Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
"Acho que a beleza está na alma, porque nesses dias eu achei que o meu reflexo na poça d'água estava com filtro..
A Mãe e o Olhar
Edineurai SaMarSi
Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.
Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.
Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.
A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.
Fazia tudo como antes.
A vida seguia.
Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.
Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”
Não passou.
O tempo andou.
Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.
Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.
Eu não entendia…
Até ser mãe.
E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.
E alguns dias…
simplesmente não passam.
Em Seus Braços
Deve haver um lugar para mim
que seja como em seus braços,
onde eu consiga ficar em paz.
Que seja parecido com você,
onde o silêncio me abrace
e eu não precise me perder.
Um lugar quentinho,
como o seu abraço,
onde os meus sonhos se acalmem
e o meu coração se sinta em casa.
Um canto quente e protegido
feito o teu aconchego,
onde os sonhos fazem ninho
e o amor vence o medo.
Deve haver um lugar pra mim
com cheiro do teu abraço,
onde o tempo anda devagar
e o silêncio não é cansaço.
Um canto manso pra deitar
os medos que eu não digo,
onde o sonho aprende a ficar
e a saudade dorme comigo.
Deve existir esse lugar,
mesmo longe do teu olhar,
onde o meu peito faz morada
até você voltar.
Se for preciso, eu vou
por caminhos sem direção,
só pra encontrar o calor
que acalma o meu coração.
Deve existir, sim, esse lugar
em algum canto, mesmo distante,
para que eu permaneça
até que eu te reencontre.
Além do Horizonte
Eu vou além do horizonte pra te encontrar,
nas dobras do tempo e até no inconsciente...
Faço tudo por você, não tenho receio...
Mas me diga, quero entender:
o que é que assusta tanto você?
É ser amado demais?
É viver um amor verdadeiro?
É todo o meu desejo?
Desculpa...
Já tentei sufocar,
diminuir, colocar menos intensidade,
burlar a realidade, só para te agradar...
Mas eu não consigo te amar menos que isso...
Não tenho controle do meu coração,
e eu vou além do horizonte pra te encontrar,
nas dobras do tempo e até no inconsciente...
Eu vou, só pra te buscar...
Mas não me peça para diminuir os meus sentimentos...
Não me peça para te amar menos.
O Sol, a Lua e Eu ☀️🌜
Já era adolescente.
Sabia exatamente o que desejava, embora talvez não soubesse o motivo...
Meu pai me perguntou o que eu queria e disse que me daria qualquer coisa.
Duvidei, é claro...
E, talvez por já carregar dentro de mim um certo fascínio pelo impossível, respondi sem pensar muito:
— Eu quero a Lua. 🌜
Como se aquilo fosse a coisa mais simples do mundo, respondeu:
— Tá bom. De hoje em diante, a Lua é sua.
Sorri.
Agradeci.
E, nesse momento, ele tentou me testar. Talvez a minha sanidade ou a dele, não sei, e completou:
— Vai lá pegar a sua Lua.🌜
Olhei para o céu e respondi:
— Não precisa. Gosto dela assim, exatamente como e onde está.
E, sabendo que ela é minha agora, ela se tornou ainda mais bonita.
Talvez porque as coisas não precisem nos pertencer para serem nossas.
Talvez porque o amor nunca tenha sido posse.
Talvez porque a beleza exista justamente na distância que nos permite admirá-la.
Sempre achei que tudo possui um lugar, um tempo e uma lógica.
Não preciso mexer nas obras de Deus. Elas são perfeitas. Até uma flor que se arranca precisa de um motivo, uma razão, uma circunstância; caso contrário, é matar em vão.
Desde então, sempre disse que a Lua era minha.
A minha Lua.🌜
Livre.
Inteira.
Brilhando para todos.
O que eu não sabia era que sempre fui a própria Lua.
Nasci Lua.
Cresci Lua.
Era a Lua da família...
Admirava-a através das grades da janela, como um segredo absoluto...
E, enquanto outras pessoas corriam em direção ao Sol, eu me recolhia.
O Sol queimava minha pele.☀️
Fazia meus olhos arderem.
Seu brilho intenso me incomodava.
E, sem perceber, passei boa parte da vida tentando me esconder.
O que não entendia era que precisava dele para viver.
Afinal, a Lua não existe sem o Sol.
Seu brilho não nasce dela.
É reflexo.
É encontro.
É dança silenciosa entre opostos que parecem distantes, mas que dependem um do outro.
Porque talvez, só talvez, sem a presença da Lua, o Sol também não tivesse motivo para existir.
Porque há luzes que brilham sozinhas.
E há luzes que só descobrem a própria grandeza quando encontram algo digno de iluminar.☀️🌜
Protesto por acaso
Outro dia quase pedi licença também, mas acabei passando direto!
Eu estava caminhando e, bem na frente da Prainha, havia um carro de polícia parado no meio da ciclovia, com todo mundo dentro. Não mudei de direção e continuei andando até chegar quase em cima do carro. Só então desviei e voltei para a pista.
Foi aí que percebi o que tinha feito e, principalmente, a música que estava ouvindo... Como o Bluetooth do meu celular dá uns perdidos e eu queria postar uma foto, estava ouvindo "O amor venceu a guerra", do GOG, bem na parte:
"Veja só o que eu consegui com meu trabalho / Casa, joias, conta corrente, carros / Nacionais, importados, todos caros / Altos sapatos, casacos raros / O que cansa é o entra e sai constante / Cliente que conversa, estressa bastante..."
Quando olhei para trás, estavam todos me encarando! 😂👮♂️
Mas, depois disso, arrumaram o lugar certo para estacionar e não ficaram mais no meio da ciclovia. Fiz tudo sem querer, mas talvez tenha sido um protesto inconsciente. A gente cansa de ver essa situação de viatura parando em qualquer lugar e atrapalhando o pedestre, só pelo poder que exercem. 🤔
#GOG #RapNacional #Caminhada #Cidadania #Prainha
Apagando a escuridão / O vestido Verde
Durante muito tempo, eu aprendi a diminuir o meu brilho.
Não porque alguém tivesse colocado uma lâmpada sobre mim e mandado apagá-la.
Foi mais sutil.
Aprendi a observar os olhares.
A medir os gestos.
A pensar duas vezes antes de vestir determinada roupa, falar determinada coisa ou simplesmente ocupar um espaço.
Aprendi a caber.
E talvez por isso eu tenha criado uma personagem para mim mesma.
Ela aparece justamente quando ninguém quer aparecer.
Foi assim na escola que trabalhei.
Precisavam de alguém no parquinho e ninguém queria.
— Eu vou!
E, para não transformar aquilo em obrigação, transformei em brincadeira:
— Vou ser a dona do parquinho!
Depois precisaram de ajuda para servir as frutas.
— Eu vou!
— Vou ser a dona da cozinha!
Choveu, precisaram de ajuda com a limpeza.
— Eu vou!
— Vou ser a dona da limpeza!
Até que um dia precisaram de alguém para atender um pai enquanto a diretora não estava.
— Eu vou!
E, já completamente envolvida na minha própria brincadeira:
— Vou ser a dona da escola!
Foi exatamente nesse momento que a diretora apareceu atrás de mim.
— E o que você disse, Edi?
Eu?
Nada.
Absolutamente nada.
— Tchau! 😂
Talvez seja justamente isso que eu tenha aprendido com a vida:
Nem sempre precisamos levar tudo tão a sério.
Às vezes, precisamos apenas entrar no picadeiro da vida.
Fazer o que precisa ser feito.
Rir de nós mesmas.
E continuar.
Foi assim também quando, na semana passada, eu — que praticamente só uso jeans — saí de vestido.
E não era qualquer vestido.
Era verde, com flores brancas.
No começo, fiquei envergonhada.
Senti os olhares.
Por alguns instantes, aquela antiga vontade de me esconder apareceu.
Até que me lembrei de uma frase que uma especialista em estética me disse certa vez:
“Você escolheu essa roupa. Agora tem que segurar o look. Levanta a cabeça e vai brilhar!”
E eu fui.
Fui para uma cidade.
Depois para outra.
Voltei para casa.
E, dessa vez, não fiquei tentando descobrir se estavam olhando porque eu estava diferente.
Eu sabia.
Eu estava linda.
E existe uma diferença enorme entre ser olhada e se sentir observada.
Antes, eu queria desaparecer quando percebia os olhos sobre mim.
Hoje, penso:
Olhem.
Eu escolhi essa roupa.
Eu escolhi estar aqui.
Eu escolhi não me esconder.
Talvez algumas pessoas realmente não gostem quando alguém brilha.
Talvez algumas pessoas se incomodem com a alegria alheia.
Talvez algumas tenham aprendido a viver em lugares tão escuros que uma luz acesa parece exagerada.
Mas isso já não é mais responsabilidade minha.
Eu não quero mais apagar a minha luz para que ninguém se sinta incomodado.
E talvez seja por isso que hoje eu possa dizer, brincando:
Eu vou ser a Dona do Mundo.
Porque agora entendo que ser autêntica não significa fazer papel de boba.
Significa ter coragem de entrar no seu próprio "EU"!
De vestir a roupa que escolhi.
De fazer aquilo que ninguém queria fazer.
De rir quando poderia reclamar.
De ocupar o espaço que me pertence.
E, principalmente, de não ter vergonha da minha própria alegria.
Passei muito tempo tentando não incomodar.
Hoje, se a minha felicidade fizer barulho...
Que faça.
Se a minha roupa chamar atenção...
Que chame.
Se meu jeito parecer exagerado...
Tudo bem.
Eu já passei tempo demais tentando ser pequena.
Agora quero ser grande.
Não para ser maior do que ninguém.
Mas para finalmente ser inteira.
E se, no caminho, alguém perguntar:
— Edi, quem é a dona daqui?
Eu vou pensar duas vezes antes de responder.
Porque, depois daquele episódio com a diretora...
Aprendi.
😂
Mas, no fundo, eu já sei a resposta:
Sou dona da minha história.
Dona das minhas escolhas.
Dona da minha alegria.
E hoje, pela primeira vez, a opinião do outro não é mais necessária.
Porque resolvi brilhar.
Porque agora eu existo.
Os meus tesouros
Um dia, voltando de uma viagem internacional, eu estava tomando todo cuidado com as minhas coisas especiais.
Enquanto organizava a mala, falei:
— Estou cuidando dos meus tesouros!
Ian me olhou e, com aquela sinceridade que só os filhos conseguem ter, respondeu:
— Nossa, mãe... se alguém ouvir isso e roubar sua mala, vai morrer de decepção quando abrir e descobrir que seus tesouros são balas, chocolates, brinquedinhos e bichinhos de pelúcia!
Eu ri.
Porque ele tinha razão.
Talvez um ladrão realmente esperasse encontrar ouro, joias ou dinheiro.
Mas encontraria os meus tesouros.
E talvez fosse justamente aí que estivesse a diferença.
Para ele, eram apenas balas, chocolates e brinquedos.
Para mim, eram lembranças.
E, afinal, não é isso que faz alguma coisa ser um tesouro?
O valor que ela tem para quem a guarda. 🥰🧸🍫🍬
Nos anos que vivi à sua sombra
Eu me apaixonei, viajei, explorei e amei
Também em mágoas me afoguei, chorei, e muitos dias da cama nem levantei
Por um tempo mantive a calma
Em outros arranquei os cabelos
Houveram momentos em que gritei
Mas a todo tempo, com lágrimas ou sem, eu chorei
Vi minha tristeza no fundo de uma garrafa
E a vi na beirada de camas estranhas
Meu desespero andava pelas esquinas
Enquanto todos os dias meu coração chorava
O que fiz para merecer tal sina
Diariamente eu me perguntava
Quando tudo isso vai passar?
Sempre na esperança de que tudo passa
De repente o bêbado da esquina fez sentido
E o que saltou da janela um louvor à sua coragem
E por muito tempo me mantive na bela miragem
Ter sentido seu cheiro e tua voz ouvido
Amor, eu voltei. E para ficar.
Onde o amor me encontra inteiro
Eu tinha medo de amar.
Guardava o coração num copo d’água,
ao lado da cama,
para que a sede de alguém
não o levasse embora.
Mas você chegou
e os peixes do meu sono
aprenderam a voar.
A noite desceu da parede,
sentou-se aos nossos pés
e ficou ouvindo tua voz.
Quis te entregar tudo:
a infância dobrada na gaveta,
os domingos que ainda não vivi,
a pequena estrela manca
que ilumina minhas tristezas.
Já ia tirar meu nome do peito
para abrir mais espaço ao teu,
quando tua mão deteve a minha.
Você beijou cada letra
e deixou meu nome onde estava.
Foi tão delicado
que os espelhos da casa
fecharam os olhos.
Desde então, quando a saudade
põe seus vestidos de tempestade,
abro a janela.
Deixo que chova um pouco
sobre as flores,
sem permitir que a água
carregue a casa.
Ainda há noites
em que meu medo fabrica despedidas.
Você dorme,
e eu ouço trens partindo
de estações que não existem.
Então volto devagar ao quarto,
recolho meu corpo dessas viagens
e encontro tua mão sobre o lençol:
aberta,
sem exigir que eu fique,
tão bonita
que me dá vontade de ficar.
Quero te amar assim,
com meus passos ainda meus,
mesmo quando dançarem contigo.
Quero tua boca perto
e meus sonhos respirando.
E, quando a manhã vier
buscar o céu em nossa cama,
que nos encontre abraçados,
com espaço entre os braços
para o mundo florescer.
Descrição:
“Onde o amor me encontra inteiro” fala sobre aprender a amar sem abandonar a própria identidade. O poema acompanha alguém que deseja uma relação profunda, mas teme que a entrega lhe custe aquilo que é. Ao longo dos versos, essa pessoa descobre uma intimidade em que pode oferecer carinho, revelar suas fragilidades e permanecer livre. O título expressa esse encontro: ser amado com a própria história, os próprios sonhos e até os medos que ainda não desapareceram.
Logo no início, o coração guardado num copo d’água traduz uma tentativa delicada e impossível de proteção. Ele está fora do peito, num lugar aparentemente controlável, mas continua exposto e frágil. O receio de que “a sede de alguém” o leve embora sugere o medo de encontrar uma pessoa cuja necessidade de afeto consuma tudo o que o eu poético tem para oferecer. Há nessa imagem uma pergunta silenciosa: como permitir que alguém se aproxime sem ser levado por inteiro?
A chegada da pessoa amada transforma esse universo. Quando “os peixes do meu sono aprenderam a voar”, algo que parecia limitado ao seu ambiente descobre outra possibilidade de existência. É uma imagem de liberdade despertada pela presença do outro. A noite que desce da parede e se senta aos pés do casal torna o escuro uma presença tranquila: aquilo que poderia abrigar solidão e receio agora consegue repousar e ouvir.
O desejo de entregar “a infância dobrada na gaveta” representa a vontade de compartilhar as memórias mais íntimas, inclusive aquelas guardadas há muito tempo. Os “domingos que ainda não vivi” estendem essa entrega ao futuro: o eu poético já imagina oferecer dias que nem chegaram. A “pequena estrela manca” sugere uma esperança imperfeita, ferida, mas ainda capaz de iluminar a tristeza. Ele deseja ser conhecido também nesses lugares frágeis.
O momento central acontece quando tenta retirar o próprio nome do peito para abrir espaço ao nome da pessoa amada. Esse gesto revela como a vontade de amar pode se aproximar do apagamento de si. A mão que o detém interrompe esse movimento com ternura. Ao beijar cada letra e deixar o nome onde estava, a pessoa amada demonstra que deseja sua presença inteira. O nome representa sua identidade, seu passado e seu direito de continuar sendo alguém com vida própria.
Os espelhos que fecham os olhos ampliam a delicadeza da cena. Podemos lê-los como uma suspensão do julgamento: por um instante, não é preciso conferir a própria imagem, procurar defeitos ou observar como se é visto. O gesto de carinho permite simplesmente existir e recebê-lo.
Depois desse encontro, a saudade ainda veste suas tempestades. O poema reconhece que uma relação amorosa não elimina a vulnerabilidade. Abrir a janela e deixar a chuva alcançar as flores significa aceitar a emoção e permitir que ela tenha lugar. Preservar a casa significa manter algum amparo interior. A sensibilidade pode nutrir a vida sem arrastar tudo o que a sustenta.
Essa aprendizagem continua nas noites em que o medo “fabrica despedidas”. Os trens partindo de estações inexistentes dão forma à antecipação de uma perda que ainda não aconteceu. Enquanto a pessoa amada dorme, o eu poético percorre abandonos imaginários. “Recolho meu corpo dessas viagens” descreve o esforço de voltar ao presente, saindo das cenas criadas pelo receio para reconhecer aquilo que está de fato diante dele.
A mão aberta sobre o lençol é uma das imagens mais importantes do texto. Ela oferece companhia e deixa a escolha existir. Justamente por não exigir permanência, desperta a vontade de ficar. Há uma beleza profunda nessa passagem: o vínculo se fortalece porque a liberdade encontra acolhimento.
Nos versos finais, os passos continuam pertencendo a quem dança, mesmo quando acompanham os de outra pessoa. A proximidade da boca convive com o espaço necessário para os sonhos respirarem. O abraço desejado comporta duas vidas e também o mundo: projetos, descobertas e experiências que podem florescer ao redor da relação.
A força do poema está nessa transformação gradual. O medo permanece em alguns momentos, mas já não decide tudo. O eu poético aprende que pode amar intensamente e conservar o próprio nome; pode escolher ficar e continuar dono de seus passos. Ser encontrado inteiro é receber um amor diante do qual não precisa diminuir nenhuma parte de si.
Cota De Malha Pertinácia
Equipei-me e saí pelo mundo sombrio.
Todos os dias eram sombras; eu esfaqueava os demônios.
Era como uma guerreira solitária, lutava pelos justos.
Ansiava por justiça diariamente.
Sentia muita dor, e a maior delas habitava em minha alma.
Mas ainda não tínhamos morrido, não é?
"Siga em frente, esperançosa guerreira!", dizia ela para si mesma, mesmo já sem esperança.
Juramentos De Fogo
Eu sinto a sua falta,
Vamos bailar.
Queria a sua calma ao lado da minha,
A tranquilidade ao pôr do sol.
Lembro-me de você por completo.
Eu sinto a sua falta.
Não demore pra voltar ou pra ir.
Só há um fantasma de você aqui,
Uma memória antiga me perturbando.
Não espero que volte,
Mas você ainda me acompanha por algum motivo.
Você decidiu ir e eu passei pelo deserto de fogo sozinha.
Juramentos quebrados do escudeiro.
Nunca mais será o mesmo, não se agarre a isto e vai embora.
Eu sinto sua falta.
- Ramile Godon
Os dois seladores patronos,
Eu desejei a ausência deles.
Meus piores inimigos.
Meus inimigos mais mortais!
Puxando meu tornozelo para baixo,
Colocando uma corrente.
Destruo a corrente,
Colocam a corrente na mente.
Destruo a corrente,
Colocam a corrente na mente deles.
Meus piores inimigos.
Jamais amarei vocês de novo!
- Ramile Godon
Eu tive um ano difícil vai...
Um ano cheio, fiz muito.
Estou orgulhosa olhando para trás.
A vida não é linear pra todo mundo.
Talvez não seja pra ninguém.
Estou aprendendo que a minha jornada tem o seu próprio ritmo.
Muitos feitos.
Muitas experiências.
Estou tentando não me abalar pela projeção alheia.
Acredito que todos deveriam tentar aprender a fazer isso.
Estou me transformando, tudo se transforma.
Eu sou uma pessoa incrível para mim mesma.
Os anos são duros, mas eu sinto toda a vida em sua ambiguidade caótica e confusa.
- Ramile Godon
Querida eu do futuro,
Escrevo isso logo após um ano duro, mas cheio. Um ano de muitos feitos e muitas experiências. Se hoje alguém estiver te cobrando, te desmotivando, tentando te machucar ou você estiver se cobrando demais ou tentando se encaixar no ritmo de outra pessoa, lembre-se de quem você era quando escreveu estas linhas.
Lembre-se de que você aprendeu a ter orgulho de olhar para trás. Lembre-se de que a vida é caótica e ambígua, mas que você se transformou através disso. Acima de tudo, nunca se esqueça: você é incrível para si mesma. Volte para o seu ritmo!
- Ramile Godon
“Onde o amor me encontra inteiro”
Eu tinha medo de amar.
Guardava o coração num copo d’água,
ao lado da cama,
para que a sede de alguém
não o levasse embora.
Mas você chegou
e os peixes do meu sono
aprenderam a voar.
A noite desceu da parede,
sentou-se aos nossos pés
e ficou ouvindo tua voz.
Quis te entregar tudo:
a infância dobrada na gaveta,
os domingos que ainda não vivi,
a pequena estrela manca
que ilumina minhas tristezas.
Já ia tirar meu nome do peito
para abrir mais espaço ao teu,
quando tua mão deteve a minha.
Você beijou cada letra
e deixou meu nome onde estava.
Foi tão delicado
que os espelhos da casa
fecharam os olhos.
Desde então, quando a saudade
põe seus vestidos de tempestade,
abro a janela.
Deixo que chova um pouco
sobre as flores,
sem permitir que a água
carregue a casa.
Ainda há noites
em que meu medo fabrica despedidas.
Você dorme,
e eu ouço trens partindo
de estações que não existem.
Então volto devagar ao quarto,
recolho meu corpo dessas viagens
e encontro tua mão sobre o lençol:
aberta,
sem exigir que eu fique,
tão bonita
que me dá vontade de ficar.
Quero te amar assim,
com meus passos ainda meus,
mesmo quando dançarem contigo.
Quero tua boca perto
e meus sonhos respirando.
E, quando a manhã vier
buscar o céu em nossa cama,
que nos encontre abraçados,
com espaço entre os braços
para o mundo florescer.
Ouve-se por todos os lugares do mundo que o amor cura.
E hoje eu digo que é verdade.
Sem amor nada cresce, sem amor não há vida, sem amor não existe esperança, sem amor não existe motivo querer a cura.
Um grande beijo em seu coração.
R&F Perazza.'.
Aprendi mais sobre eu advercidade do que no meu sucesso.
A situação pode até me ferir, me fazer chorar mas jamais irá me vencer...
Daí-me força e fortalece a minha fé para a cumprir a sua vontade Paí.
R & F Perazza .'.
AMOR SEM FIM
Autor: Góis Del Valle
Eu sei que dentro de você
Existe o meu ser, um pouco de
Um tudo que eu deixei
Tanta ternura, amor sem fim.
Ninguém vai esquecer assim
Pra mim, nunca tem fim o
Amor nascido pra sempre existir
Tanta ternura, amor sem fim.
Tudo que eu quis foi fazer você feliz
Mesmo sobre os riscos que eu corri
Te dei meu coração, sangrei na emoção
Perdi tudo que eu fiz, os sonhos que sonhei.
Lembranças que vão florescer
Como num jardim, e nunca vai morrer ou desistir,
Amor é fogo que arde sem fim
Tudo que eu quis foi fazer você feliz
Mesmo sobre os riscos que eu corri
Te dei meu coração, sangrei na emoção
Perdi tudo que eu fiz, os sonhos que sonhei.
Tudo que eu quis foi fazer você feliz
Mesmo sobre os riscos que eu corri
Te dei meu coração, sangrei na emoção
Perdi tudo que eu fiz, os sonhos que sonhei.
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