Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
Sou aquela que viu todas as aflições de perto. Foi desesperador me ver sozinha sem ninguém que quisesse me apoiar. No meio do caminho parei desnorteada sem saber que rumo seguir. Lembrei de uma igreja perto. Fui pra lá e assim sobrevivi aquela noite!
Se alguém quiser falar sobre dor, sou toda ouvidos. Conheço quase todas as dores do mundo; até as que não passei, sinto como se fossem minhas. Do psicológico ao espiritual, fui acometida de tudo.
Hoje, completo mais um ciclo na vida.
Sou a expressão exata do tempo que me trouxe até aqui.
Sou minha história que se faz presente.
Sou a idade que o tempo me deu, perfeita para viver o agora, com a sabedoria e a euforia necessárias para abraçar os momentos que vivencio e compartilho.
Hoje, sou um espírito mais desperto, enriquecido pela experiência do que vivi e pela promessa do que ainda serei.
Trilha sonora da minha vida 1983
Sou da geração 14 de setembro de 1983.
Cresci numa época que a música não era apenas som, era companhia, abrigo e memória. As canções tocavam no rádio, nas fitas, nos CDs, e sem perceber, virava parte de quem eu sou.
Cresci ouvindo versos que atravessaram o tempo, melodias que ainda hoje moram no peito como quem nunca foi embora.
Tive a poesia dos Engenheiros do Hawaii, os questionamentos da Banda Legião Urbana, a força do Capital Inicial e a verdade urbana do Charlie Brown Jr.
Tenho e sinto vontade de me expressar sobre o que aprendi sobre sentimentos com Ana Carolina, coragem com Pitty, leveza com Djavan, profundidade com Caetano Veloso, doçura com Vanessa da Mata, esperança com Milton Nascimento e raízes com Chitãozinho & Xororó dentre tantos outros...
As palavras de encontros amorosos, poesias sobre amor do Roberto Carlos, cantei também amores com Marisa Monte e Nando Reis, me emocionei com a voz de Elis Regina, me encantei com a grandeza de Gal Costa e dancei ao som de Jota Quest.
Entre versos intensos de Cazuza e a irreverência de Rita Lee, aprendi que viver é também desafiar o mundo.
Chorei com a alma de Cássia Eller, sorri com Claudinho & Bochecha, refletir com Gabriel O Pensador e celebrei a vida ao som do samba.
Porque teve Arlindo Cruz, teve Zeca Pagodinho, teve Alcione com sua voz gigante e tantos outros extraordinários que fizeram da música uma herança afetiva na minha vida.
Sou da geração que esperava a música tocar no rádio, que decorava letras sem internet que rebobinava fitas e colecionava emoções, ouvia algumas músicas que minha mãe e meus irmãos colocavam em casa quando eu ainda era uma criança e na minha adolescência pude selecionar as que eu mais me identificava.
E quando a memória afetiva me embala ou a saudade bate, eu entendo que não é apenas nostalgia. É gratidão!
Gratidão porque algumas músicas não envelhecem. Elas crescem com a gente.
E quem nasceu em 1983 sabem que a vida passa, os anos correm, mas certas canções seguem eternas e tocando exatamente no mesmo lugar... o coração!
E assim eu sigo como Engenheiros do Hawaii "somos quem podemos ser" e descubro que crescer também é escolha.
Com a Pitty eu chego dizendo e finalizando esse enredo da minha trilha sonora dizendo que "o importante é ser você" num mundo que insiste em moldar pessoas.
Sou um misto de vendaval e brisa fresca. Em alguns momentos, me permito flutuar levemente entre a paisagem dos meus dias, em outros, me permite ser invadida por furações insanos que me atormentam o juízo, que me roubam a paz e me tiram o sorriso.
As vezes, me permito viver todas as estações do ano em um único dia. Em outros momentos, custo a me permitir experimentar uma única estação.
Sou assim, um misto de alegria e amargura; de encanto e desencanto; de felicidade e tristeza. Mas a única coisa que não me permito, em nenhuma hipótese, é deixar de ser intensa! É deixar de ser pura emoção e, sobretudo, pura verdade e doação.
Sou escritora ...amo as palavras e os livros... escrever mantém meus sonhos vivos... sou um mistério para mim mesma..
Sei que muitas vezes pereço ao tentar iluminar a escuridão, mas o que me consola é que sou guiado pelo brilho das estrelas.
Sou oculto!!! E até quando o barqueiro vier me buscar de volta para minha casa, jamais me compreenderei, por mais que tente incessantemente. Eis o dilema da humanidade.
Sou feita do som da chuva, do inverno, do som do mar, do azul do céu e do barulho do vento. Gosto de filmes melancólicos . aprecio a natureza e as trilhas, assim como música e dança. Nem sempre amo a vida, mas luto cada dia para ficar bem."
Estrangeiro em Minha Própria Terra
Sou brasileiro de nascimento,
mas estrangeiro por inclinação;
caminho entre vozes familiares
e nelas não encontro habitação.
Não me seduzem as celebrações ruidosas,
nem o fervor das multidões em festa;
há em meu espírito um silêncio antigo
que à algazarra sempre se manifesta.
Não busco abrigo em bares iluminados,
nem encanto nas noites de ocasião;
vejo taças erguidas ao instante efêmero,
enquanto procuro sentido e reflexão.
As tradições que muitos exaltam
não despertam em mim admiração;
parecem-me frágeis como névoa dispersa,
incapazes de prender meu coração.
Onde outros encontram alegria,
encontro apenas breve distração;
onde celebram costumes e símbolos,
percebo distância e contemplação.
Talvez o erro não esteja na terra,
nem no povo, nem na canção;
talvez eu seja apenas um viajante
em perpétua busca de outra visão.
E assim prossigo, só e pensativo,
entre a pertença e a negação;
brasileiro pelo acaso do destino,
mas cidadão da inquietação.
Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, ouça até o final.
Quando lemos o capítulo 1 de Gênesis, muitas pessoas enxergam apenas uma narrativa sobre a criação do mundo. Mas existe uma reflexão muito mais profunda escondida nas entrelinhas. Antes de existir forma, existia o caos. Antes da ordem, existia a desorganização. Antes da luz, existia a escuridão.
E não é exatamente assim que muitas vezes acontece dentro de nós?
Quantas pessoas estão esperando um milagre, enquanto ignoram que toda transformação começa quando a luz entra em contato com a escuridão? O primeiro ato da criação não foi construir montanhas, oceanos ou estrelas. Foi trazer luz. Como alguém pode organizar a própria vida sem antes enxergar a realidade como ela é?
Talvez o verdadeiro significado desse capítulo não esteja apenas na criação do universo, mas na criação diária de nós mesmos.
Observe a sequência. Deus não cria tudo de uma vez. Existe um processo. Existe uma ordem. Existe paciência. Primeiro uma etapa, depois outra. Primeiro a preparação, depois a abundância.
Vivemos numa sociedade que deseja resultados instantâneos. Queremos riqueza sem construção, maturidade sem sofrimento, colheita sem plantio. Mas Gênesis nos mostra que até a criação segue uma lógica. A natureza não tem pressa, mas também não para.
Outro detalhe impressionante é que tudo aquilo que foi criado recebeu uma função. O sol, a lua, as águas, as árvores, os animais. Nada foi colocado ali por acaso. Isso levanta uma pergunta poderosa: se tudo na criação possui propósito, por que tantas pessoas passam a vida acreditando que nasceram sem um?
Talvez o maior conflito humano não seja a falta de capacidade, mas a falta de consciência sobre quem realmente é.
Também é interessante perceber que o ser humano surge apenas depois que o ambiente está preparado. Isso nos ensina que nem sempre aquilo que desejamos está demorando porque foi negado. Às vezes está demorando porque ainda está sendo preparado.
Quantas vezes reclamamos da espera sem perceber que a espera também faz parte da criação?
Gênesis 1 nos convida a abandonar a mentalidade do acaso. Ele nos lembra que ordem gera crescimento, que disciplina gera frutos e que a vida floresce quando existe direção. O caos não desaparece sozinho. Ele precisa ser transformado.
A pergunta é: qual área da sua vida ainda está mergulhada na escuridão esperando que você tenha coragem de acender a primeira luz?
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E agora eu lhe deixo uma última pergunta: se hoje fosse o primeiro dia da criação da sua nova vida, qual seria a primeira escuridão que você precisaria iluminar?
Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, ouça até o final.
O capítulo 2 de Gênesis é uma das passagens mais profundas já escritas sobre a condição humana. Enquanto o primeiro capítulo fala da criação do universo, o segundo parece aproximar a câmera da alma humana. Não estamos mais observando galáxias, mares e estrelas. Estamos observando propósito, responsabilidade, escolhas e relacionamentos.
O texto diz que o ser humano foi formado do pó da terra. Que imagem poderosa. Ao mesmo tempo em que somos capazes de criar cidades, escrever livros, construir impérios e transformar o mundo, nossa origem nos lembra da humildade. Somos pó animado por um sopro. Somos matéria que ganhou consciência.
Talvez um dos maiores erros da humanidade seja esquecer uma dessas duas verdades. Algumas pessoas se enxergam apenas como pó e vivem acreditando que não possuem valor. Outras se enxergam apenas como grandeza e se tornam arrogantes. O equilíbrio está em compreender que somos pequenos diante do universo, mas imensos em potencial.
Depois disso, Deus coloca o ser humano em um jardim. Perceba que ele não foi colocado em um palácio para descansar eternamente. Foi colocado em um jardim para cultivar e cuidar. Isso destrói a ideia de que propósito significa apenas receber. O propósito também envolve responsabilidade.
Quantas pessoas desejam os frutos, mas rejeitam o cultivo?
O jardim representa a própria vida. Os relacionamentos precisam ser cultivados. O conhecimento precisa ser cultivado. O dinheiro precisa ser administrado. A saúde precisa ser preservada. Quando abandonamos o cuidado, até as coisas mais belas começam a se deteriorar.
Então surge algo fascinante. No meio da abundância, existe uma árvore que não deveria ser tocada. Isso nos ensina uma verdade desconfortável: liberdade não significa ausência de limites.
Vivemos em uma época que muitas vezes trata qualquer limite como uma prisão. Mas sem limites não existe maturidade. Sem escolhas reais não existe caráter. O valor da obediência só existe porque existe a possibilidade da desobediência.
Outro ponto profundamente humano aparece quando Deus declara que não é bom que o homem esteja só. Mesmo em um jardim perfeito, cercado por beleza, algo ainda faltava. Isso revela que conquistas materiais não substituem conexão humana.
Há pessoas que buscam dinheiro para preencher solidão. Outras buscam fama para preencher vazio. Mas o texto sugere que fomos criados para viver relacionamentos significativos, para compartilhar a jornada, para aprender a amar e ser amadas.
No fundo, Gênesis 2 fala sobre identidade. Fala sobre lembrar de onde viemos, assumir responsabilidade pelo que recebemos, respeitar limites e compreender que nenhuma conquista externa consegue substituir a riqueza de uma alma conectada ao seu propósito.
A questão é que muitos passam a vida inteira tentando possuir o jardim, mas poucos dedicam tempo para cuidar dele.
E você, se alguém observasse o jardim da sua vida hoje, encontraria sinais de cultivo consciente ou marcas de abandono silencioso?
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