Nao sou a Mulher Perfeita sou eu

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Pois é. Mas hoje eu até queria. Como quase nunca quero. Como quase nunca peço. Tentei e insinuei, mas minha força anda fraca. As circunstâncias me laceram e não me apraz esse apanhar, esse perder lugar. Não sei mesmo que caminho seguir. E o pior que nem é nervosismo o que estou sentindo, nem indignação, só paira sobre mim uma nuvem escura de fumaça e dúvida, sensação de perda de tempo, de resignação, até esperança tem me habitado nesses últimos dias. Esperança. Em mim. Irreconhecível. Ou trouxa.

Inserida por moniqueborges

Você vai me abandonar e eu nada posso fazer para impedir.

Inserida por cassiakamila

Mas o que dói mesmo é esse finalzinho de dia. A hora que eu validava a minha existência com a sua atenção.

Inserida por biancavasconcelos

Que comece agora. E que seja permanente essa vontade de ir além daquilo que me espera. E que eu espero também. Uma vontade de ser. Àquela, que nasceu comigo e que me arrasta até a borda pra ver as flores que deixei de rastro pelo caminho. Que me dê cadência das atitudes na hora de agir. Que eu saiba puxar lá do fundo do baú, o jeito de sorrir pros nãos da vida. Que as perdas sejam medidas em milímetros e que todo ganho não possa ser medido por fita métrica nem contado em reais. Que minha bolsa esteja cheia de papéis coloridos e desenhados à giz de cera pelo anjo que mora comigo. Que as relações criadas sejam honestamente mantidas e seladas com abraços longos. E que seja DOCE tudo que tiver que ser.

Inserida por FernandaTR

Eu escrevo para fazer existir e para existir-me. Desde criança procuro o sopro da palavra que dá vida aos sussurros.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.
Inserida por pbatistoi

Eu só queria um tempo, uma paz e um amor de verdade! Só isso.

Inserida por maiaramelo

E amanhã eu vou ter de novo um hoje. Há algo de dor e pungência em viver o hoje.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.
Inserida por Caluga

Daí a eterna impaciência, e adoro ver seus olhos de rapariga rondando a enfermaria: eu, o relógio, a televisão, o celular, eu, a cama do tetraplégico, o soro, a sonda, o velho do Alzheimer, o celular, a televisão, eu, o relógio de novo, e não deu nem um minuto. Também acho uma delícia quando você esquece os olhos em cima dos meus, para pensar no galã da novela, nas mensagens do celular, na menstruação atrasada.

Inserida por brunaalencarc

Eu conheço bem a fonte
que desce daquele monte
ainda que seja de noite
ainda que seja de noite
porque ainda é de noite
no dia claro dessa noite...

Inserida por teacherivan

E o que ele me deu depois do sorriso eu nunca vou saber, porque o bom de ter essa dor que nem dá pra mexer é pouco nos lixarmos pras pequenas felicidades.

Inserida por nathfabrini

Tanto tempo depois que Ana me deixou, e eu sobrevivi, que o mundo foi-se tornando aos poucos um enorme leque escancarado de mil possibilidades.

Inserida por tham

No vácuo de mim eu me despenco.

Inserida por nathyb

Depois eu lembrei que todo mundo passa mas ninguém fica e tive vontade de chorar o choro mais longo e pesado do mundo. Eu tive vontade de dormir no peito dele, em cima da camisa ridícula dele. Mas eu fui embora antes que isso pudesse ser mais uma lembrança para o meu jovem mural amarelado.

Inserida por raquelmartinslopes

O outro lado de mim me chama. Os passos que eu ouço são os meus.

Clarice Lispector
Água viva. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1998.
Inserida por mauraprada

Embora eu nunca tivesse conseguido aprender como se vive aos sábados, se é que existe uma maneira específica de atravessá-los.

Caio Fernando Abreu

Nota: Trecho da crônica "Uns sábados, uns agostos".

Inserida por mauraprada

Há em mim uma paz enorme que eu chamo de felicidade.

Inserida por jeehx3

O que acontece comigo é que eu tinha andado de braços fechados. Sem perceber.

Inserida por lindamaranovais

O que eu fiz, apenas, foi ir me obedecendo.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica O “verdadeiro” romance.

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Inserida por gabipinho

Nunca fui santo. Nunca pretendi ser.

As palavras mais sensatas que eu disse são frutos de meus piores erros. Eu tinha que aprender alguma coisa, pelo menos, certo?

Meu maior pecado? Não importar-me, simplesmente.

Fiz aquilo que eu quis fazer, sem medo de arrependimentos. Isto fez com que eu ainda muito jovem tivesse uma vida cheia, muito intensa, e me transformou no que sou hoje: o melhor exemplo para aquilo que não se deve fazer, em qualquer situação.

Mas... quer saber? Eu faria tudo outra vez!

Inserida por AugustoBranco

Só eu sei que já cheguei à humildade máxima que um ser humano pode atingir: confessar a outro ser humano que dele precisa para existir. Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada.

Inserida por BIAAGARIE