Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
Eu decoro as praias com alfabetos de espuma e desperto a primavera com o perfume adormecido das cores quando o silêncio floresce as palavras maduras que o vento carrega na eternidade bolsos de sementes de futuro. A memoria é um jardim onde nunca termina o outono. As folhas secas contam histórias de árvores floridas e frondosas. As horas bordam linhas na minha face e minha memória se torna mais jovem quando altiva se mostra bondosa. E eu diria que o tempo é um trem que sempre volta no mesmo horário. A névoa abraçou a manhã como quem protege um segredo meu, que é evidente quando falo em amor. O coração constrói pontes onde a razão levanta muros, mas o sentimento desconhece o concreto. A noite derramou tinta sobre o orvalho e mais coloridos ficam as flores. O rios nunca esquecem o caminho das estrelas. Eu fecho os olhos e vejo sua face. O último raio de sol pediu licença ao horizonte, pois a solidão cultiva jardins sem vida. A esperança acendeu uma vela dentro da tempestade. Fazia sol e chovia. As nuvens escondem cartas escritas anônimas. São cartas que o orvalho escreveu sobre as pétalas. As árvores respiram a paciência das estações. E o amor ultrapassou a paciência e virou uma doce resignação. O crepúsculo guardou brasas douradas sobre as asas do céu e minha face se vestia de ouro na luz que recolheu os fragmentos da noite em suas mãos. Eu te observava como uma borboleta que adornava um livro. Era a lembrança da beleza silenciosa entre letras. O rio aprendeu a cantar observando o voo dos pássaros e a saudade cultiva jardins suspensos de momentos ternos. O sol semeou espelhos sobre a superfície do lago. Eu pensava se eu amo como águas de um rio que nunca mais verei. E o amor é um sonho impossível, que escreve beleza na luz do dia. O tempo afia suas asas nos séculos e o sentimento adormece no oceano profundo. O amor não tem destinatário, são fragmentos de um tempo passado. Mas esse amor é o brilho que me faz sonhar acordada. Mais nada.
Pudesse eu desinventar o espaço para te entregar o orbe, mas como só habito o tempo, faço dos meus Cantares o chão onde o mundo, enfim, aprende a ser feliz.
Você me olhava com uma promessa imensa no sorriso, mas suas atitudes nunca saíam do papel. E eu, mergulhado na vontade de dar certo, confundi a sua falta de opção com reciprocidade. Dei palco para as suas desculpas porque queria acreditar que o problema era o tempo, e não a sua falta de querer.
Você usou a minha calmaria para abafar o caos da sua bagunça interna. Validou o seu ego com o meu cuidado, colhendo o melhor de mim enquanto me deixava apenas com as suas sobras. Fez com que eu me sentisse especial na mesma proporção em que me descartava quando a conveniência mudava de direção.
Você dizia que o nosso encaixe era raro, mas preferiu a pressa dos desapegos. Dizia que adorava a minha companhia, mas sumia sempre que a rotina exigia presença. Dizia que tinha medo de me machucar, mas usou justamente esse medo como escudo para não se comprometer.
E sabe o que deixa um nó na garganta?
É dar-se conta de que eu estava construindo bases sólidas para nós dois, enquanto você só queria um abrigo passageiro para os dias de chuva. Eu apostava no que a gente poderia ser, e você só se ocupava em ter certeza de que poderia ir embora a qualquer minuto.
Hoje, eu decido fechar essa porta.
Escolho resgatar a intensidade que gastei com quem era raso.
Escolho a certeza que você nunca soube me dar e a dignidade de não caber mais em espaços tão pequenos. Eu não aceito mais ser o rascunho de alguém que nem sabe o que quer escrever.
Se for resumir o meu caminho, puxa uma cadeira que eu te explico como os tombos viraram técnica de esquiva e como as madrugadas com o controle na mão viraram gestão de crise.
De que adianta?
De que adianta eu ter um dom e enterrá-lo no quintal de casa? De que adianta eu ter uma voz e não usá-la para o bem? De que adianta saber que minhas mãos receberam o dom de curar e, ainda assim, eu não tocar ninguém? De que adianta possuir o dom da palavra se eu escolho o silêncio quando eu poderia semear esperança?
Que tudo o que eu tenho, todos os meus dons e tudo o que sou, sejam colocados a serviço do bem que nasci para fazer!
Que tudo o que eu toque se multiplique, inclusive, eu mesma. Que tudo o que eu toque prospere. Que, em todos os lugares por onde eu passe, eu espalhe o amor. Talvez assim, eu tenha feito a vontade daquele que é superior.
Nildinha Freitas
Eu já disse vai embora, quando eu queria dizer fica aqui comigo,
Eu já disse coisas que machucaram, num ato de me machucar novamente;
Eu já disse nunca mais, quando nunca deixei de querer;
Eu já disse nem pensar, quando tudo era só pensamento;
Eu já disse que cansei, quando eu ainda tinha forças para lutar;
Eu já disse que não amava, quando eu amava perdidamente;
Eu já disse que não me importava, quando eu só me preocupava;
Eu já disse que estava bem, quando eu só chorava;
Mas...Nunca disse que tinha orgulho
E sem orgulho, consegui dizer tudo que sempre quis...
Eu perdi a confiança e então você morreu.
É curioso pensar que hoje eu posso ler algo escrito por alguém que viveu dois séculos atrás e me reconhecer ali, como se aquela pessoa ainda respirasse no mesmo tempo que eu.
Há uma comunhão invisível entre quem escreve e quem lê, uma ponte que desafia a distância do tempo.
Escrever é, de certa forma, se eternizar no efêmero.
Variedade
No que eu creio! Primeiramente creio num facto que é uma realidade! Em cada igreja, há uma crença; cada igreja tem uma doutrina sobre a bíblia! Cada igreja tem uma doutrina sobre teologia; cada igreja interpreta a bíblia de uma maneira. Isto inclui todos os assuntos da Bíblia: Deus, Jesus Cristo, idolatria, escolas de escatologia, etc, etc. Cada igreja tem uma interpretação. Por isso existem milhares de igrejas e milhares de interpretações bíblicas. E não me falem de amor ao próximo, pois ninguém ama alguém. Pois se amasse, não se separariam uns dos outros, a ponto de se separarem e magoarem.
Só hoje tive consciência disto; Depois de me ter apercebido de doutrinas diversas sobre: trindade, unicismo e tanta escatologia. Confesso que depois de ouvir: Judeus messiânicos, negando a trindade. Afirmando que os Judeus messiânicos, são a verdadeira igreja, a igreja igual à primitiva, que o Apóstolo Paulo era judeu messiânico; que não reconhecia a divindade de Jesus Cristo. Confesso que fiquei paralisado. Depois ouvi debates entre pastores, unicistas e trinitarios. E ao longo dos anos tenho ouvido tanta diferença de doutrinas, que se fosse olhar a isso , já seria ateu. Mas não sou ateu, ainda!
Depois pensei! Mas quantas interpretações tem a Bíblia? Não é só uma! Ou mais do que uma? No que creio eu? Eu sou pós-tribulacionista, Pré-milenista, um pouco preterista, mais futurista. Ainda creio na trindade, divindade de Jesus Cristo, Jesus como criador de todas as coisas. Depois pensei afinal não são só os Russelistas, mórmons e outros a terem certas doutrinas! Os Evangélicos também, cada cabeça, cada doutrina! E eu também tenho as minhas doutrinas! Mas estarei eu certo? Então orei ao Senhor Jesus: Ajuda- me! Sim tu és o único que me podes ajudar!
O homem se adapta e vive!
Há lugares que eu nunca imaginei viver, mas quem vive lá ama.
Tudo é adaptação e suas raízes.
#bysissym
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