ser autossuficiente", ainda acredito, mas essa regra tem prazo de validade.
A sua vida anda chata, você não aguenta mais estudar, você não suporta olhar pra cara do seu chefe, você não quer mais a vida que sempre levou. Quase que lógico que ao chegar em casa o que você quer é alguém te esperando, pra te dar carinho e te fazer feliz. Pra, quem sabe, só poder estar contigo por duas horas na calçada da sua casa, as duas horas mais felizes do seu dia, tragicamente, as únicas que você sorriu com sinceridade.
Quando suas amigas estão solteiras, o dinheiro tá sobrando e a vida tá tranquila, nos declaramos autossuficientes, sim! Queremos curtir os dias sem a coleira, mas quando deitamos a cabeça no travesseiro, ela pira e os pensamentos vão de encontro a quem queremos e que, mal sabemos porquê, não está do nosso lado.
Ilusoriamente lembramos daquele perfume, sentimos aquele beijo, suspiramos com as palavras ao pé do ouvido e sim, estamos deitadas em nossas camas sozinhas, perdidas em noites, esperando que alguém se materialize a direita.
Eu saio de casa, maquiada e perfumada, decidida a mudar, e a mulher que volta pra casa se vê no espelho uma palhaça, que baixou a cabeça pra uns, foi alvo de outras, perdeu a força no bolso e quando foi procurar não estava mais lá.
E então, ridiculamente, finjo uma felicidade, me mostro sempre com bondade, alego que só quero amizade.
Chego nessa conclusão enquanto o ônibus me leva de volta pra casa, e quando desço, vejo você na minha calçada e me dou conta que, por pelo menos mais alguns minutos eu vou me render a minha fragilidade, pois se quando durmo não posso ter você ao meu lado, que seja assim: faz de conta que é errado!
“Menina”
Quem é esta mulher, objetiva,
Reservada, tão insípida?
Quem é esta mulher?
Menina tão decidida da vida?
Quem é ela, tão indiferente?
Sabe da vida o que quer.
Tão responsável!
E às vezes tão inconseqüente!
Quem é você menina?
Tão perto está, a um toque das mãos.
E ao mesmo tempo, tão longe,
No vazio, nessa imensidão!
Um dia a conheci, estive bem perto!
Falava-me coisas bonitas.
Hoje não a reconheço.
Sem ela, pareço está no imenso deserto.
Suas palavras me faziam bem
Ver seu sorriso deixava-me alegre,
Seu bem está,
Era o meu está bem.
Agora, onde você está?
Longe, perto, próximo do que?
Não sei como chegar até ai.
Me diz onde está você ?
Encontram, afinal, a mais antiga mulher do mundo. Está com incríveis 280 anos de idade. Pena que foi encontrada (e ainda está) totalmente morta!
Sufocante, chata, autoritária, possessiva, exigente, mas, acima de todos os defeitos, uma mulher que te ama.
Toda mulher desde garotinha tem uma mania boba de querer cuidar,
Cuidar dos amigos,
Cuidar dos irmãos,
Cuidar do pai,
Cuidar da mãe,
Cuidar do amado,
Cuidar do bichinho de estimação,
ou do ursinho de pelúcia.
No final isso tudo é somente o instinto maternal que fala mais alto dentro de todas Elas.
Um dia uma linda mulher, perguntou a uma bela rosa
O que é o amor??
Quer saber o que a Bela Rosa falou??
Não falou nada....
Pois as rosas não falam!!
Mulher aos trinta
Nem verde, nem tão madura, aos trinta anos o gosto, a forma, a temperatura ideal. Nem precoce, nem tardia, é ao ponto; é um quê de vinho do porto que se aprecia. É o andar seguro e envolvente de quem faz que desentende o que causa. Não preza mais só largura dos ombros; aos trinta anos, o olhar é mais profundo e veem na inteligência um alto ponto de partida. Se excitam por ideias interessantes.
Ela se faz de desentendida, bebe sozinha, desce do carro com ar de quem é independente. Tão mais mulher, tem tom esnobe, segura de tua capacidade. Gosta de atrair olhares, mais do que beijos. Gosta de despertar desejos e é vício de quem a tem. Ela seduz nos trejeitos e é veneno lento: enlouquece com teu modo de firmar os olhos envoltos, aqueles cílios que como trilhos mostram o caminho - dos vinte, o que aos trinta aperfeiçoou.
Ela joga o cabelo e abre um sorriso, como se nem notasse o desconcerto dos teus vestígios. Aos trinta anos, não quer perguntas, nem se importa tanto com o passado. Ela espera, ela também demora. Sabe que um "agora" perfeito precisa de jeito e não combina com pressa. Surpreendentemente atraente, a junção inocente com maturidade.
A mulher se descobre aos trinta anos. Inteligente e mais audaciosa, é o tempo em se entende e se desprende de fatos, alguns passados, para ser de si. Tempo em que reconstrói decepções, amansa as ilusões e se quebra tabus. Tempo entre as quedas e voos. Tempo de balanço sobre as grandes loucuras ou escassez de coragem. Uma mente mais leve e focada ao que realmente lhe interessa. Não há de tê-la como meio-termo, mas está ao centro do melhor tempo: é a deusa das décadas. Modéstia a parte, quando ela se ama, é um fascínio uma mulher de trinta anos. Nesse equilíbrio dócil entre o frágil e o forte, ela é grave: ela provoca, ela consegue, ela arrebata - passa, escapa pelos dedos, faz arrombos por dentro e sai intacta.
Por amor
A mulher por amor
Dá carinho, suporta dor
Tira da flor os espinhos
Em meio a guerra
Ela faz amor
De tanto querer acertar
Até erra...
Mas merece perdão
Pois tudo o que ela faz
É com o coração.
Para se conquistar uma mulher,só é preciso Três coisas;Carro,Casa,e Dinheiro. Ninguém vai ao primeiro encontro à pé.Ninguém constroi um lar sem uma Casa.Ninguém consegue viver sem Dinheiro.
Eis aqui uma mulher...
Errante,constante e absolutamente nostálgiga.
Com um desejo louco de gritar e protestar.
São tantas as mazelas que a afligem,eis um mundo de cinderelas no qual ela se firma desde os seus primeiros passos,mundo esse que só ela conhece ou ja esteve la,afinal,mulher é tão somente poesia em matéria.
Exala sonhos,se entrega sem pudores ou medos,vai adiante em prol dos seus e sempre esta disposta a renovar sua capacidade de amar.
Mulher de outrora submissa, hoje nem tanto pois atingiu postos antes nunca sequer cogitados.Boneca,colégio,passeios aos domingos e um desejo involuntário de algo que ainda não lhe chegou.
Mulher da labuta diária ,dos negócios pendentes,de forno e fogão de profissões atipicas antes fora de contêxto aos olhos da sociedade...sempre mulher.
Todas na verdade são meninas crescidas ou não galgando seus lugares ao sol e vivendo de forma que faça enchergar suas indagações e indignações do dia a dia.
Eis aqui uma mulher e um simples desabafo cujo nome é "silêncio" e pseudônimo "lágrima"
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