Nao sou a Mulher Perfeita sou eu

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Ainda bem que eu acordei. Se há coisa que me deixa com raiva é gastar o inconsciente sonhando besteira.


_ Mafalda⁠

⁠Entre a
indiferença e a imposição,
eu fico com a que
fere menos:
a indiferença.


A imposição já chega fazendo barulho demais, atravessando vontades, atropelando silêncios…


Ela não pergunta, determina.


Não escuta, ordena.


E quase sempre se disfarça de cuidado, de verdade absoluta, de “é para o seu próprio bem”.


Mas deixam marcas — profundas, invisíveis e até persistentes.


A indiferença, embora gélida, ao menos respeita nossas fronteiras.


Dói, sim.


A ausência pesa, o vazio ecoa…


Mas nela ainda há espaço para respirar, para escolher, para não ser moldado à força pelo desejo do outro.


A indiferença não invade a alma; apenas passa ao largo dela.


Entre ser ignorado e ser violentado em nome de certezas alheias, há uma diferença crucial: um fere pela falta, o outro fere pelo excesso.


E excessos, quando impostos, quase nunca constroem — apenas nos quebram.


Talvez o ideal fosse o cuidado que escuta, o amor que propõe sem impor, a presença que respeita.


Mas enquanto isso não acontece, que ao menos nos poupem da brutalidade das verdades empurradas goela abaixo.


Entre a indiferença que não pede para ir nem ficar e a imposição que já chega metendo os pés na porta, que fique a indiferença.


Porque aquilo que não toca pode até doer,
mas o que força… costuma ferir demais.


Me abandone, mas não me atormente!

Por um amigo, se for preciso, eu brigo com os meus, com o mundo e até com meu Soberano Deus.


Se for preciso, eu enfrento os meus, o mundo inteiro — e até o agridoce silêncio que faço diante d'Ele.


Não por soberba, nem por rebeldia, mas, porque a amizade verdadeira também é um grandioso ato de fé.


Há laços que não se sustentam em conveniência, mas em compromisso.


Amizade não é aplauso automático, é presença que permanece quando a razão manda recuar.


É escolher ficar quando o mais fácil seria se esconder atrás do “não é problema meu”.


E se às vezes esse amor me coloca em tensão até com Deus, não é afronta: é oração em forma de luta.


É Jacó mancando depois de muito insistir…


É Abraão perguntando, Moisés intercedendo, Jó reclamando sem deixar de crer.


A fé madura não foge do confronto; ela o atravessa.


Defender integralmente um amigo não é substituir Deus, é confiar que Ele suporta nossas perguntas e entende nossa lealdade.


O Deus que nos ensina a amar o próximo não se escandaliza quando levamos esse amor às últimas consequências.


Porque, no fim, não brigamos com os nossos, com o mundo e até contra nosso Soberano Deus por um amigo — brigamos diante d’Ele, certos de que a justiça, quando é verdadeira, nunca anda separada do amor.


É no “amar verdadeiramente o próximo como a ti mesmo” que se resumem todas as leis e profetas.

⁠Que ninguém, jamais, experimente esses corredores e quartos para curar somente o corpo.


Eu espero que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses corredores e quarto hospitalar, consiga se curar e se reinventar…


E que todos se tornem pessoas — físicas e espiritualmente — melhores!


Que ali não se trate apenas da carne ferida, do osso quebrado ou do órgão cansado…


Mas também das certezas empedernidas, das pressas inúteis e das arrogâncias silenciosas que infelizmente costumamos carregar.


Que os corredores hospitalares, com seus passos contidos e silêncios deveras constrangedores, nos revelem o que muitos anos de saúde insistem em esconder: que a vida é frágil, o controle é ilusório e a empatia não é opcional.


Entre um leito e outro, o tempo desacelera e até se arrasta para que a alma, finalmente, alcance o corpo.


Que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses quartos consiga, sim, se curar — mas que vá além.


E consiga se permitir se reinventar.


Que saia dali com menos soberba, mais gratidão; menos indiferença emais humanidade.


Que aprenda a ouvir, a esperar, a respeitar o ritmo do outro e o próprio limite.


E se a medicina restaurar o corpo, que a experiência lhe restaure o olhar.


Que todos saiam melhores: fisicamente fortalecidos, espiritualmente mais atentos, e profundamente conscientes de que viver bem não é apenas sobreviver — é aprender a cuidar, de si e do próximo, antes que a dor precise ensinar novamente.


Amém!

⁠Noutros tempos, eu também já tropecei em vários infortúnios: o mais desonesto deles era me preocupar com opiniões alheias.


Alguns vinham disfarçados de acaso, outros de destino.


Mas o maior deles não caiu do céu nem brotou do chão:
nasceu do excesso de atenção às opiniões alheias.


Enquanto eu media meus passos pelo olhar dos outros, perdia o ritmo do que realmente era meu.


Cada julgamento externo virava régua,
cada expectativa alheia, uma pedra a mais nos ombros…


Mas não era o mundo que me limitava — era eu, entregando minha autonomia à aprovação de quem não podia caminhar meus passos, ainda que suportasse o peso das minhas sandálias.


É curioso perceber que o medo de desapontar
quase sempre nos faz abandonar a nós mesmos.


E, nessa tentativa constante de agradar,
vamos nos desencontrando do que sentimos, pensamos e somos.


O dia em que compreendi isso foi muito menos Libertador do que Honesto.


Doeu admitir que muitas quedas não foram empurrões,
mas escolhas deliberadas feitas para caber em opiniões que nunca me pertenceram.


Hoje, quando tropeço, sei diferenciar:
há infortúnios que ensinam,
e há distrações que aprisionam.


Preocupar-se demais com o que pensam de nós
é uma das mais silenciosas —
porque parece prudência,
mas cobra o preço da própria liberdade.


Definitivamente, é impossível bancar um aluguel tão caro por um imóvel sem a menor condição de habitar: a aprovação alheia.

⁠Eu sei que a Salvação é uma decisão muito pessoal, mas até a Eternidade eu quero Dividir com você.


A Salvação é um encontro íntimo entre a consciência e Deus, um “sim,” que ninguém pode dar por nós.


É travessia solitária, é escolha que nasce no silêncio da alma, é responsabilidade que não se transfere.


Mas a Eternidade…


Ah!?!


A Eternidade é grande demais para ser caminhada sem as amorosas sandálias da empatia.


Porque amar alguém é desejar que o tempo não seja suficiente.


É querer que os dias não terminem no calendário, que os abraços não sejam interrompidos pela finitude, que as conversas não se percam na poeira das horas.


Amar é desejar continuidade — não apenas no presente, mas para muito além dele.


Se a Salvação é pessoal, o Céu que imagino é relacional.


Não faz sentido sonhar com a luz sem querer compartilhar o seu brilho.


Não faz sentido falar de paz eterna sem desejar que quem amamos também a experimente.


Talvez seja isso que o amor faz com a fé: ele a expande.


Ele transforma a oração individual em intercessão.


Transforma a esperança silenciosa e solitária em promessa compartilhada.


Eu sei que a decisão é sua…


E respeito o seu tempo, suas dúvidas, suas batalhas e seus caminhos…


Mas até a Eternidade eu quero dividir com você — não por imposição, não por medo, não por obrigação…


Mas por amor.


Porque quando o amor é verdadeiro, ele não quer apenas estar junto na vida finita.


Ele quer atravessar o infinito de mãos dadas para viver a Eternidade.


Te amo!

⁠Sem as Divinas Lembranças Coloridas que Eternizastes, jamais eu suportaria lembrar de um dia tão cinzento.


Há dias em que o céu parece ter desaprendido a se colorir.


12 de julho de 2026 que o diga!?!


O tempo pesa sobre os ombros, o silêncio faz muito mais barulho do que as palavras, e a alma caminha devagar para não tropeçar nas próprias saudades.


Nesses dias, a memória pode ser uma prisão… ou até um refúgio.


É curioso como a vida nos ensina que não são os dias difíceis que nos sustentam, mas as marcas coloridas e luminosas que o amor espalhado deixou em nós antes que a tempestade chegasse.


Um abraço sincero, um olhar que acolheu sem julgamentos, uma conversa que devolveu esperança, um sorriso que fez o coração acreditar mais uma vez.


São essas lembranças que continuam acesas quando tudo ao redor parece escurecer ou acinzentar.


As pessoas que passam por nossa história não levam apenas sua presença quando partem.


Algumas deixam sementes de eternidade.


Permanecem vivas em pequenos gestos que repetimos, em palavras que ecoam em nós e na força inexplicável que encontramos justamente quando imaginávamos não ter mais nenhuma.


Talvez seja esse o verdadeiro milagre das relações: transformar momentos passageiros em luz permanente.


Porque o amor, quando é verdadeiro, não depende da proximidade para existir.


Ele se instala na memória, colore os dias mais opacos e faz da saudade uma prova de que fomos profundamente tocados.


Que nunca subestimemos o bem que fazemos na vida de alguém.


Um gesto de carinho pode tornar-se a lembrança que sustentará um coração em seus dias mais cinzentos.


E talvez jamais saibamos que fomos a cor que impediu alguém de desistir da beleza da vida.


No fim, descobrimos que viver não é colecionar dias perfeitos, mas guardar lembranças tão intensamente iluminadas que possam suplantar qualquer sombra.


Afinal, quando a esperança parece distante, são as divinas lembranças coloridas que nos lembram que a luz nunca deixou de existir — ela apenas encontrou um lugar seguro em nós.

⁠Quantos Sonos eu deixei de dormir com medo do Sono Profundo me abraçar e alguém Precisar de mim?


Há pessoas que passam a vida em estado de vigília.


Não necessariamente só porque sofram de insônia, mas porque carregam a estranha sensação de que descansar é um luxo muito perigoso.


Vivem acreditando que, se baixarem a guarda por alguns instantes, algo dará errado, alguém chamará por socorro ou uma responsabilidade inesperada baterá à porta.


É curioso como o Amor, o Dever e o Medo podem vestir a mesma roupa.


Quem ama, cuida.


Quem é responsável se faz presente.


Mas, quando o medo de falhar se torna maior do que a necessidade de repousar, o cuidado deixa de ser virtude e passa a ser prisão.


O Sono Profundo simboliza muito mais do que o descanso do corpo.


Ele representa a confiança de que o mundo continuará girando mesmo sem o nosso controle.


Dormir é um ato silencioso de entrega.


É reconhecer que nem tudo depende de nós e que há batalhas que precisam esperar, sim, pelo amanhecer.


Quantas noites foram roubadas por preocupações que jamais se concretizaram?!?


Quantas madrugadas foram preenchidas por cenários imaginários, enquanto a vida seguia seu curso sem exigir a nossa vigilância permanente?


Talvez a maturidade também consista em aprender que estar disponível não significa estar esgotado.


Quem nunca descansa acaba oferecendo aos outros apenas os restos da própria força, da própria existência.


E ninguém sustenta uma luz acesa para sempre sem, um dia, ver a chama enfraquecer.


Permita-se dormir em paz.


Se alguém realmente precisar de você, que o encontre inteiro, renovado e capaz de estender a mão com serenidade.


Porque há um Tempo para Velar, mas também há um Tempo Sagrado para fechar os olhos, confiar e simplesmente Descansar.

Por mais que o dias sejam difíceis e a tristeza me pegue de surpresa, eu sei que estás comigo.
Não e fácil ter Fé em momentos de tristeza, más, eu sei que o senhor estás comigo.

Eu já vi castelo de farsa virar um grande circo, e esse circo pegar fogo, já sobre o incendiário, tenho minhas suspeitas.

"Se perguntarem se eu tenho fé, diria: minha fé é ajudar as pessoas."

Já tive ódio demais, hoje eu só busco o amor.

Projota

Nota: Trecho da música Pra não dizer que não falei do ódio.

Quem viveu sem foco aprendeu a proteger a atenção, e hoje é com isso que eu trabalho, num mundo que perdeu a sua para o excesso de informação.

Eu procuro valor onde ninguém está olhando. É a única coisa que fiz a vida inteira. Mudou o objeto, nunca o método.

Se eu pudesse mostrar o meu coração, faria uma autópsia deliberadamente, apenas para revelar os sentimentos que guardo por ti.


Se, por acaso, eu fosse um neurocirurgião, mostraria o meu cérebro e permitiria que, com teus dedos entre suas entranhas, sentisses o amor que habita em mim por ti.


É que cada parte de mim expressa você, sente você.


Porque, até nos verões mais quentes, você me refresca; e, nos invernos mais frios, você me aquece.


Talvez sejas tu o responsável por meus pensamentos deliberadamente fundido ao seu ser.

Ou eu sofro de complexo de vira-lata, ou enxergo este país como ele realmente é.⁠

⁠De que outra forma nasce um Eu que preste, senão assim: retalhado, com retalhos oriundos de prazer e de dor?

Eu já fui torcedor fanático por futebol. Até que percebi que quando meu time perdia, os jogadores perdiam uma partida e eu perdia o sono. Essa percepção mudou minha forma de assistir às partidas da vida. Hoje não desperdiço meu sono com o que não vale um bocejo. Não é sobre futebol..."
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j.

Acho que louco é quem dá ouvidos às loucuras que escuta... E pior: escreve. Eu estou rindo de mim mesmo.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

Pensamentos ilógicos...
Eu queria na minha morte... a vida.
Entoando uma canção sem despedida...
Soneto de fatalidade,
dueto em uma só voz...
incoerência coerente...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j