Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
Meu nome é trabalho, construção e conexões. Onde não sou necessário ou sou covardemente hostilizado por imbecis vaidosos, sorrio amarelado e me afasto de mansinho pois estava equivocado e não faço e nunca fiz parte deste lugar.
Deixo para que decidam
ou não se sou a tal Poetisa
desta cidade de Rodeio
que põe a sua poesia
em descanso no verde
deste Médio Vale do Itajaí,
Que se deslumbra com
ventos e alvoradas sobre
esperas românticas
em companhia das vidas
atlânticas na habitação
com vista para o Pico do Montanhão.
Não travo guerras,
não embalo desafios,
tampouco sou Musa,
e sim apenas anseios
de um Doce Novembro
que se possa celebrar
o florescimento
do Angico-vermelho.
Temos mais de pássaros
do que nós imaginamos,
Assumo que não sou
diferente de um Alma-de-Mestre,
Quando está Sol nem
que seja espiritualmente
voo para o mar,
E quando vem a tempestade
fico com os meus pés na terra,
Assim tem sido o meu voo de poeta,
é o que dizem aqueles
que se veem como pescadores.
A Pátria não é minha,
mas dela sou a vizinha,
A tropa não é minha,
dela tenho sido a poesia,
A História não é minha,
mas a memória sou
a zeladoria para que
não se fale deles
nenhuma covardia.
Dói o meu tornozelo,
e eu não posso voar,
Bem que eu gostaria,
creio que a poesia
vem cumprindo
melhor a mística
missão de reclamar.
Ali estão detidos
13 membros
Da Aviação Militar,
é de desesperar;
Não se tem nem
ideia quando este
pesadelo irá acabar.
Não sei do General,
notícias dele não há,
Não sei nem se ele
está sendo tratado
bem o suficiente
para melhorar.
No momento sou
o eco da voz
da venezuelana,
mesmo sendo
verso e memória,
não tão distante
quanto aparento,
mas próxima
o suficiente
para implorar
que corrijam
essa História.
Por mais que tentem
ocultar a imagem,
calar a voz
e lançar no limbo
do esquecimento,
ele está no coração
do povo e nem
o tempo tem
a condição
de apagar
que o General
pertence
ao Movimento.
Porque eu sou
aquela que na
lembrança dança
com o Comandante,
e o calendário só
reconhece o dia
quatro de fevereiro.
Do dia primeiro
sou a voz da
reclama ao
mundo inteiro
que o mar não
foi devolvido,
por ele ergui
poesia e grito.
Não sou a sereia
com a acústica
concha na mão,
e nem tão poeta
como gostaria.
Nem o tempo
pode apagar
o quê aconteceu,
não me calo
porque qualquer
um não está livre
de quem não leu.
Do Vale de Azapa
em plena costa,
sou canção que
não se apaga,
incaica e aymara.
Não aceito o tal
resultado que
foi mal decidido,
porque quem
não se esforçou
para saber da
História nada
tem de bendito.
Na verdade você não
pode nenhum pouco
de mim se queixar,
Só porque sou a tal
letra poética
e alma teimosa.
Eu me sinto
a comandante
do quartel
mesmo ciente
que nem isso sou.
Vamos fazer um
acordo de paz?
Me devolva a tropa
e os generais,
que eu te devolvo
poemas em dobro,
e juro que de ti
não reclamo mais,
porque você é
assunto do seu povo.
Não tenho nada
a ver com isso,
Sou estrofe
do país vizinho,
Eles não me veem,
mas estou presente
em meio ao lamento
de cada amigo,
E não é de hoje
que sigo comentando
repetidamente,
Não há mais como
achar que anda
tudo normal,
a história é comovente.
Prenderam um General
injustificadamente,
e até agora não
houve acesso ao devido
processo legal
e nem direito a ventilação.
Um militar se queixou
na fronteira com
a Colômbia porque
está insatifeito
com a carreira,
E houveram exercícios
sem a presença do Ministro.
É venezuelano o Esequibo,
e não é de hoje que
venho insistindo nisso;
há tempos acabou
o período colonial!...
Elevado ao firmamento
o sinal do lobo cinzento
bailando nas mãos,
E há bastante tempo
não sou mais a mesma.
A face da espera está
misturando-se a minha,
o teu nome é meu hino;
E não tens ideia disso.
Apaixonado é este seio
que íntegro te deseja:
Pedindo todo dia ao céu
que te faça inteiro meu
muito além do Universo.
Destino irreversível
é a Pátria que elegi
fundar no teu peito;
Você ainda não veio.
Mercúrio alcançou
o ponto mais alto,
A Lua vai se conjugar
com Marte e pensar
no amor tem feito arte.
No meio da loucura
do mundo em guerra,
Mais forte é a poesia
porque a guerra passa
e a poesia sempre fica.
Não adianta virar
o rosto que nos
teus poros sei
tornei-me chama
que não se apaga,
e sou o Exército
de uma pessoa
que não se rende.
O amor o tempo
todo tem feito
governo em nós
acima das luas,
e muito além
dos solstícios
eis-me rebelião
sedutora e em
ti sou ocupação.
Com o mistério
dos teus olhos
para nós tenho
feito estratégias
cheias de amor
que você não leu:
com fortaleza
o meu amor é teu.
Você disse que
sempre me viu
como os seus,
dos olhos meus
uma lágrima
de amor floriu
e o coração
se fundiu ainda
mais doce ao seu.
Com o silêncio
mística e rito
o peito indômito
está batendo,
e o teu peito
não esquece
jamais do seu,
sei que és meu.
O amor está
acontecendo,
tu pode ir e sei
que sempre
volta no giro
veloz do mundo
o amor nasceu,
abriu as portas,
e nos surpreendeu...
Não sou o seu
amor de perto
e nem de longe,
Sou o seu amor
do lado de dentro,
Quero pertencer
a cada canção tua,
Mas a única música
que me interessa
ouvir é a que virá
dos teus lábios
dizendo o meu nome.
Amor lindo amor,
não basta dizer
que sou especial,
É preciso mostrar
que tens o quê
nenhuma fortuna
na vida pode comprar:
educação emocional.
O amor quando vem
pleno e do coração
de alguém escolhe
ser o endereço
sempre se ocupa
da bondade, do zelo
do tato e do compromisso.
Não sou o poeta
que escreveu que
nossos "destinos
foram traçados
na maternidade";
Foi o amor de verdade
que nós sentimos
quando nos vimos
pela primeira vez,
e que tem crescido
fortíssimo mês a mês.
Não sou de forma alguma simpatizante da industria da morte, em qualquer situação mesmo em casos de violência urbana que o poder de persuasão e negociação por parte do poder publico, enfraquece. Não sou a favor do aumento de beligerância por parte do poder publico em qualquer direção e muito menos ainda no chancelar da sociedade civil organizada em substituição do "mea-culpa" das inoperantes e descomprometidas politicas publicas sociais, educacionais e culturais. Assim como a falta de oportunidade de empregos e eficaz e edificante politica de apoio ao trabalho e ao trabalhador. A invisibilidade da população brasileira mais carente nos últimos anos cresce assustadoramente que sobrevive em guetos de três cômodos, um quarto para todos, uma pequenina cozinha e um banheiro, que de forma natural selvagem deságua em um desiquilíbrio existencial e em uma doença mental social grave de cada vez mais difícil solução. Contudo a industria da vida, tem e deve ser preservada a qualquer custo, mesmo longe dos investimentos macicos para a educação que foram suprimidos imoralmente, por uma ação imediatista pleiteada por todos aqueles poderosos quem tem pressa econômica e financeira dos investimentos do capital com mais dividendos e retornos rápidos. Diante disto, mais uma vez a arte e a cultura tornam se as plataformas cidadães mais eficazes e necessárias com toda uma linguagem mais fácil, dinâmica e direta de comunicação em massa e por conseguinte de respostas imediatas e resultados ligeiros. Sem mesmo contabilizar os valores dos altos lucros e milionários financeiros diante da industria cultural e do turismo em sintonia com as novas tecnologias digitais e a nossa inigualável diversidade cultural que avançando pelo alto valor moral, social, identitário e cidadão, irá diminuir em suma a criminalidade do dia a dia vivida de forma banal nas periferias das maiores cidades brasileiras, afastar a nefasta expressão da revolta de correção a serem erroneamente cumpridas e feitas pelas próprias mãos, eliminar a revanche destrutiva perante o precário publico que na maior parte das vezes encontra se em abandono e mesmo a mudança de posição por parte dos atores e agentes do fazer e diminuir a recalcada vitimização insurgente a ser explodida a qualquer tempo dos esquecidos. Sem esperar muito tempo indo um pouco mais alem será possível agraciar a população mais pobre com serviços, novas paisagens internas subliminares de amanhã melhor e mudanças de hábitos com o melhor a ser oferecido com a coisa publica de um modo amplo e geral que passará a ser contemplado irrestritamente, inevitavelmente e orgulhosamente de todos e para todos e enfim diminuir culturalmente os achares enraizado do recém-passado equivocado de que o que é publico não é de ninguém, não serve, não presta e são, deles. Assim poderemos caminhar, zelar e frutificar por que será, de todos.
Tenho por sanidade a grata felicidade de não saber exatamente o que fui e o que sou, pois me adapto, re-invento me e me transformo todos os dias.
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