Nao sou a Mulher Perfeita sou eu

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No dia que Deus começar a dar assas as cobras, eu serei uns dos primeiros da fila.

ENTRE A LUA E O SEGREDO


Há quem goste da Lua,
eu gosto do que ela esconde.
Do silêncio que ilumina,
mas nunca revela de onde
vem aquilo que se sente
quando ninguém está olhando.


Há quem prefira o Sol,
eu prefiro o seu calor.
E talvez seja por isso
que eu tenha tanto medo do amor:
porque algumas coisas aquecem
antes mesmo de serem chamadas de amor.


Tem o café,
sempre quente entre as mãos,
e aquele gosto amargo
que guarda doces intenções.
Tem livros abertos sobre a mesa,
páginas cheias de histórias,
enquanto uma coruja observa
como quem conhece todos os mistérios
que eu ainda não tive coragem de contar.


Talvez seja no ensino
que eu tenha aprendido a esconder.
Ensinar palavras,
ensinar caminhos,
ensinar tantas coisas...
menos a mim mesma
a explicar o que sinto.


E existem as crianças,
com seus olhos sinceros,
que ainda não aprenderam
a disfarçar sentimentos.
Talvez por isso eu tenha medo delas:
porque criança pergunta,
percebe,
e às vezes enxerga
o que adulto passa a vida tentando esconder.


Há girassóis,
que insistem em procurar o Sol.
E há orquídeas,
que florescem em silêncio,
como certos sentimentos
que ninguém vê nascer,
mas que, quando percebidos,
já criaram raízes.


E então existe você.


Sem explicação.
Sem aviso.
Sem motivo que eu consiga nomear.


Eu apenas sinto.


E talvez esse seja o meu maior segredo:


não ter medo de sentir,
mas de descobrirem
por quem eu sinto.


Porque se alguém perguntar,
talvez eu fale da Lua.
Do Sol.
Do café.
Dos livros.
Das flores.
Das crianças.
Do ensino.
Da coruja...


Falarei de tudo,


menos de você.


Porque existem sentimentos
que não precisam ser confessados
para serem verdadeiros.


Alguns só precisam
continuar florescendo
onde ninguém consegue ver.

Querida, queria poder dizer todos os dias que eu te amo, sei que faço isso de certa forma, porém queria dizer para você. Toda hora penso em como poderia falar contigo, tomar vergonha e assumir essa vontade gigantesca que inflama minha alma, a vontade de dizer que eu te amo!

Meu diploma é a morte; até lá, eu tenho muito o que aprender ainda para tê-la.

O mundo é meu, e eu transformo ele do jeito que eu quiser, da maneira que me convém, que me faça bem, pois meu mundo interno só eu mudo.

O drama atrasa aquilo que eu posso aprender agora.

A função da minha mente é dar um jeito de pôr em prática aquilo que eu sinto.

Entre mandar ou obedecer, eu prefiro a autonomia.

Meu erro está em seguir o caminho dos outros, mesmo que eu acerte.
Meu acerto está em seguir o meu caminho, mesmo que eu erre.

Eu sinto; minha mente interpreta o que senti; e meu eu diz, age, faz.

O que alguns chamam de "gírias", eu chamo de "códigos de comunicação".

Questiono-me:


Se eu fosse morrer amanhã, morreria satisfeito pelo dia de hoje?


Fiz o que queria, falei com quem gostaria, vivi com afeto e verdade?


Ajudei quem precisava?


Dormi em paz com o dia que tive?


Ou fui egoísta, rancoroso, distante?


Fiquei magoado, menti, me isolei?


Dormi tranquilo ou preocupado?


Estou vivendo ou apenas existindo?

Tudo tem sentido; até quando eu digo que "nada tem sentido", eu já estou criando um sentido nisso.

Cada vez que eu vejo o planeta inteiro como minha casa, minha "casa" se torna pequena.

No regime disciplinar das sombras é que eu encontrei a clareza.

O que eu acho ser angústia, na verdade é paz, e a paz que eu evito sentir gera a angústia.

Minha mente cria, e meu sentimento dá sentido ao que eu criei.

Faz parte do meu jeito todo jeito que eu estou sendo.

Aceito quem eu estou sendo,
Aceito a situação que estou,
Aceito as pessoas como elas são,
Aceito a vida como ela é,
Para, através disso, me aceitar a mudar.

Meu pensamento é moldado pelo que eu quero, ele direciona minha mente para aquilo que escolho pensar. Ao pensar no que desejo sentir, passo a vivenciar as emoções geradas por esses pensamentos. Cada sensação que se manifesta, surge daquilo que pensei, e então me questiono sobre o motivo dessa sensação. Tento entender o que me levou a sentir o que sinto a partir do que pensei. E assim, continuo pensando, explorando e refletindo sobre esse ciclo constante entre o que penso e o que sinto.