Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
Sou muito detalhista, e observo tudo, penso em tudo, principalmente nas coisas que me machuca, essas eu demoro muito mais que o normal para esquecer e toda fez que lembro o coração sofre por não entender realmente o que é o amor. ☹️😶😣💔💔😪
UM POUCO DO QUE SOU
Por Nemilson Vieira (*)
Do coco sou água isotônica; do corpo, a água de cheiro.
Morro na praia todos os dias. Lavo os pés, em cerimoniais batizo os fiéis; refresco o corpo e tiro a fadiga...
Sou a poça nas estradas e da criançada, o poço. O suor do rosto, a chuva, a enxurrada, o sereno da madrugada, as lágrimas caídas…
… A esperança dos idosos, a doce alegria das crianças; o fiel da balança, o ouro da torneira a entornar.
Sou o direito, o amor-perfeito que brota do chão, que desce do céu.
No organismo, carreio as impurezas metabólicas, ao ser bombeada pelo coração.
Sou um devoto em súplicas, a água benta; estou no pássaro que voa, no lago e na lagoa; no Rio Mosquito, no Bezerra no Montes Claro...
Sou a vida na Terra acontecendo. Uma célula pulsando em cada canto.
Estou no predador e na presa fugidia; fonte a brotar água cristalina, nos brejos, juntinho dos buritis…
Sou de todos os lugares: do Planalto Central, da Serra da Mesa, da Moeda, da Canastra… Da Serra do Geral.
Sou das veredas do Guimarães Rosa, da Serra do Curral; do Pantanal…
Sou das Minas Gerais, Universal.
Fui vista até em Marte; visualizada do espaço sideral.
Por fim, sou a justiça qual rio a correr, que não pode secar.
Sou a vida a escoar na direção do mar.
* Nemilson Vieira,
Gestor Ambiental, Acadêmico Literário
...Sou tão calma quanto um raio
Que parte uma árvore,
...E tão violenta quanto a folha
Que desta árvore cai"...
Me desculpem por favor mas na hora da dor do outro, ainda sou aquela criança que se esconde atras da porta.
Como sou pequeno diante da grandeza deste universo exuberante , mesmo sendo minúsculo, em sua formação sou parte integrante. A natureza, nossa mãe grandiosa me permite contemplar a beleza, sobre o surgimento dos quatro elementos essenciais para a sua existência. Compadeço-me com a vitalidade do líquido da vida, que fortalece e nutre este todo gigantesco.
A terra que nos alimenta, que sem fluxo e método não há o que nela cresça.
O ar que nos inspira , e nos sustenta , e o fogo que aquece diante da frieza , seja ela de sentimentos ou de necessidades para a nossa sobrevivência.
Não poderia eu ansiar por nada mais, sou grato pelo verde que ainda exista , e que abriga essa diversidade animal que aqui jaz. É estrondoso ver que do natural nascemos e evoluímos, que se consolida desde o princípio , a evolução do ser no seu ponto mais íntimo.
A humanidade é rica , pela biodiversidade que está inserida , não há lógica em preferir a tecnologia. Se estabelecerá o dia, em que iremos abandonar o sentimento egoísta , e iremos cultivar a reciprocidade com o planeta em seu âmbito altruísta.
Sou única até onde sei... Sou tudo ate onde posso... Sou minha como pensei... Sou de ninguem ate onde mostro.
Sou um jardineiro da vida e da filosofia, procurando as raízes para colher deleitosos frutos e flores.
Sou só um cara que gosta da emoção por emoção. Provocar emoções sempre é um exercício e sentir todas elas é uma obrigação.
Jota Cê
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{O Mar}
Sou mar,
sou água e sou sal,
sou só e sou frio.
Sou mar,
sou água da dor,
deserto de amor,
trago a vida e a morte,
trago destino e a sorte.
Quantas embarcações,
meu Deus quantas.
Se foram em minhas águas,
levaram vidas lavadas,
nas águas da triste sorte,
fui eu quem lhes trouxe à morte.
Me lembro daquele barco,
o primeiro que navegou,
lembro de o ter levado,
nas águas, que se afogou,
lembro de ter marcado,
tais águas com mui ardor,
lembro de ter partido,
suas velas levantou,
foi-se ao sabor do vento,
foi-se e me deixou.
Veio o segundo barco,
veio ao natural,
levei-lo por minhas águas,
viagem comercial,
foi vazio e indiferente,
foi naufrágio, pois fui ausente.
A terceira embarcação,
foi em meio à um tufão,
turbulenta a viagem,
marcante de emoção,
mas eu mesmo o afundei,
pelo que me agitei,
não vi-lo à naufragar,
pois o vento à soprar,
minhas ondas à agitar,
não me deixei de encapelar,
o vento então cessou,
já nada posso fazer,
apenas optar,
por lembrar ou esquecer.
Hoje vejo outro barco,
que navega sobre mim,
vou-lhe deixar ir,
para não trazer lhe o fim.
Muitos se foram,
não mais estão à navegar,
estão dentre as águas,
são memórias à recordar.
Não mais quero ser mar,
agora quero navegar,
não importa que eu afunde,
quero dentro em ti estar.
Como mar serei só,
pois não te quero naufragar,
antes ver-te no cais,
apenas à margear.
Assim prossigo,
sempre frio,
só com o vento à papear,
não olhe a ilusória calma,
pois é triste a sorte do mar.
O teu nu me hipnotiza e o teu cru me fascina. E como feito um animal hipnotizado e fascinado que sou.
Jota Cê
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